ESPÍRITOS PRESOS A TERRA

Vamos todos para o Umbral? - http://goo.gl/OPCBEn:

Pode uma alma, após a morte, permanecer presa à Terra?

Sim, pode. Isso acontece muitas vezes. As almas presas à Terra são pessoas que, após a morte, não conseguiram desligar-se dos seus corpos físicos e da vida que levavam. Eles permanecem envolvidos pelo magnetismo terrestre, presos ao nivel da crosta planetária, e não conseguem se desprender do apego à existência que já se encerrou. Geralmente eles acreditam ainda estar vivos, e não entendem por que as pessoas não falam mais com eles. Essas almas possuem um acesso bem fácil aos encarnados, e podem mesmo se ligar psiquicamente a eles. Com isso, eles atrasam sua entrada nos planos mais sutis e permanecem em estado de perturbação e sofrimento.

O médium mineiro Franciso Cândido Xavier diz o seguinte: Quando o corpo é reclamado pelo sepulcro, o espírito volta à pátria de origem, e, como a natureza não dá saltos, as almas que alimentam aspirações puramente terrestres continuam no ambiente do mundo, embora sem o revestimento do corpo carnal.

É possível a alma evoluir nesse estado de prisão?

A evolução encontra-se em todos os estados e condições, mas pode-se dizer que ela é insignificante quando a alma está presa à Terra. O ser desencarnado atrasa muito seu desenvolvimento espiritual, fica quase que estagnado; é como se ele ficasse congelado ou cristalizado dentro dos parâmetros de mente e comportamento. Nesse sentido, eles tendem a repetir estereotipadamente os padrões da última personalidade e também do momento da transição. Por exemplo, um rapaz morre num acidente de carro e fica chamando pelos seus pais. Ele pode ficar invocando a presença dos pais por períodos bem longos, sem perceber que sofreu um acidente e não possui mais corpo físico. Também contribui consideravelmente para a prisão no plano da Terra uma morte rápida e trágica. A alma não tem tempo de perceber o que ocorreu e pode ficar confusa com o impacto da súbita transição.

O que uma alma faz quando fica presa à Terra?

Algumas vezes ela tenta realizar as mesmas atividades de quando estava encarnada; outras vezes fica próxima de parentes e amigos, tentando um contato. Em outras situações, como já dissemos, ela fica repetindo os mesmos padrões de ação e comportamento de sua última existência. Em casos não tão raros, ela fica perambulando por locais que lhe foram familiares em vida ou peregrina por locais desconhecidos. Quando isso ocorre, na maioria das vezes ela acaba se conectando com um encarnado, e participa de seus prazeres e de sua vida. Sem que o encarnado se dê conta, ela pode guiar seus pensamentos, desejos e até as principais escolhas de sua vida. Porém, o mais grave é a vampirização de energias vitais que se processa nessa conexão psíquica entre ambos. A alma presa à Terra necessita da vitalidade de pessoas para se manter no nível da crosta terrestre. Na maioria das vezes, suga as energias sem perceber o prejuízo que lhes causa.

Podeis enumerar um outro motivo da alma permanecer presa a Terra?

Geralmente, o ceticismo extremo ou mesmo o dogmatismo religioso podem ser a causa do aprisionamento. Os céticos conservaram ao longo da vida arraigadas concepções sobre a inexistência da vida após a morte, e, ao se deparar com uma realidade que negaram ao longo da existência corpórea, eles se recusam a enxergar sua nova condição. Não acreditam que possam estar mortos e ainda assim vivendo, pois sempre guardaram uma inquebrantável convicção que a morte é o encerramento definitivo da existência humana.

Os céticos da vida após a morte podem experimentar duas condições mais gerais: a primeira é um estado de perturbação pós-morte, uma firme negação de sua nova condição, o que gera confusão e até desespero. Por outro lado, os céticos podem unir-se a outros céticos, numa experiência coletiva, e podem acreditar que foram transladados para outro mundo, um local estranho que eles não sabe como chegaram ali, mas creem ainda estar vivos.

O mesmo ocorre com os fanáticos religiosos; a ortodoxia, o sectarismo e o dogmatismo são grandes entraves a visão da realidade pós-morte. O religioso fundamentalista crê firmemente que, caso estivesse mesmo morto, deveria estar agora nos céu, no reino de Deus que sempre almejou em sua passagem pela Terra. Ele acreditava na sua salvação, e não pode admitir que, após a morte, ele não fosse recebido pelo ícone do seu culto. Essa prisão é fato corrente para um número significativo de religiosos fanáticos, aprisionados em suas próprias concepções cristalizadas.

