A formação do sistema solar

.: Aprendendo a fazer maquetes do Sistema Solar:

O início do universo (se jamais teve algum início) está fora de nosso alcance. No ponto da história mais remoto a que podemos chegar, os dois grandes opostos do Espírito e matéria, da vida e da forma, já estão em plena atividade. Acreditamos que a concepção comum de matéria requer uma revisão, pois o que comumente são chamadas força e matéria em realidade são somente duas variedades do Espírito em diferentes estágios de evolução, e a matéria real ou base de tudo jaz no pano de fundo impercebido. Um cientista francês disse recentemente: “Não há matéria; não há nada exceto buracos no éter.” Isto também concorda com a celebrada teoria do Prof. Osborne Reynolds. A investigação oculta mostra que esta é a visão correta, e deste modo explica o que os livros sacros Orientais querem dizer quando falam que a matéria é uma ilusão.
A matéria primordial como vista em nosso nível é o que os cientistas chamam de éter do espaço (o que tem sido descrito na Química Oculta sob o nome de koilon). Para cada sentido físico o espaço ocupado por ele é aparentemente vazio, ainda que em realidade este éter seja muitíssimo mais denso do que qualquer coisa que possamos conceber. Sua densidade é definida pelo Prof. Reynolds como sendo dez mil vezes maior que a da água, o que significa uma pressão de 750.000 toneladas por polegada quadrada. Esta substância é perceptível só ao poder clarividente altamente treinado.
Devemos presumir um tempo (ainda que não tenhamos conhecimento direto neste ponto) quando esta substância preenchia todo o espaço. Devemos também supor que algum grande Ser (não a Deidade de um sistema solar, mas algum Ser quase infinitamente mais excelso que aquela) alterou esta condição de repouso ao derramar Seu espírito ou força dentro de certa seção desta matéria, uma seção do tamanho de um universo inteiro. O efeito da introdução desta força é como o do soprar de uma poderosa respiração; ela formou neste éter um incalculável número de pequenas bolhas esféricas (referidas na Doutrina Secreta como os buracos que Fohat abre no espaço), e estas bolhas são os átomos ultérrimos de que o que chamamos matéria é composta. Não são os átomos do químico, sequer os átomos derradeiros do mundo físico. Eles estão em um nível muitíssimo mais elevado, e o que usualmente chamamos átomos são compostos de vastas agregações destas bolhas, como será visto mais adiante.
Quando a Deidade Solar começa a formar Seu sistema, Ela encontra já pronto à mão este material – esta infinita massa de pequenas bolhas que podem ser construídas nos diversos tipos de matéria como a conhecemos.
Ela começa definindo o limite de Seu campo de atividade, uma vasta esfera cuja circunferência é muito maior que a órbita do mais externo de Seus futuros planetas. Dentro do limite desta esfera Ela dispõe um tipo de vórtice gigantesco – um movimento que reúne juntas todas as bolhas numa vasta massa central, o material da nebulosa que há de nascer.
Nesta vasta esfera giratória Ela aplica sucessivos impulsos de força, juntando as bolhas em agregações cada vez mais e mais complexas, e produzindo desta maneira sete gigantescos mundos interpenetrantes de matéria em diferentes graus de densidade, todos concêntricos e todos ocupando o mesmo espaço.
Agindo através de Seu Terceiro Aspecto, Ela envia para esta esfera estupenda o primeiro destes impulsos. Ele produz em toda a esfera um imenso número de pequenos vórtices, cada qual atraindo para si quarenta e nove bolhas, e as arranja de certa forma. Estes pequenos agrupamentos de bolhas assim formadas são os átomos do segundo dos mundos interpenetrantes. O número total de bolhas não é utilizado deste modo, um número suficiente sendo deixado em estado dissociado para atuarem como átomos para o primeiro e mais elevado destes mundos. No devido tempo chega o segundo impulso, que captura quase todas as quarenta e nove bolhas atômicas (deixando só o bastante para suprir de átomos o segundo mundo), as recolhe em si e então, expelindo-as novamente, organiza vórtices entre elas, cada qual abrigando em si 2.401 bolhas (492). Estas formam os átomos do terceiro mundo. Novamente depois de algum tempo vem um terceiro impulso, que da mesma forma reúne quase todas estas 2.401 bolhas atômicas, devolve-lhes a sua forma original, e de novo as expele para fora mais uma vez como átomos do quarto mundo – cada átomo contendo esta vez 493 bolhas. Este processo é repetido até que o sexto desses impulsos sucessivos tenha construído o átomo do sétimo ou mundo mais inferior – um átomo que contém 496 das bolhas originais.
Este átomo de sétimo mundo é o átomo derradeiro do mundo físico – não qualquer dos átomos de que fala o químico, mas aquele ultérrimo dos quais
seus átomos são feitos. Neste estágio nós teremos chegado àquela condição das coisas na qual a vasta esfera rodopiante contém em si sete tipos de matéria, todas uma só em essência, pois todas construídas do mesmo tipo de bolhas, mas diferindo em seu grau de densidade. Todos esses tipos são livremente entremesclados, de modo que exemplares de cada tipo sejam encontrados numa pequena porção tomada ao acaso de qualquer parte da esfera, entretanto, com uma tendência geral de os átomos mais pesados gravitarem mais e mais em direção ao centro.
