Tempos difíceis esses!

 

A lei de causa e efeito é implacável e a coisa mais certa de nossa existência.
A roda da vida está girando e nada permanece igual ao longo do tempo. E aquilo que nos parece estar levando ao caminho certo, nada mais é do que convenções criadas por uma sociedade que se perde pouco a pouco na ignorância, preconceito e falta de sensibilidade.
Vivemos um momento de recolhimento e introspecção. Descrentes, nos colocamos como observadores de acontecimentos que nos desanimam e ferem, porque é mais fácil nos abstermos, do que tomarmos as rédeas de nossas próprias vidas.
Durante toda a história da humanidade, passamos por períodos cíclicos, porém, necessários para a limpeza da sujeira moral que geramos por nossos pensamentos, emoções, sentimentos e atitudes impensadas.
Atualmente, todas as grandes religiões do mundo se sentem impotentes para suprir o desencanto espiritual de seus fieis.
Religião vem do termo “religare” e significa religar-se a Deus. Mas isso só será possível, quando aprendermos a religar-nos uns aos outros. O que não tem acontecido nesses tempos difíceis, pois enquanto permanecermos preocupados apenas com nossos próprios umbigos, estaremos a caminho tão somente de um futuro incerto e desconhecido.
Que encontremos a paz que nunca foi nossa…
Perdoe-nos, oh pai! porque ainda não sabemos o que fazemos!

O curioso hábito de registro fotográfico post mortem

Na Era Vitoriana¹, as fotografias post mortem — fotos de pessoas mortas — ficaram muito famosas após a própria realeza inglesa se utilizar dela para o registro de parentes que haviam morrido.

O primeiro registro fotográfico data da primeira metade do século XIX, em 1826. Ao longo dos anos de 1800, o serviço fotográfico foi muito caro e o processo era lento, já que as câmeras demoravam muito tempo para capturar a imagem, portanto, sendo considerado luxo.

Contudo, em 1839 surgiu uma técnica conhecida como daguerreótipo², criada por Louis Daguerre, que socializou em partes a produção de fotos, através de uma técnica mais barata e mais rápida. Entretanto, ainda sim era cara o suficiente para impedir que as pessoas pudessem tirar várias fotografias de si e da família ao longo dos anos, restando apenas a estratégia de guardar dinheiro para que, pelo menos, fosse possível pagar por uma foto de seu familiar após a morte.

 

Apesar de tudo isso, as fotografias post mortem surgiram, primeiramente, para que os pais pudessem guardar imagens de seus filhos, quando estes morriam. Exatamente como fora dito anteriormente, o processo de captura da imagem era demasiadamente lento e fotografar uma criança, que muitas vezes ficava impaciente, era um trabalho em dobro.

Tudo isso fez com que as fotos tiradas em vida das crianças da família fossem um serviço de luxo apenas ao alcance dos mais afortunados. A solução para o problema, juntamente com o fato de na época a mortalidade infantil ser alta, foi fotografar as crianças que haviam morrido, surgindo as post mortem. Dessa forma, os familiares ainda poderiam ter o registro dos filhos.

Exatamente pelos motivos apresentados para a prática que as fotografias post mortem não devem ser vistas com espanto, pois elas, além de serem arte, eram, talvez, o único registro de um ente querido. Elas carregam, portanto, sentimentos. O serviço para se registrar uma dessas fotos variava. Para que se assemelhassem aos retratos que eram tirados em vida, por exemplo, o fotógrafo realizava um verdadeiro trabalho artístico. Havia toda uma produção para que a pessoa que se queria registrar saísse o mais natural.

Assim, recursos de iluminação, maquiagens (pintura dos olhos), produção de cenário e vestimentas eram pensados e planejados de forma profissional e com esmero nos mínimos detalhes, de forma a garantir um cenário que representasse o cotidiano. Algumas vezes eram necessários recursos extras de produção, como estruturas em madeiras ou ferro para sustentarem os corpos das pessoas mortas. Por outro lado, existiam aqueles que não se importavam que seus parentes mortos fossem fotografados dentro de caixões, sem grandes produções artísticas, ainda que houvesse a preocupação em se produzir um ambiente tranquilo para a foto.

Por todos esses fatores, novamente, as fotografias post mortem podem ser consideradas registros de arte e uma homenagem àqueles que se foram. Com o tempo, as fotos começaram a ficar mais acessíveis às pessoas com a evolução das técnicas fotográficas e as post mortem foram abandonadas aos poucos, restando apenas aquelas tiradas de crianças muito pequenas.