Por outro lado, ele pode encontrar-se frente a frente com suas convicções religiosas, que nada mais são do que suas próprias criações mentais produzidas quando encarnados. Ele pode envolver-se nessa ilusão de suas formas de pensamento e viver de acordo com elas. Porém, isso possui algo de providencial, pois a vida após a morte seria algo doloroso demais se as almas não pudessem, de certa forma, adaptar suas crenças ao novo ambiente e viver de conformidade com eles, caso ainda não estejam prontos para uma comunhão com estados sutis mais reais.

Há outros motivos para a fixação no nível da crosta terrestre?

Sim, esses motivos variam conforme a individualidade de cada alma. Mas existem motivos gerais a se considerar:

  • Não cumpriram seu roteiro kármico (proposta encarnatória).

  • Suicidaram-se e deixaram assuntos inacabados.

  • Possuíam extremo apego a Terra e aos desejos materiais.

  • Viciaram-se em álcool, fumo, comida, sexo, lazer, prazeres diversos.

  • Tinham medo de morrer e após o desencarne continuaram negando a morte.

  • Dificuldade de aceitarem que passaram pela transição e não têm mais corpo físico.

  • Morte súbita (os espíritos não tiveram tempo de perceber que morreram).

  • Ódio e vingança a algum desafeto.

  • Apego a entes queridos ou a pessoas próximas.

  • Ceticismo fortemente arraigado.

  • Morte após deficiências mentais ou transtornos psíquicos graves.

Que dizer sobre as estórias sobre espíritos aprisionados em locais específicos?

Essas estórias podem ser reais. Alguns espíritos podem fixar-se em lugares em que eram muito afeiçoados durante a sua vida. Muitos ficam presos a sua própria residência; outros aos lugares onde ocorreu sua transição; outros ainda se unem a outras almas que escolhem um local propício a sua permanência. Esse é o fundamento das chamadas “casas mal assombradas”, que reúnem grande número de almas perdidas e presas em locais específicos. Ocorre com certa frequencia uma ligação psíquica entre a alma recem-desencarnada e pessoas que compraram o imóvel onde a alma passou a maior parte de sua vida.

Disseste que uma alma pode ficar presa à Terra em decorrência do ódio a desafetos. Podeis explicar melhor?

Enquanto o ódio aprisiona, o amor liberta. No Novo Testamento está escrito:Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte. (João 3: 14). Isso significa que, aqueles que não amam, permanecem presos no ódio e aprisionados no nível terrestre após o passamento. Não é possível neutralizar o ódio com o esquecimento, pois em épocas futuras esse ódio regressará numa outra roupagem, numa outra forma de manifestação. O ódio só pode ser dissipado com amor e o perdão. O amor vem da consciência de que todos nós estamos interligados, que somos uma mesma família universal e estamos numa mesma missão cósmica; todos somos almas ainda inferiores, dependentes, ignorantes e limitadas. Compreender isto é uma forma de libertação de todo o ódio. Devemos também compreender que ninguém pode nos tirar nada, nem destruir qualquer de nossos bens sem a nossa participação. Nosso corpo pode ser queimado, torturado, destroçado e morto; mas nossa alma só sera tocada se assim permitirmos. Esse foi o caso de Jesus: enquanto o corpo físico e a personalidade humana de Jesus estavam sofrendo dores lancinantes na cruz, sua alma, seu espírito imortal estava completamente ausente e invulnerável a mortificação de sua carne. Ele assistia tudo de fora, sem se envolver no sofrimento que lhe acometera. As maiores maldades podem ser realizadas conosco, mas uma alma de luz, um ser mais evoluído, não pode ser atingido, pois ele sabe que não é matéria, não é esse ego nem essa personalidade; ele é algo infinitamente maior e que não pode jamais ser destruído. O espírito é indestrutível, é perene; vive para sempre e não é subjugado pelo caráter transitório da matéria e do mundo da manifestação. As almas que carregam o ódio dentro de si invariavelmente se prendem nos liames da matéria e podem permanecer longos períodos esperando para consumar sua vingança. Ela desconhece que estará tão presa e ficará tão mal quanto aquele que deseja prejudicar.