O sétimo impulso enviado do Terceiro Aspecto da Deidade não transforma, como antes, de volta os átomos físicos que foram feitos por último nas bolhas dissociadas originais, mas reúne-os em certas agregações, fazendo assim um número de diferentes tipos do que podemos chamar de proto-elementos, e estes novamente são reunidos juntos em várias formas que são conhecidas na ciência como elementos químicos. Essas elaborações se estendem por um período de longas eras, e são feitas em uma certa ordem definida pela interação de diversas forças, como é corretamente indicado no trabalho de Sir William Crookes A Gênese dos Elementos. Na verdade o processo de sua elaboração mesmo agora ainda não está concluído; o urânio é o último e mais pesado elemento até onde sabemos, mas outros ainda mais complexos podem talvez ser produzidos no futuro.
Com o passar das eras a condensação aumentou, e logo o estágio de uma vasta nebulosa incandescente foi alcançado. Ao resfriar-se, mas ainda girando com rapidez, achatou-se em um imenso disco e gradualmente partiu-se em anéis em torno de um corpo central – um arranjo não dessemelhante daquele que Saturno exibe nos dias de hoje, ainda que numa escala muitíssimo maior. Aproximando-se o momento em que os planetas seriam necessários para os propósitos da evolução, a Deidade criou na espessura de cada anel um vórtice subsidiário, no qual uma grande quantidade de matéria do anel fosse gradualmente coletada. As colisões dos fragmentos reunidos provocou uma revivescência do calor, e o planeta resultante foi por longo tempo uma massa de gás incandescente. Pouco a pouco ela esfriou de novo, até que se aprontou para ser o teatro de vida como a nossa. Assim todos os planetas foram formados.
Quase toda a matéria desses mundos interpenetrantes a esta altura estava concentrada nos planetas recém-formados. Cada um deles era e é composto de todos aqueles diferentes tipos de matéria. A Terra sobre onde vivemos agora não é apenas uma grande bola de matéria física, construída com os átomos daquele mundo inferior, mas também tem associado um abundante suprimento de matéria do sexto, do quinto, do quarto e dos outros mundos. É bem sabido de todos os estudantes de ciência que partículas de matéria na verdade jamais tocam umas nas outras, mesmo na mais densa das substâncias. Os espaços entre elas estão em muitíssimo maior proporção do que seu próprio tamanho – enormemente maior. De modo que existe um amplo espaço para todos os outros tipos de átomos de todos os outros mundos, não só para permanecerem entre os átomos da matéria mais densa, mas para se moverem mui livremente por entre e em torno deles. Conseqüentemente, este globo sobre onde vivemos não é só um único mundo, mas sete mundos interpenetrantes, todos ocupando o mesmo espaço, exceto que os tipos mais finos de matéria se estendem para mais além do centro do que o faz a matéria mais densa.
Nós demos nomes a esses mundos interpenetrantes por conveniência ao falarmos deles. Nenhum nome é necessário para o primeiro, já que o homem ainda não está em conexão direta com ele; mas quando for preciso mencioná-lo, poderíamos chamá-lo de mundo divino. O segundo é descrito como sendo o monádico, porque nele existem aquelas Centelhas da Vida divina que denominamos Mônadas humanas; mas tampouco estas podem ser alcançadas mesmo pela mais elevada investigação clarividente por enquanto possível para nós. A terceira esfera, cujos átomos contêm 2.401 bolhas, é chamada de mundo espiritual, porque nele atua o mais alto Espírito no homem do modo como hoje ele é constituído. O quarto é o mundo intuicional (previamente chamado na Teosofia de plano búdico) porque dele provêm as mais altas intuições. O quinto é o mundo mental, porque de sua matéria é construída a mente do homem. O sexto é dito mundo emocional ou astral, porque as emoções do homem provocam ondulações em sua matéria (o nome astral lhe foi dado pelos alquimistas medievais, porque sua matéria é cintilante ou brilhante como estrelas, comparada àquela do mundo mais denso). O sétimo mundo, composto do tipo de matéria que vemos à nossa volta, é chamado de físico.
A matéria de que todos esses mundos interpenetrantes são construídos é essencialmente a mesma, mas diferentemente arranjada e em diferentes graus de densidade. Portanto as freqüências em que esses vários tipos de matéria normalmente vibram também diferem. Elas podem ser consideradas como uma vasta gama de ondulações consistindo de muitas oitavas. A matéria física utiliza um certo número das oitavas mais baixas, a matéria astral um outro grupo de oitavas logo acima destas, a matéria mental um grupo ainda mais elevado, e assim por diante.