Por fim, a técnica ficou marcada como uma das características e curiosidades da Era Vitoriana. Entretanto, as post mortem ganharam popularidade apenas após sua menção na cultura popular atual, por exemplo no filme “Os Outros”. A partir daí, passaram a ser conhecidas pelo grande público, todavia muita gente ainda encará-las como imagens sinistras, de mau gosto e como um tabu na sociedade atual.Em contrapartida, muitos fotógrafos contemporâneos fazem desse tipo de foto arte.

A lua cheia na vidas pessoas

Ontem assisti a um documentário que tratava sobre a influência da lua cheia na vida das pessoas e dos animais. Então agora, posto um artigo sobre o tema. Leia abaixo:

Lobisomens, vampiros, boom de nascimentos… não dá para contar os personagens e acontecimentos – falsos e verdadeiros – ligados às fases da Lua, particularmente ao surgir da Lua Cheia. O último fato da lista parece ser a ligação da Lua com a insônia. Pesquisa séria, feita em laboratório, indica que o disco lunar completamente iluminado atrapalha o sono e atrasa o adormecimento: mas a luz lunar que eventualmente passa através das persianas não tem nada a ver com isso. Por qual estrada chegará até nós a influência da Christian Cajochen, pesquisador da Universidade da Basiléia, Suíça, examinou os padrões do sono humano em relação aos ciclos lunares, retomando uma experiência iniciada há dez anos. O estudo original tinha como objetivo principal explorar as relações entre idade e qualidade do sono.
Ele envolvia 33 voluntários de idade entre 20 e 74 anos, cujo sono foi estudado durante 64 noites seguidas. Os voluntários foram estudados em condições de controle muito rígido. Entre outros cuidados, eles foram completamente isolados da luz natural.

Cajochen pensou que os mesmos dados poderiam também ser usados para avaliar como as fases lunares influenciam o sono. Assim, o pesquisador dividiu as 64 noites do experimento em três grupos com base na maior ou menor aproximação deles à fase da Lua Cheia.
Os voluntários testados nas noites mais próximas à Lua Cheia, ou concomitantes a ela, mostraram, com efeito, um sono mais agitado. Por exemplo, a atividade cerebral relativa ao sono profundo mostrava um decremento de 30% em relação à média. Também os níveis de melatonina, hormônio que regula os ciclos de sono/vigília, revelaram- se bem mais baixos.

Além disso, esses pacientes levaram em média 5 minutos a mais para adormecer, e dormiram no total cerca de 20 minutos a menos.
A qualidade do sono deles foi considerada inferior de 15% em relação à qualidade do sono do resto do grupo. É tudo culpa da Lua? Claro, os resultados da pesquisa devem ser analisados com cautela, já que a amostragem foi considerada pequena e pelo fato de o objeto da pesquisa ser inicialmente outro, diferente do objeto agora escolhido. No entanto, ressaltam os pesquisadores, os dados obtidos foram atentamente calculados e foram excluídos outros fatores que pudessem perturbar o sono, tais como a influência da luz natural no quarto ou a concomitância, nas mulheres, com o ciclo menstrual.
“Cada pessoa na Terra possui o seu próprio ritmo circadiano de 24 horas” explicou Cajochen. “Depois desse experimento podemos lançar a hipótese de que todos nós sofremos os efeitos dos ciclos lunares. Talvez no cérebro exista também um relógio circalunar, mas nós simplesmente ainda não sabemos nada dele”, concluiu.

Outra crença muito antiga, ainda viva nos dias de hoje, é a de que os ciclos da Lua podem influir não apenas sobre o temperamento e o humor, sobretudo os das mulheres, mas também sobre a fertilidade feminina e os partos. A responsabilidade dessa crença deve-se a uma curiosa coincidência numérica: o mês lunar dura cerca 29 dias e 12 horas; o ciclo menstrual feminino dura em média entre 28 e 29 dias. Tais hipóteses, no entanto, são fortemente desmentidas pela comunidade científica. Mas é essa mesma ciência a estudar curiosos fenômenos naturais de nascimento e concepção ligados às fases da Lua. Os corais da Grande Barreira Coralina, no norte da Austrália, por exemplo, começam a se reproduzir em massa nas noites de Lua Cheia, e em modo perfeitamente sincronizado.
O que lhes dá esse “ritmo” são fotorreceptores especiais sensíveis aos comprimentos de ondas luminosas emitidos pela Lua. Inúmeros outros animais, sobretudo insetos e batráquios, também preferem as noites de Lua Cheia para seus ritos de sedução e acasalamento.
Paladina dos nascimentos, senhora das colheitas e das semeaduras, responsável pela qualidade do vinho, doida e caprichosa, capaz de ativar em cada um de nós os instintos mais estranhos e primitivos, em torno da Lua todas as civilizações teceram as mais bizarras crenças e superstições. Existe quem a considere responsável por terremotos e crises epilépticas.