Almas de luz não poderiam resgata-las se assim desejassem?

Já dissemos que uma alma pode fixar-se em seus pensamentos, imagens mentais e padrões após a morte. Pois bem, quando ela fica nesse estado, a comunicação com o que está a sua volta é perdida. Ela está tão envolvida por uma autohipnose, tão cristalizada dentro de suas repetições, está de tal forma mergulhada em suas tendências, criando ilusões atrás de ilusões, que seu pensamento e percepção ficam girando em torno de si mesmo. Dessa forma, ela se fecha em seu mundo psíquico e não entra em contato e nem enxerga o que está ao seu redor. Quando é este o caso, as almas de luz sequer conseguem chegar até ela. Muitas vezes, esse resgate, caso ocorresse, seria uma violação de seu livre arbítrio. Se a alma ainda deseja estar naquele nível, uma alma mais evoluída não poderia contrariar sua própria vontade, mesmo que ela esteja seguindo um caminho que lhe seja prejudicial. O mesmo ocorre na Terra.

Quando uma alma não fica presa à Terra, qual será o seu destino?

O grau de densidade de seu corpo etérico diminui, conforme ela vai se desvinculando de sua existência física. Os resíduos de materialidade do seu antigo corpo físico vão se dissolvendo, e ela aceita sua nova condição vibratória. Ela deixa para trás sua última vida, sem apego, assimilando as lições que necessita, revendo seus erros e compreendendo o que precisa fazer para melhorar-se. Conforme o tempo vai passando, seus níveis de maior densidade e materialidade vão sendo dissipados. Ela vai descartando os envoltórios menos pesados e adquirindo outros mais sutis. Muitas tendências grosseiras vão sendo depostas na matéria primordial de seu nível, e isso a permite ascender a planos mais sutis.

É correta a visão de algumas correntes esotéricas de que, após a morte, a alma vai ascendendo do corpo físico ao corpo etérico, do etérico ao astral, e do astral ao corpo mental?

Sim, é uma boa concepção, já que existem padrões de vibração diferentes para cada corpo, e nisso estão representados os corpos etérico, astral e mental. Porém, para efeito de melhor compreensão e simplificação, a ideia geral é essa: a alma vai sutilizando-se cada vez mais, desprendendo-se da matéria e dos resíduos de energias mais densas. Seus veículos mais próximos ao nível da matéria vão sendo descartados para que se torne possível a expressão de veículos mais sutis.

Tendo em vista essas considerações, podemos concluir que os contos e estórias sobre obsessões e possessões são reais, e não mera fantasia?

Sim, são reais e podem estimular a formação de diversos males ao ser humano.

Podeis nos dar exemplos desses males causados pela ligação psíquica entre as almas presas a Terra e os encarnados?

As repercussões desse processo são bem numerosas, mas podemos citar os prejuízos mais gerais:

Sintomas físicos: doenças, dores, mal estar, náusea, dor na nuca, enjôo, arrepios, tontura, cansaço excessivo, estafa.

Problemas mentais: problemas de memória, desatenção, dissociação, falta de clareza, embotamento, parada do pensamento, confusão mental, ideias suicidas, despersonalização, pesadelos recorrentes, alucinações auditivas e visuais.

Descontrole emocional: ansiedade, angústia, medo, irritação, depressão, tristeza, choro sem causa aparente, impulsividade.

Inclinação às drogas: abuso de álcool, maconha, tabaco, drogas injetáveis, remédios.

Problemas com peso: Pelo estímulo à compulsão pela comida ou à perda de apetite, como obesidade, anorexia, bulimia.

Problemas de relacionamento: timidez, fobia social, introversão, dificuldade de comunicação.

Problemas sexuais: falta ou excesso de desejo sexual.

Fechamento dos caminhos: tudo parece dar errado, oportunidades não aparecem, dificuldade de expressar nosso potencial.

Autor: Hugo Lapa

Tratamento Espiritual a distância com Captação Anímica.

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O que acontece na hora do desencarne

“No momento do desencarne, a princípio para o Espírito tudo é confuso, a alma necessita de algum tempo para se reconhecer; Ela se acha aturdida e no estado de um homem saindo de um sono profundo e que procura se dar conta de sua situação. A lucidez da idéias e a memória do passado lhe retorna à medida que se apaga a influência da matéria da qual se libertou e se dissipe a espécie de neblina que obscurece seus pensamentos.