Não só cada um destes mundos têm seu próprio tipo de matéria; também tem seu próprio conjunto de agregações desta matéria – suas próprias substâncias. Em cada mundo arranjamos estas substâncias em sete classes de acordo com a taxa em que vibram suas moléculas. Usualmente, mas não sempre, as oscilações mais lentas envolvem também uma molécula maior – uma molécula, digamos, construída por um arranjo especial das moléculas menores da subdivisão imediatamente superior. A aplicação de calor aumenta o tamanho das moléculas e também acelera e amplifica suas ondulações, de modo que elas cobrem um maior terreno, e o objeto como um todo se expande, até atingir o ponto onde as agregações de moléculas se rompem, e estas passam de uma condição para a imediatamente superior. Na matéria do mundo físico as sete subdivisões são representadas por sete graus de densidade da matéria, aos quais, partindo de baixo para cima, damos os nomes de sólido, líquido, gasoso, etérico, super-etérico, sub-atômico e atômico.
A subdivisão atômica é uma na qual todas as formas são construídas pela compressão dos átomos físicos em certas formas, sem qualquer reunião prévia destes átomos em blocos ou moléculas. Tipificando por ora o átomo físico ultérrimo como um tijolo, qualquer forma na subdivisão atômica seria feita pela reunião de alguns tijolos, e moldando-os em certa forma. A fim de fazer matéria para a subdivisão imediatamente inferior, um certo número de tijolos (átomos) primeiro seriam reunidos e cimentados em blocos menores de, digamos, quatro tijolos cada, cinco tijolos cada, seis ou sete tijolos; e então estes blocos assim feitos seriam usados como pedras para construção. Para a próxima subdivisão diversos blocos da segunda subdivisão cimentados juntos de certas maneiras formariam pedras de construção, e do mesmo modo até a mais inferior.
Para transferir qualquer substância da condição sólida para a líquida (isto é, para dissociá-la) aumentamos a vibração de suas moléculas componentes até que enfim sejam fragmentadas nas moléculas mais simples de que são constituídas. Este processo pode em todos os casos ser repetido de novo e de novo até que finalmente toda e qualquer substância pode ser reduzida aos átomos da mundo físico.
Cada um destes mundos tem seus habitantes, cujos sentidos são normalmente capazes de responder às ondulações apenas de seu próprio mundo. Um homem vivendo (como estamos fazendo) no mundo físico vê, ouve, sente, através de vibrações associadas à matéria física em seu redor.
Ele igualmente é rodeado pelos mundos astral e mental e os outros mundos que estão interpenetrando seu próprio mundo mais denso, mas ele normalmente é inconsciente, porque seus sentidos não podem responder às vibrações de suas matérias, exatamente como nossos olhos físicos não podem ver pelas vibrações da luz ultravioleta, ainda que experimentos científicos demonstrem que elas existem, e há outras consciências com órgãos diversamente formados que podem vê-las. Um ser vivendo no mundo astral poderia estar ocupando exatamente o mesmo espaço de um ser vivendo no mundo físico, sendo cada um inteiramente inconsciente do outro e de modo algum impedindo o movimento livre do outro. O mesmo é verdade para todos os outros mundos. Estamos neste momento rodeados por estes mundos de matéria mais fina, tão próximos de nós quanto o mundo que podemos ver, e seus habitantes estão passando através de e em torno de nós, mas estamos inteiramente inconscientes deles.
Uma vez que a nossa evolução no presente está centrada sobre este globo a que chamamos Terra, só em relação a ela é que estamos falando deste mundos superiores, pois no futuro quando eu usar o termo “mundo astral” eu estarei querendo dizer a parte astral de nosso próprio globo somente, e não (como até aqui) a parte astral de todo o sistema solar. Esta parte astral de nosso próprio mundo também é um globo, mas de matéria astral. Ocupa o mesmo lugar que o globo que vemos, mas sua matéria (sendo muito mais diáfana) se estende no espaço em todas as direções mais do que o faz a atmosfera da Terra – muito mais além. Ele se estende até um pouco menos que a distância média até a Lua, de modo que mesmo que os dois globos, a Terra e a Lua, estejam afastados quase 240.000 milhas, os globos astrais destes dois corpos se tocam quando a Lua está no seu perigeu (o ponto de menor distância entre os dois corpos), mas não quando está em seu apogeu (o ponto de maior distância). Aplicarei o termo “mundo mental” ao globo ainda maior de matéria mental em meio ao qual nossa Terra existe. Quando chegamos aos globos ainda mais elevados temos esferas grandes o bastante para tocar as esferas correspondentes de outros planetas no sistema, ainda que sua matéria também esteja tão cerca de nós aqui na superfície da Terra sólida como aquela dos outros. Todos estes globos de matéria mais fina são partes de nós, e estão todos girando ao redor do Sol com suas partes visíveis. O estudante faria bem em acostumar-se a pensar em nossa Terra como o conjunto de sua massa de mundos interpenetrantes – não somente a comparativamente pequena bola física no centro dele.