Existe quem controla em que fase a Lua se encontra antes de atirar-se a uma relação sexual. Quem acha ser ela o motor que ativa impulsos criminosos e até mesmo os que levam a assassinatos. Sem contar os que não acreditam de modo algum que o homem já caminhou na superfície lunar, e afirmam que as façanhas dos as tronautas norte-americanos não passam de contos da carochinha.
E o lobisomem que ataca nas noites de Lua Cheia? A lenda, que parece ter origem europeia, se espalhou pelos cinco continentes, e até hoje existem aqueles que preferem permanecer trancados em casa nas noites em que a Lua bem redonda brilha inteira no céu.
Em 2007, Andy Parr, inspetor de polícia inglês do Sussex, pediu reforços para patrulhar as ruas nas noites de Lua Cheia. Noites nas quais, segundo ele, ocorre um aumento dos crimes e dos comportamentos agressivos. “Com base na minha experiência de mais de vinte anos como policial”, Parr declarou aos microfones da BBC, a rádio estatal inglesa, “posso afirmar que nas noites de Lua Cheia cruzamos nas ruas com pessoas que demonstram atitudes muito estranhas.
Pessoas nervosas, encrenqueiras, briguentas”. Esse policial não é o primeiro a denunciar uma ligação entre as fases lunares e episódios violentos. Trinta anos antes dele, Arnold Lieber, psicólogo norte- -americano autor de uma importante pesquisa sobre mais de 11 mil agressões registradas na Flórida no arco de cinco anos, tentou provar que essa influência lunar nefasta é verdadeira. Também Lieber afirmou que, pelos resultados da sua pesquisa, a maior parte das agressões ocorre nas noites de Lua Cheia, ou nas horas que a precedem.
Os estudos sobre os efeitos bizarros provocados pelo nosso satélite não se limitam ao ser humano. Entre 1997 e 1999, alguns médicos de Bradford, na Inglaterra, analisaram mais de 1600 casos de mordidas de animais. Concluíram que as possibilidades de sermos mordidos redobram nos dias próximos à Lua Cheia.
Mas, também aqui, tais pesquisas não persuadiram a comunidade científica. Alguns cientistas preferem se debruçar sobre outra possibilidade: Também o nosso corpo se ressente da influência do magnetismo lunar que provoca o fenômeno das marés oceânicas? A pergunta tem razão de ser, já que, sabidamente, o magnetismo lunar influencia os líquidos que existem sobre nosso planeta. Como nosso corpo é constituído principalmente de líquidos…
As principais possibilidades estudadas dizem respeito a náuseas, cefaleias, distúrbios cognitivos e de confusão mental. Nada foi provado em definitivo, mas existem pesquisadores dispostos a apostar que nosso satélite possa não apenas mover a água dos oceanos, mas também aquela que existe no interior do corpo humano. A maioria dos médicos, no entanto, sorri diante dessas considerações, considerando que não apenas a força que a Lua exerce sobre nosso corpo é extremamente débil, mas também que os líquidos corporais estão encapsulados nos tecidos e não estão livres para flutuar e correr, como acontece com a água dos oceanos.
Assim, diante de tantos prós e contras a respeito da influência da Lua sobre nossas vidas, melhor ficar com uma influência que, esta sim, é absolutamente certa: a força da sugestão. Em estudo publicado na revista Epilepsy & Behaviour, em 2004, os únicos ataques epilépticos que efetivamente aumentam nas noites de Lua Cheia são os “falsos ataques”. Aqueles que não são causados por disfunções elétricas do cérebro, mas sim por distúrbios psicóticos.