A principal dificuldade do recém-desencarnado é a adaptação ao impacto das energias astrais, o choque é muito forte e pensamentos e emoções dele ou de pessoas próximas o atingem com facilidade.

Essa fragilidade faz com que os irmãos que ficam aqui na Terra tenham grande importância na ajuda aos que voltam para o plano espiritual.

A fragilidade do espírito é maior até o momento em que o cordão de prata é rompido, e, infelizmente esse é o período de maior emissão de sofrimento pelos irmãos encarnados. Através desse último laço de união eles podem receber os choques desagradáveis das lembranças e das emanações de sofrimento dos que se encontram encarnados.

Além disso, muitos falam mal dos que se foram, relembrando acontecimentos de sua vida.

Essa é A PIOR POSTURA que qualquer um pode ter, se não tiver o que falar, FIQUE QUIETO, mas não fale sobre assuntos de baixo padrão vibratório, PRINCIPALMENTE se envolve o moribundo.

Duas coisas acontecem quando os INVIGILANTES decidem fazer a sua parte.

A primeira é o incômodo que começa a ser sentido pelo espírito, que mesmo quando possui merecimento para auxílio, não está isento das energias hostis enviadas pelos seus irmãos.

A segunda é a atração de espíritos de baixo padrão vibratório envolvidos nas conversas, que podem vir pedir perdão ou cobrar pelo erro do moribundo. Qualquer uma das opções é prejudicial para quem está preste a se libertar.

Sobre esse tema retiramos o seguinte trecho do livro Obreiros da Vida Eterna:

“As imagens contidas nas evocações das palestras incidem sobre a mente do desencarnado, mantido em repouso depois de rápido mergulho na contemplação dos fatos alusivos à existência finda.

Não somente as imagens. Por vezes, nossos amigos presentes, fecundos nas conversações sem proveito. exumem, com tamanho calor, a lembrança de certos fatos, que trazem até aqui alguns dos protagonistas já desencarnados.”

A melhor postura durante o desencarne é a prece, o silêncio e assuntos que não comprometam o padrão vibratório do ambiente.

APÓS O DESENCARNE

Após o desencarne o espírito também fica suscetível às vibrações dos familiares. Quando estes, em desequilíbrio, ficam chamando por ele, ocorre uma atração muito forte e o espírito recebe esse impacto de forma violenta, porque ainda está em período de adaptação.

Diferente do que muitos pensam, se o espírito recém-liberto voltar para o lar ele sofrerá junto com os familiares e de forma inconsciente se tornará obsessor dos seus entes queridos. Nos casos de doença pode até acontecer de um dos encarnados começar a sentir as dores que o moribundo sofria. Nesse caso ele se torna obsessor.

Retiramos o seguinte trecho do livro Voltei para exemplificar:
“… bastou que me entregasse à quietação para que certo fenômeno auditivo e visual me perturbasse as fibras mais íntimas.

Vi perfeitamente, qual se estivessem dentro de mim, as filhas queridas, então na Terra, e alguns poucos amigos, que deixara no mundo, dirigindo-me palavras de saudade e carinho.

– Pai querido! Diga-me se você ainda vive! Desfaça minhas dúvidas, ensine-me o caminho, venha até mim!

Era a voz de uma delas a interpelar-me.

O amoroso chamamento ameaça-me o equilíbrio. Minha razão periclitou por segundos. Onde me encontrava? Contemplava-a ao meu lado, queria beijar-lhe as mãos, expressando-lhe reconhecimento pela imensa ternura, mas debalde a buscava.

Ainda me não desembaraçara do inolvidável momento de estranheza, quando um médium de minhas relações apareceu igualmente no quadro.

– Meu amigo! Fale-nos, conforte-nos!.. – rogou comovidamente.
Ia gritar, suplicando socorro. Todavia, o Irmão Andrade, mais prestativo e prudente que eu poderia supor, abeirou-se de mim e cientificou-me de que aquele era fenômeno da sintonia espiritual, comum a todos os recém-desencarnados que deixam laços de coração, na retaguarda….

… asseverou que, aos poucos, saberia controlar o fenômeno das solicitações terrestres, canalizando-lhes as possibilidades para trabalho de elevação.”