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Do absoluto até o homem

Do Absoluto, do Infinito, do Onipresente, em nosso presente estágio não podemos saber nada, exceto que existe; não podemos dizer nada que não represente uma limitação, e portanto inexata. N’Ele existem universos
inumeráveis; em cada universo, incontáveis sistemas solares. Cada sistema solar é a expressão de um poderoso Ser, a quem chamamos de Logos, o Verbo Divino, a Deidade Solar. Para o sistema Ele é tudo o que os homens entendem por Deus. Ele o permeia; não existe nada nele que não seja Ele; é a Sua manifestação nesta matéria o que podemos ver. Porém Ele existe acima e fora dele, vivendo uma vida estupenda entre Seus Pares. Como é dito numa Escritura Oriental: “Tendo permeado este universo inteiro com uma partícula de Mim mesmo, ainda permaneço.”
Desta Sua excelsa vida não podemos saber nada. Mas do fragmento de Sua vida que energiza Seu sistema podemos saber algo nos níveis inferiores de sua manifestação. Não podemos vê-Lo, mas podemos ver Seu poder em ação. Ninguém que seja clarividente pode ser ateu; a evidência é por demais tremenda.
De Si mesmo chamou à existência este poderoso sistema. Nós que estamos nele somos fragmentos em evolução de Sua vida, Centelhas de Seu Fogo divino; d’Ele todos procedemos; a Ele todos retornaremos.
Muitos têm perguntado por que Ele fez isso; por que Ele emanou de Si mesmo todo este sistema; por que Ele nos enviou para enfrentarmos as
tormentas da vida. Não o podemos saber, tampouco é uma pergunta prática; é bastante que estejamos aqui, e façamos nosso melhor. Porém muitos filósofos especularam sobre este ponto e muitas sugestões foram dadas. A mais bela que conheço é a de um filósofo Gnóstico: “Deus é Amor, mas o próprio Amor não pode ser perfeito a não ser que tenha em quem ser derramado e de quem possa voltar. Portanto Ele se manifestou na matéria, e limitou Sua glória, a fim de que através desse processo natural e lento de evolução pudéssemos vir a existir; e nós por nosso turno de acordo com Sua Vontade nos desenvolveremos até atingir mesmo Seu próprio nível, e então o próprio amor de Deus se tornará mais perfeito, porque então será derramado naqueles, Suas próprias crianças, que plenamente o entenderem e retribuírem, e assim Seu grande esquema será completado e Sua vontade cumprida.’
Em qual estupenda altitude Sua consciência habita não sabemos, nem podemos conhecer Sua verdadeira natureza como se mostra lá. Mas quando Ele se manifesta em condições que estão dentro de nosso alcance, Sua manifestação é sempre tríplice, daí todas as religiões O terem
imaginado como uma Trindade. Três, ainda que fundamentalmente Um; Três Pessoas (embora pessoa signifique máscara) e ainda Um Deus, mostrando-Se naqueles Três Aspectos. Três para nós, olhando-O de baixo, porque Suas funções são diferentes; Um para Ele, porque As reconhece como apenas facetas de Si mesmo.
Todos estes Três Aspectos estão envolvidos na evolução do sistema Solar; todas os Três também estão envolvidos na evolução do homem. Esta evolução é Sua Vontade; o método dela é o Seu plano.
Logo abaixo desta Deidade Solar, ainda que de um modo misterioso partes
de Si, estão Seus sete Ministros, às vezes chamados os Espíritos Planetários. Usando uma analogia retirada da fisiologia de nosso próprio corpo, Suas relações para com Ela são como as dos gânglios ou dos
centros nervosos para com o cérebro. Toda a evolução que procede d’Ela o
faz através de um ou outro d’Eles.
Por sua vez, sob Eles estão vastas hostes ou ordens de seres espirituais, a quem chamamos de Anjos ou Devas. Ainda não conhecemos todas as funções que Eles preenchem em todas as partes deste maravilhoso esquema, mas encontramos alguns d’Eles intimamente ligados à construção do sistema e à expansão da sua vida interior.
Aqui em nosso mundo há um grande Oficial que representa a Deidade Solar, e está no absoluto controle de toda a evolução que têm lugar neste planeta. Podemos imaginá-Lo como o verdadeiro Rei deste mundo, e sob Ele existem ministros a cargo dos diferentes departamentos. Um destes departamentos está ligado à evolução das diferentes raças da humanidade, de modo que para cada grande raça há um Líder que a funda, diferencia-a das outras todas, e assiste o seu desenvolvimento. Um outro departamento é o da religião e educação, e é dele que saíram todos os maiores instrutores da história – de quem todas as religiões nasceram. O grande Oficial à testa deste departamento ou vêm Ele mesmo ou envia um de Seus discípulos para fundar uma nova religião quando decide que é necessário alguma.