E os que só cortam os cabelos numa determinada fase da Lua? Eles são muitos, e acreditam existir uma ligação entre as fases da Lua e o crescimento dos cabelos. Trata-se de uma crença muito antiga que tem suas raízes nas tradições populares ligadas às técnicas de magia simpática – um corpo de crenças baseadas no princípio da similitude entre aquilo que deve ser curado e os meios utilizados para chegar-se à cura. Em outras palavras, se a Lua cresce, crescerão também as unhas, os pelos e os cabelos…

Karma, coincidência ou acaso?

 

Ontem jantei com um amigo muitíssimo culto e grande estudioso de filosofia, cosmologia e temas afins…  Ele um médico cirurgião apaixonado pelas pessoas e com uma consciência de missão de vida extraordinária. Lembramos do passado, de nossas profissões, de viagem, livros, religião, vinhos, relacionamentos, até que surgiu o tema Karma. Ele me perguntou: O que essa palavra significa para você? Eu disse a ele que na minha opinião, antes de encarnar, o espírito “escolhe” aquilo que virá fazer, aprender, ensinar, se alegrar ou sofrer, na encarnação que se apresenta. E que no fundo mesmo, pra mim significa que o tal livre arbítrio às vezes é questionável, pois aquilo que precisamos vivenciar, ou seja, que está destinado, não temos outra opção a não ser passar por determinado evento na vida. Ele abriu um largo sorriso e me disse: então acho que você é meu karma, pois me casei, separei e nunca consegui te esquecer. E olha que coincidência: me mudei para mesma cidade. Sendo assim, acho que devemos finalmente ficar juntos.

Não sei se ele também é meu karma, só sei que coincidências não existem! E nada como o tempo para curar feridas e promover reencontros.

Bem, brincadeiras a parte, achei o tema conveniente e então resolvi falar a respeito…

O “Karma”, ou “Carma”, é a energia gerada pelas nossas ações numa vida, que se reflete noutras vidas.

A palavra Karma deriva do sânscrito e surgiu associada ao Budismo e ao Hinduísmo, sendo mais tarde adaptada pelo Espiritismo. Também a Cabala — filosofia que tem origem no Judaísmo — defende a existência da vida após a morte, acreditando que a alma regressa à Terra tantas vezes quantas forem necessárias para completar o seu processo de evolução, superando sempre as provas que recebe como consequência dos seus atos. Tanto o Budismo como o Hinduísmo defendem que a alma encarna ao longo de muitas vidas, visando sempre a evolução espiritual.

O objetivo do reencontro entre pais, filhos, irmãos, tios, marido e mulher é proporcionar uma oportunidade para se resolver o problema em questão. Isto acontece recriando-se o mesmo problema em um curto espaço de tempo.

Quando os parceiros se conhecem, logo sentem uma compulsão de estar mais perto um do outro, e depois de algum tempo, começam a repetir os padrões emocionais dos seus antigos papéis. Então, o palco está armado para que ambos enfrentem um antigo problema de novo, e talvez lidem com ele de uma forma mais amadurecida. Ou um dos parceiros pode colocar tudo a perder novamente e cometer os mesmos erros do passado. Destino ou livre arbítrio? Eis a questão…

Relacionamentos cármicos quase nunca são duradouros. São na maioria das vezes mais destrutivos do que curadores. Algumas cicatrizes são profundas, difíceis de curar. Mas quando você consegue colocar sua cabeça no lugar, pode acabar percebendo que a melhor coisa que poderia ter acontecido em sua vida é o seu relacionamento não ter dado certo.

A característica de um relacionamento cármico é que os parceiros carregam emoções não resolvidas dentro de si, tais como culpa, medo, dependência, ciúme, raiva ou algo do tipo. Devido a essa “carga” de emoções não resolvidas, eles se sentem atraídos um para o outro, em outra encarnação.

Um dos parceiros pode ser fraco demais para ter coragem e ir além. Nesse caso, não tente trabalhar nele mais uma vez. Por isso, desapegar-se daquilo que te fez mal, é a melhor alternativa. Afinal, você não vai querer voltar numa próxima vida para resolver a questão, não é mesmo?  Eu não gostaria…

Uma dica para esquecer rapidamente é lembrar-se apenas dos momentos ruins. Depois, comece a fazer orações pela pessoa. No início é bem difícil. Mas não desista, quando menos esperar vem à compaixão e o desejo que esta pessoa tenha outras experiências e aprenda com elas. Vire a página, queime fotos, não queira notícias e não procure amigos em comum. E principalmente não sinta rancor ou ódio. Apenas agradeça pela oportunidade de um grande aprendizado.

A vida segue e mais aprendizado teremos no caminho…

Namaste