CONSELHOS PARA QUEM PERDEU RECENTEMENTE PESSOAS PRÓXIMAS

Como foi falado no item Após o Desencarne, o espírito que desencarna sofre inicialmente o impacto dos pensamentos e emoções dos encarnados que estavam ligados a ele. Tanto os pensamentos de revolta e vingança quanto os de angústia e saudade chegam até ele.

Após algum tempo desencarnado ele aprende a lidar com essas vibrações.

O nosso conselho para quem perdeu alguém que ama é rezar por ele, pedindo ao Pai que o proteja e ampare onde ele estiver, PRONTO, SÓ ISSO e CHEGA!!

Aprendamos a acreditar REALMENTE na vida e eterna e na reencarnação, pois que nosso desequilíbrio traz sofrimento para aquele que amamos.

Dependendo do grau de evolução do espírito ele poderá voltar a visitar seus familiares na terra, assim que se restabelecer.

DESENCARNE EM ACIDENTES E COLETIVO

“… Salvo nos casos de desastres ou mortes violentas, em que a intervenção dos técnicos assistentes se registra só depois da morte do corpo, as demais desencarnações devem se subordinar gradativamente a várias operações liberatórias, em diversas etapas, como tenho observado nas oportunidades que me foram dadas para apreciar o fenômeno.”

A vida Além da Sepultura, pelo Médium Hercílio Maes, ditado por Atanagildo e Ramatís.

A grande maioria dos desencarnes por acidentes são resgates do espírito, não podemos englobar todos os desencarnes, mas podemos garantir que em sua maioria tinham uma “grande chance” de ocorrer com o espírito que desencarnou.

Na minha opinião, e isso eu não li em lugar algum, os desencarnes coletivos são resgates cármicos para o grupo de pessoas que participa de uma tragédia, elas não participaram necessariamente do mesmo erro, contudo, partilham da mesma dor e sofrimento para saldar suas dívidas com a Justiça Divina, que a ninguém prejudica.

Segue abaixo um trecho do livro Ação e Reação, de Francisco Candido Xavier.

” Sob a crista de serra alcantilada e selvagem, destroços de grande aeronave guardavam consigo as vítimas do acidente.

Adivinhava-se que o piloto, certamente enganado pelo traiçoeiro oceano de espessa bruma, não pudera evitar o choque com os picos graníticos que se salientavam na montanha, silenciosos e implacáveis, à maneira de medonhos torreões de fortaleza agressiva.

Em pleno quadro inquietante, um ancião desencarnado, de
semblante nobre e digno, formulava requerimento comovedor, rogando à Mansão a remessa de equipe adestrada para a remoção de seis das catorze entidades desencarnadas no doloroso sinistro.

Cientes de que o generoso mentor poderia dispensar-nos mais tempo, aproveitamos o ensejo para versar a questão das provas coletivas.

Hilário abriu campo livre ao debate, perguntando, respeitoso, por que motivo era rogado o auxílio para a remoção de seis dos desencarnados, quando as vítimas eram catorze.

Druso, no entanto, replicou em tom sereno e firme:

– O socorro no avião sinistrado é distribuído indistintamente, contudo, não podemos esquecer que se o desastre é o mesmo para todos os que tombaram, a morte é diferente para cada um. No momento serão retirados da carne tão-somente aqueles cuja vida interior lhes outorga a imediata liberação. Quanto aos outros, cuja situação presente não lhes favorece o afastamento rápido da armadura física, permanecerão ligados, por mais tempo, aos despojos que lhes dizem respeito.

– Quantos dias? – clamou meu colega, incapaz de conter a emoção de que se via possuído.

– Depende do grau de animalização dos fluidos que lhes retêm o Espírito à atividade corpórea – respondeu-nos o mentor. – Alguns serão detidos por algumas horas, outros, talvez, por longos dias…

Quem sabe? Corpo inerte nem sempre significa libertação da alma. O gênero de vida que alimentamos no estágio físico dita as verdadeiras condições de nossa morte. Quanto mais chafurdamos o ser nas correntes de baixas ilusões, mais tempo gastamos para esgotar as energias vitais que nos aprisionam à matéria pesada e primitiva de que se nos constitui a instrumentação fisiológica, demorando-nos nas criações mentais inferiores a que nos ajustamos, nelas encontrando combustível para dilatados enganos nas sombras do campo carnal, propriamente considerado.