Assim todas as religiões, à época de sua primeira apresentação ao mundo,
têm contido uma definida apresentação da Verdade, e em seus fundamentos esta Verdade têm sido sempre a mesma. As suas apresentações têm variado por causa das diferenças das raças às quais foram oferecidas. As condições de civilização e o grau de evolução obtido pelas várias raças têm tornado desejável apresentar esta Verdade única sob diferentes formas. Mas a Verdade interna é sempre a mesma, e a fonte de onde sai é a mesma, mesmo que as fases externas possam parecer
diferentes e mesmo contraditórias. É tolice para os homens disputar sobre a questão da superioridade de um instrutor ou de um modo de ensino sobre outro, pois o instrutor é sempre alguém enviado pela Grande Fraternidade de Adeptos, e em todos os seus pontos importantes, em seus princípios éticos e morais, o ensino têm sido sempre o mesmo.
No mundo existe um corpo de Verdade que jaz por trás de todas estas religiões, e representa os fatos da natureza até onde no presente são conhecidos pelo homem. No mundo externo, por causa de sua ignorância disso, as pessoas estão sempre disputando e questionando sobre se existe um Deus; se o homem sobrevive à morte; se lhe é possível progresso definido, e qual é sua relação para com o universo. Estas questões estão sempre presentes na mente do homem tão logo sua inteligência desperta.
Não são irrespondíveis, como freqüentemente se supõe; as respostas para elas estão ao alcance de qualquer um que faça os esforços adequados para encontrá-las. A verdade é alcançável, e as condições para seu alcance são passíveis de conquista por qualquer um que faça o esforço.
Nos primeiros estágios do desenvolvimento da humanidade, os grandes Oficiais da Hierarquia são providos de fora, de outras e mais altamente evoluídas partes do sistema, mas tão logo os homens podem ser treinados para o necessário nível de poder e sabedoria estas funções são assumidas por eles. A fim de aprontar-se para assumir um tal ofício um homem deve elevar-se até um nível muito alto, e deve tornar-se o que chamamos de Adepto – um ser de bondade, poder e sabedoria tão grandes que Ele sobressai acima do resto da humanidade, pois Ele já terá atingido o ápice da evolução humana; Ele conquistou o que o plano da Deidade assinalou para que conquistasse durante esta era ou dispensação. Mas Sua evolução continua posteriormente além daquele nível – continua até a divindade. Um grande número de homens já atingiu o nível de Adepto – homens não de uma só nação, mas de todas as principais nações do mundo – almas raras que com coragem indomável assediaram os castelos da natura, e arrebataram seus segredos internos, e adquiriram assim verdadeiramente o direito de serem chamados de Adeptos. Entre Eles há muitos graus e muitas linhas de atividade; mas sempre alguns d’Eles permanecem em contato com nossa Terra como membros desta Hierarquia que está incumbida da administração dos negócios do mundo e da evolução espiritual de nossa humanidade.
Este corpo augusto é freqüentemente chamado A Grande Fraternidade Branca, mas seus membros não são uma comunidade onde todos vivem juntos. Cada um d’Eles, em grande medida, retira-Se do mundo, e ficam em constante comunicação entre si e com Seu Líder; mas Seu conhecimento das forças superiores é tão grande que isso é conseguido sem qualquer necessidade de encontro no mundo físico. Em muitos casos Eles continuam a viver cada Qual em Seu próprio país, e Seus poderes permanecem insuspeitos aos que vivem perto d’Eles. Qualquer homem que quiser pode atrair Sua atenção, mas ele pode fazer isso apenas mostrando-se digno de Sua atenção. Ninguém deve temer que seus esforços passem impercebidos; tal lapso é impossível, pois o homem que se está devotando a um serviço como este, destaca-se do restante da humanidade como uma grande chama numa noite escura. Uns poucos destes grandes Adeptos, que ora trabalham pelo bem do mundo, desejam tomar como aprendizes aqueles que resolveram devotar-se completamente ao serviço da humanidade; tais Adeptos são chamados Mestres. Um desses aprendizes foi Helena Petrovna Blavatsky – uma grande alma que foi enviada para oferecer conhecimento ao mundo. Junto com o Coronel Henry Olcott ela fundou a Sociedade Teosófica para a disseminação deste conhecimento que ela devia dar. Entre aqueles que entraram em contato com ela naqueles velhos tempos estava A. P. Sinnett, o editor de The Pioneer, e seu agudo intelecto imediatamente captou a magnitude e a importância do ensino que ela lhe apresentou. Mesmo que Madame Blavatsky já tivesse antes escrito Ísis sem Véu, havia atraído apenas escassa atenção, e foi o Sr. Sinnett que primeiro tornou o ensino prontamente disponível aos leitores ocidentais com seus dois livros, O Mundo Oculto e Buddhismo Esotérico.
Foi através destes trabalhos que eu próprio primeiro vim a conhecer seu autor, e depois a própria Madame Blavatsky; de ambos aprendi muito. Quando perguntei a Madame Blavatsky como poderia aprender mais ainda, como se poderia fazer um progresso definido ao longo da Senda que ela nos apontou, ela me falou da possibilidade de outros estudantes serem aceitos como aprendizes pelos grandes Mestres, assim como ela mesma havia sido aceita, e que o único caminho de obter esta aceitação era mostrar-se digno dela pelo trabalho diligente e altruísta. Ela me disse que para atingir esta meta um homem deve ser absolutamente uni direcionado em sua determinação; que ninguém que tente servir Deus e Mammon jamais poderia esperar conseguir. Um destes mesmos Mestres disse: “A fim de conseguir, um discípulo deve deixar seu mundo e entrar no nosso.”