Quanto mais nos submetamos às disciplinas do espírito, que nos aconselham equilíbrio e sublimação, mais amplas facilidades conquistaremos para a exoneração da carne em quaisquer emergências de que não possamos fugir por força dos débitos contraídos perante a Lei. Assim é que “morte física” não é o mesmo que “emancipação espiritual”.

– Isso, no entanto – considerei -, não quer dizer que os demais companheiros acidentados estarão sem assistência, embora coagidos a temporária detenção nos próprios restos.

– De modo algum – ajuntou o amigo generoso -, ninguém vive desamparado. O amor infinito de Deus abrange o Universo. Os irmãos que se demoram enredados em mais baixo teor de experiência física compreenderão, gradativamente, o socorro que se mostram capazes de receber.

– Todavia – reparou Hilário -, não serão atraídos por criaturas desencarnadas, de inteligência perversa, já que não podem ser resguardados de imediato?

Druso estampou significativa expressão facial e ponderou:

– Sim, na hipótese de serem surdos ao bem, é possível se rendam às sugestões do mal, a fim de que, pelos tormentos do mal, se voltem para o bem. No assunto, entretanto, é preciso considerar que a tentação é sempre uma sombra a atormentar-nos a vida, de dentro para fora. A junção de nossas almas com os poderes infernais verifica-se em relação com o inferno que já trazemos dentro de nós.

A explicação não poderia ser mais clara.”

Temos outro trecho que mostra do compromisso assumido pelos espíritos que seriam vítimas de acidentes:

” …suplicaram, ao revés, o retorno ao campo dos homens, no qual acabam de pagar o débito a que aludimos.

– Como? – indagou Hilário, intrigado.

– Já que podiam escolher o gênero de provação, em vista dos recursos morais amealhados no mundo íntimo – informou o orientador -, optaram por tarefas no campo da aeronáutica, a cuja evolução ofereceram as suas vidas. Há dois meses regressaram às nossas linhas de ação, depois de haverem sofrido a mesma queda mortal que infligiram aos companheiros de luta no século XV.

– E o nosso caro instrutor visitou-os nos preparativos da reencarnação agora terminada? – inquiri com respeito.

– Sim, por várias vezes os avistei, antes da partida.

Associavam-se a grande comunidade de Espíritos amigos, em departamento específico de reencarnação, no qual centenas de entidades, com dívidas mais ou menos semelhantes às deles, também se preparavam para o retorno á carne, abraçando, assim, trabalho redentor em resgates coletivos.

– E todos podiam selecionar o gênero de luta em que saldariam as suas contas? – perguntei, ainda, com natural interesse.

– Nem todos – disse Druso, convicto. – Aqueles que possuíam grandes créditos morais, qual acontecia aos benfeitores a que me reporto, dispunham desse direito.

Assim é que a muitos vi, habilitando-se para sofrer a morte violenta, em favor do progresso da aeronáutica e da engenharia, da navegação marítima e dos transportes terrestres, da ciência médica e da indústria em geral, verificando, no entanto, que a maioria, por força dos débitos contraídos e consoante os ditames da própria consciência, não alcançava semelhante prerrogativa, cabendo-lhe aceitar sem discutir amargas provas, na infância, na mocidade ou na velhice, através de acidentes diversos, desde a mutilação primária até a morte, de modo a redimir-se de faltas graves.”

DESENCARNE POR DOENÇA

Diferentemente do que muitos pensam, o desencarne por doença, em alguns casos, é uma benção, que auxilia ao espírito repensar sua vida, perdoar e pedir para ser perdoado, ocorrendo até reconciliação entre desafetos.

Existem também espíritos que expurgam suas energias deletérias durante o período que fica hospitalizado, limpando seu organismo perispiritual das toxinas adquiridas pelo vício ou desregramento.

Impossibilitado de exercer seu vício ou desregramento, as energias deletérias que estavam aderidadas ao veículo etérico e astral são drenadas e se o espírito sabe aproveitar esses momentos finais para se reequilibrar, ele parte para o plano espiritual sem ter que expurgar as energias deletérias em zonas inferiores do Plano Astral.

Contudo, nada adianta se o paciente passa todo o tempo final da sua vida em estado de revolta e agonia, aliás, ele pode nesse caso piorar a sua situação.

Retiramos o trecho abaixo do livro Missionários da Luz, de Francisco Cândido Xavier:

” … Raramente os companheiros encarnados, quando em excelentes condições de saúde física, podem compreender as aflições dos enfermos em posição desesperadora ou dos moribundos prestes a partir. Nós outros, porém, no quadro de realidades mais fortes, sabemos que, muitas vezes, é possível efetuar realizações deveras sublimes, de natureza espiritual, em poucos dias, nessas circunstâncias, depois de largos anos de atividades inúteis.

No leito da morte, as criaturas são mais humanas e mais dóceis. Dir-se-ia que a moléstia intransigente enfraquece os instintos mais baixos, atenua as labaredas mais vivas das paixões inferiores, desanimaliza a alma, abrindo-lhe, em torno, interstícios abençoados por onde penetra infinita luz. E a dor vai derrubando as pesadas muralhas da indiferença, do egoísmo cristalizado e do amor-próprio excessivo.

Então, é possível o grande entendimento. Lições admiráveis felicitam a criatura que, palidamente embora, percebe a grandeza da herança divina. Acentua-se-lhe o heroísmo e gravam-se-lhe no coração, para sempre, mensagens vivas de amor e sabedoria. Na noite espessa da agonia começa a brilhar a aurora da vida eterna.

E aos seus clarões indistintos, nossos princípios são facilmente aceitos, a sensibilidade demonstra características sublimes e a luz imortal lança fontes de infinito poder nos recessos do espírito.”

O desencarne por doenças faz com que amigos e familiares partilhem do sofrimento do agonizante e estes por sua vez, “magnetizam” o ambiente do doente com energias que o “ajudam” a continuar vivo. Esse tipo de apego atrapalha a equipe espiritual responsável pelo desenlace. É por esse motivo que muitos instrutores espirituais insuflam energias no paciente para que ele tenha uma “falsa” melhora, atenuando o ambiente carregado e permitindo a muitos que fazem a vigília o descanso.

Vibremos pelo agonizante nas vibrações puras da fé no Criador, que ao buscar um filho querido não traz o sofrimento e sim a libertação.

DESENCARNE DE CRIANÇAS

No plano espiritual existem equipes especializadas no tratamento de crianças recém-desencarnadas. Institutos são criados para que os pequeninos sejam amparados.

Após o desencarne várias coisas podem acontecer às crianças:

• Caso seja um espírito evoluído ele pode rapidamente adquirir sua forma anterior, se assim desejar. Alguns espíritos encarnam somente para unir uma família ou para queimar pequenos resquícios de Karma.

• Espíritos medianos geralmente mantém a sua forma infantil, e conforme estudam e se aprimoram recebem algumas responsabilidades, como por exemplo monitorar outras crianças das instituições ou atuar junto as crianças encarnadas em instituições de socorro, auxiliar voluntários em orfanatos, etc.

• Espíritos de crianças que desencarnaram cedo como resgate de ações de vidas anteriores PODEM não se recuperar totalmente do choque, sendo necessário realizarem tratamentos magnéticos e assim que tiverem uma melhora voltam ao plano físico, algumas vezes voltam na mesma família que deixaram, não sendo isso de forma alguma uma regra.

VISITA DAS MÃES AOS FILHOS DESENCARNADOS

As instituições, com o Lar de Bênçãos (citado no livro Entre a Terra e o Céu, de Francisco Cândido Xavier), recebem visitas periódicas das mães que perderam os seus filhos. Durante o sono físico elas são levadas por espíritos amigos até os filhos. Esse tipo de contato é importante para o filho e para a mãe.

Quando Desperta ela não lembre exatamente do que ocorreu, contudo, a lembrança do filho e a sensação de que ele está bem fica viva em sua memória.

É importe lembrar que nem todas as crianças desencarnadas podem ser visitadas e que nem todas as mães estão aptas a visitar o filho, cada caso é um caso.

Segue o trecho do livro Entre a Terra e o Céu, de Francisco Candido Xavier, que fala sobre o assunto abordado:

” É o Lar da Bênção — informou o instrutor, satisfeito. — Nesta hora, muitas irmãs da Terra chegam em visita a filhinhos desencarnados. Temos aqui importante colônia educativa, misto de escola de mães e domicílio dos pequeninos que regressam da esfera carnal.”