Isto significa que ele deve cessar de ser um na maioria que vive pela riqueza e poder, e deve juntar-se à diminuta minoria que não se importa nada com estas coisas, mas vive somente a fim de devotar-se altruisticamente ao bem do mundo. Ela advertiu-nos claramente que o caminho era difícil de seguir, e que seríamos incompreendidos e vilipendiados por aqueles que ainda viviam no mundo, e não devíamos olhar à frente senão para o mais árduo dos trabalhos árduos; e ainda que o resultado fosse assegurado, ninguém poderia prever quando seria atingido.
Alguns de nós aceitaram estas condições alegremente, e em nenhum momento nos arrependemos de tal decisão.
Depois de alguns anos de trabalho eu tive o privilégio de entrar em contato com estes grandes Mestres de Sabedoria; d’Eles eu aprendi muitas coisas – entre outras, como verificar por mim mesmo em primeira mão a maioria dos ensinamentos que Eles haviam dado. De modo que, neste assunto, escrevo do que sei, e do que tenho visto por mim mesmo. Certos pontos são mencionados no ensino, pois para sua verificação são necessários poderes além de qualquer coisa que eu já tenha obtido. Deles, só posso dizer que são consistentes com o que já sei, e em muitos casos são necessários como hipóteses confirmadoras do que tenho visto. Eles me chegaram, junto com o resto do sistema Teosófico, com a autoridade destes poderosos Instrutores. Desde então eu tenho aprendido a examinar por mim mesmo a de longe maior parte do que me foi dito, e tenho descoberto que a informação dada a mim está correta em cada detalhe; portanto justifica-se que eu defenda a probabilidade de que aquela outra parte, a que eu ainda não posso verificar, também provará estar correta quando eu chegar naquele nível.
Obter a honra de ser aceito como um aprendiz de um dos Mestres da Sabedoria é o objetivo definido por cada estudante Teosófico sério. Mas significa um esforço definido. Sempre têm havido homens que estiveram desejosos de fazer o esforço necessário, e portanto sempre têm havido homens que souberam. O conhecimento é tão transcendente que quando um homem o incorpora plenamente se torna mais que um homem, e passa além de nosso alcance.
Mas há estágios na aquisição deste conhecimento, e podemos aprender muito, se quisermos, daqueles que também ainda estão em processo de aprendizagem; pois todos os seres humanos estão em um ou outro degrau na escada da evolução. O primitivo está na base; nós que somos civilizados já escalamos parte do caminho. Mas ainda que possamos olhar para trás e ver degraus da escada que já passamos, também podemos olhar para a frente e ver muitos degraus acima de nós que ainda não atingimos. Assim como existem homens que estão mesmo agora em cada um dos degraus acima, por isso podemos ver os estágios pelos quais o homem subiu; assim também como há homens em cada degrau acima de nós, igualmente pelo estudo deles podemos ver como o homem subirá no futuro. Precisamente porque vemos homens em cada degrau desta escadaria, que conduz a uma glória que já não temos palavras para expressar, sabemos que a ascensão àquela glória nos é possível. Os que estão muito acima de nós, tão acima que nos aparecem como deuses em Seu maravilhoso conhecimento e poder, contam-nos que Eles até não muito tempo atrás estavam onde nós estamos agora, e Eles nos indicam claramente os passos que faltam, os que devemos dar se havemos de ser como Eles.

O que é teosofia

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Já existem dois livros respondendo esta questão: O Budismo Esotérico, de A. P. Sinnett, e A Sabedoria Antiga, de A. Besant. Não pretendo competir com estes trabalhos modelares; o que desejo é apresentar uma exposição, tão clara e simples quanto a possa fazer, que possa ser considerada introdutória para eles.
Com freqüência falamos da Teosofia como sendo não uma religião em si, mas a verdade que subjaz em todas as religiões igualmente. Assim é; já, de um outro ponto de vista, podemos seguramente dizer que ela é a um tempo uma filosofia, uma religião e uma ciência. É uma filosofia porque nos apresenta com clareza uma explanação do esquema de evolução tanto das almas como dos corpos contidos em nosso sistema solar. É uma religião até onde, tendo nos mostrado o curso ordinário da evolução, também põe diante de nós e recomenda um método de abreviarmos este curso, de modo que por esforço consciente podemos progredir mais diretamente para o alvo. É uma ciência, porque trata estes dois assuntos como matéria não de fé teológica, mas de conhecimento direto obtenível através de estudo e investigação. Ela assevera que o homem não tem necessidade alguma de crer com fé cega, porque ele tem em si poderes latentes que, quando despertados, capacitam-no para ver e examinar por si mesmo, e passa a provar seu argumento mostrando como aqueles poderes podem ser despertados. Ela própria é um resultado do despertar de tais poderes pelos homens, pois os ensinamentos que nos apresenta são fundamentados sobre observações diretas feitas no passado, e tornadas possíveis apenas por tal desenvolvimento.
Como uma filosofia, explica-nos que o sistema solar é um mecanismo cuidadosamente ordenado, uma manifestação de uma vida magnificente, da qual o homem é apenas uma pequena parte. De qualquer modo, enfoca esta pequena parte que nos interessa diretamente, e trata dela de modo exaustivo sob três aspectos – presente, passado e futuro.
Trabalha com o presente descrevendo o que o homem realmente é, visto por meio das faculdades desenvolvidas. Costuma-se falar do homem como possuindo um alma; a Teosofia, como resultado da investigação direta, inverte a frase, e afirma que o homem é uma alma, e que possui um corpo – de fato diversos corpos, que são seus veículos e instrumentos nos diversos mundos. Este mundos não estão separados no espaço; estão simultaneamente presentes conosco, aqui e agora, e podem ser examinados; eles são divisões do lado material da natureza – diferentes
graus de densidade na agregação de matéria, como em breve será explicado em detalhe. O homem tem uma existência em diversos deles, mas normalmente só é consciente do mais inferior, ainda que algumas vezes em sonhos e transes tenha vislumbres de alguns dos outros. O que é chamado morte é o abandono do veículo pertencente a este mundo inferior, mas a Alma ou homem real em um mundo superior já não é mudada ou afetada por isto mais do que o homem físico é mudado ou afetado quando remove seu casaco. Tudo isso é uma questão, não de especulação, mas de observação e experimento.
A Teosofia tem muito a nos dizer da história passada do homem – de como no curso da evolução ele veio a ser o que é hoje. Isto também é uma questão de observação, por causa do fato de que existe um registro indelével de tudo o que acontece – uma espécie de memória da Natureza – por cujo exame as cenas da evolução anterior podem ser feitas passar ante os olhos do investigador como se estivessem acontecendo neste exato momento. Por este estudo do passado aprendemos que o homem é divino em sua origem e que tem uma longa evolução atrás de si – uma evolução dupla, a da vida ou Alma interior, e a das formas externas. Aprendemos, também, que a vida do homem como Alma é, ao que nos parece, de enorme extensão, e que aquilo que por hábito costumamos chamar de sua vida na realidade é só um único dia da sua existência real. Ele já viveu por muitos desses dias, e tem muitos mais deles ainda à sua frente; e se desejamos entender a vida real e seu objetivo, devemos considerá-la em relação não só a este seu dia único, que inicia no nascimento e encerra na morte, mas também aos dias que se passaram antes e os que ainda estão por vir.
Dos que ainda estão por vir também há muito a ser dito, e neste assunto, igualmente, uma grande quantidade de informação definida é disponível. Tal informação pode ser obtida, primeiro, de homens que já passaram muito para diante do que nós ao longo da estrada da evolução, e
conseqüentemente têm disso uma experiência direta; e, segundo, de inferências feitas a partir da direção óbvia dos passos que percebemos já terem sido dados anteriormente. A meta deste ciclo particular está à vista, mesmo que ainda muito acima de nós, mas pareceria que, mesmo quando a tivermos atingido, uma infinitude de progresso ainda estaria à frente de cada um que estiver querendo empreendê-lo.
Uma das mais extraordinárias vantagens da Teosofia é a de que a luz que nos traz de imediato resolve muitos dos nossos problemas, afasta muitas dificuldades, analisa as aparentes injustiças da vida, e em todas as direções traz ordem ao aparente caos. Pois enquanto que alguns de seus ensinamentos são baseados sobre a observação de forças cuja atuação direta está algo além do conhecimento do homem comum do mundo, se este a aceitar como hipótese muito cedo chegará a ver que deve estar correta, porque ela, e ela sozinha, fornece uma explicação coerente e
razoável do drama da vida que está sendo representado diante dele.
A existência de Homens Perfeitos, e a possibilidade de entrarmos em contato com Eles e sermos ensinados por Eles, são proeminentes dentre as grandes novas verdades que a Teosofia traz ao mundo ocidental. Uma outra delas é o estupendo fato de que o mundo não está mergulhando cegamente na anarquia, mas que seu progresso está sob o controle de uma Hierarquia perfeitamente organizada, de modo que o fracasso para mesmo a mais minúscula de suas unidades é de todas as impossibilidades a mais impossível. Um vislumbre do trabalho desta Hierarquia inevitavelmente engendra o desejo de cooperar com ele, de servir nele, por mais humilde que seja a capacidade, e nalguma ocasião num futuro distante ser digno de juntar-se às mais externas de suas fileiras. Isto nos leva àquele aspecto da Teosofia que chamamos de religioso.
Aqueles que vêm a conhecer e entender estas coisas estão insatisfeitos com os morosos eons da evolução; eles anseiam por se tornar úteis mais imediatamente, e então procuram e obtêm conhecimento da Senda mais curta porém mais escarpada. Não há possibilidade de escapar à quantidade de trabalho que tem de ser feito. É como carregar um peso montanha acima; seja carregando-o por um atalho mais escabroso, seja mais gradualmente por uma estrada de aclive suave, precisamente o mesmo número de passos deve ser dado. Portanto fazer o mesmo trabalho em uma fração reduzida do tempo significa esforço determinado. Pode ser feito, contudo, pois têm sido feito; e os que o fizeram concordam que o trabalho é mais do que bem pago. A limitação dos vários veículos é com isso gradualmente transcendida, e o homem liberado se transforma num colaborador inteligente no poderoso plano para a evolução de todos os seres.
Em sua feição religiosa, também, a Teosofia dá aos seus seguidores uma regra de vida, baseada não em supostas ordenações proferidas num período remoto do passado, mas no simples bom senso, como indicado pelos fatos observados. A atitude do estudante de Teosofia em relação às regras que ela prescreve parece antes as que adotamos por medida higiênica do que uma obediência a imposições religiosas. Podemos dizer, se quisermos, que esta coisa ou aquela outra está de acordo com a Vontade Divina, pois a Vontade Divina é expressa no que conhecemos como leis da natureza. Porque aquela Vontade sabiamente dispôs todas as coisas, infringir suas leis significa perturbar o suave funcionamento do esquema, atrasar por um momento aquele fragmento ou pequena parte da evolução, e conseqüentemente trazendo desconforto para nós mesmos e outros. É por esta razão que o homem sábio evita infringi-las – não para escapar da imaginária ira de alguma deidade ultrajada.
Mas se de um certo ponto de vista podemos pensar na Teosofia como uma religião, devemos notar dois grandes pontos de diferença entre ela e o que é ordinariamente chamado de religião no Ocidente. Primeiro, ela não exige fé de seus seguidores, nem mesmo fala de fé no sentido em que este termo é usualmente empregado. O estudante da ciência oculta ou sabe uma coisa ou suspende seu julgamento sobre ela; não há espaço neste esquema para a fé cega. Naturalmente, os iniciantes no estudo ainda não podem saber por si mesmos, assim eles são solicitados a ler os resultados das várias observações e lidar com eles como hipóteses prováveis – para serem
aceitas e agirmos em função delas provisoriamente, até o momento em que possam prová-las por si mesmos.
Segundo, a Teosofia jamais procura converter qualquer homem de qualquer religião que ele já abrace. Ao contrário, ela explica sua religião para ele, e o capacita para ver nela significados mais profundos do que ele jamais conhecera antes. Ela o ensina a entendê-la e vivê-la melhor do que o fazia, e em muitos casos devolve a ele, em um nível mais inteligente e mais alto, a fé que ele previamente havia perdido toda.
A Teosofia têm seu aspecto de ciência também; é verdadeiramente uma ciência da vida, uma ciência da Alma. Ela aplica a tudo o método científico da observação reiterada e meticulosa, e então tabula os resultados e faz deduções a partir deles. Deste modo tem investigado os vários planos da Natureza, as condições da consciência humana durante a vida e após o que é comumente chamado de morte. Não pode ser demais repetir que suas asserções em todos estes pontos não são vagas presunções ou dogmas de fé, mas são baseadas em direta e muitas vezes repetida observação do que acontece. Seus investigadores têm tratado já em alguma extensão de assuntos mais no âmbito da ciência comum, como pode ser averiguado por quem ler o livro A Química Oculta.
Assim vemos que a Teosofia combina em si algumas das características da
filosofia, da religião e da ciência. Qual, poderia ser perguntado, é seu evangelho para este mundo atribulado? Quais são os pontos principais que sobressaem de suas investigações? Quais são os grandes fatos que tem
para apresentar à humanidade?
Eles têm sido bem resumidos em três pontos principais. “Há três verdades que são absolutas, e que não podem ser ignoradas, ainda que possam continuar silentes por falta de divulgação.
“A alma do homem é imortal, e seu futuro é o futuro de uma coisa cujo crescimento e esplendor não têm limites.
“O princípio que concede vida reside em nós e está conosco, é imorredouro
e eternamente benéfico, não é ouvido ou visto ou sentido, mas é percebido pelo homem que deseja percepção.
“Cada homem é seu legislador absoluto, o dispensador de glória ou miséria a si mesmo; o decretador de sua vida, sua recompensa, sua punição.
“Estas verdades, que são tão grandes quanto a própria vida, são tão simples quanto a mente mais simples do homem.”
Ditas com mais brevidade, e na linguagem do homem das ruas, isso significa que Deus é bom, que o homem é imortal, e que assim como semear, assim deve colher. Há um definido esquema das coisas; está sob direção inteligente e opera sob leis imutáveis. O homem tem seu lugar neste esquema e vive segundo estas leis. Se compreendê-las e cooperar com elas, avançará rapidamente e será feliz; se não as entender – se, propositalmente ou não, transgredi-las, atrasará seu progresso e será miserável. Isso não são teorias, mas fatos provados. Que quem duvida se informe, e verá.