Encontram-se, desse modo, aquém da histogênese espiritual, inabilitados a mais amplo equilíbrio que lhes asseguraria ascensão a novo plano de consciência.

Em razão disso, efetuada a histólise dos tecidos celulares, nos sucessos recônditos da morte física, dilata-se-lhes o período de vida latente, na esfera espiritual, onde, com exceção de raras espécies, se demoram por tempo curto, incapazes de manobrar os órgãos do aparelho psicossomático que lhes é característico, por ausência de substância mental consciente.

Quando não se fazem aproveitados na Espiritualidade, em serviço ao qual se filiam durante certa quota de tempo, caem, quase sempre de imediato à morte do corpo carnal, em pesada letargia, semelhante à hibernação, acabando automaticamente atraídos para o campo genésico das famílias a que se ajustam, retomando o organismo com que se confiarão a nova etapa de experiência, com os ascendentes do automatismo e do instinto que já se lhes fixaram no ser, e sofrendo, naturalmente, o preço hipotecável aos valores decisivos da evolução.”

E sobre a sua vida no Plano Astral também encontramos no mesmo livro o seguinte trecho:

” Na moradia de continuidade para a qual se transfere, encontra, pois, o homem as mesmas leis de gravitação que controlam a Terra, com os dias e as noites marcando a conta do tempo, embora os rigores das estações estejam suprimidos pelos fatores de ambiente que asseguram a harmonia da Natureza, estabelecendo clima quase constante e quase uniforme, como se os equinóceos e solstíceos entrelaçassem as próprias forças, retificando automaticamente os excessos de influenciação com que se dividem.

Plantas e animais domesticados pela inteligência humana, durante milênios, podem ser aí aclimatados e aprimorados, por determinados períodos de existência, ao fim dos quais regressam aos seus núcleos de origem no solo terrestre, para que avancem na romagem evolutiva, compensados com valiosas aquisições de acrisolamento, pelas quais auxiliam a flora e a fauna habituais à Terra, com os benefícios das chamadas mutações espontâneas.

As plantas, pela configuração celular mais simples, atendem, no plano extrafísico, à reprodução limitada, aí deixando descendentes que, mais tarde, volvem também à leira do homem comum, favorecendo, porém, de maneira espontânea, a solução de diferentes problemas que lhes dizem respeito, sem exigir maior sacrifício dos habitantes em sua conservação.”

APÓS O DESENCARNE

Deixo esse tópico para a brilhante explicação encontrada no livro Entre a Terra e o Céu.

“… e, nos últimos tempos, com as novas concepções do Espiritualismo, acreditávamos que o menino desencarnado retomasse, de imediato, a sua personalidade de adulto…Em muitas situações, é o que acontece —esclareceu Blandina, afetuosa — ; quando o Espírito já alcançou elevada classe evolutiva, assumindo o comando mental de si mesmo, adquire o poder de fàcilmente desprender-se das imposições da forma, superando as dificuldades da desencarnação prematura.

Conhecemos grandes almas que renasceram na Terra por brevíssimo prazo, simplesmente com o objetivo de acordar corações queridos para a aquisição de valores morais, recobrando, logo após o serviço levado a efeito, a respectiva apresentação que lhes era costumeira Contudo, para a grande maioria das crianças que desencarnam, o caminho não é o mesmo.

Almas ainda encarceradas no automatismo inconsciente, acham-se relativamente longe do auto-governo. Jazem conduzidas pela Natureza, à maneira das Criancinhas no colo maternal. Não sabem desatar os laços que as aprisionam aos rígidos princípios que orientam o mundo das formas e, por isso, exigem tempo para se renovarem no justo desenvolvimento. É por esse motivo que não podemos prescindir dos períodos de recuperação para quem se afasta do veículo físico, na fase infantil, de vez que, depois do conflito biológico da reencarnação ou da desencarnação, para quantos se acham nos primeiros degraus da conquista de poder mental, o tempo deve funcionar como elemento indispensável de restauração. E a variação desse tempo dependerá da aplicação pessoal do aprendiz à aquisição de luz interior, através do próprio aperfeiçoamento moral.”

No livro Voltei também temos informação sobre um lar para crianças desencarnadas e também sobre recém-nascidos:

“Marta explicou-me que a instituição asila irmãozinhos desencarnados, entre sete e doze anos de idade, e, porque eu indagasse pelas crianças tenras, esclareceu Andrade que, para essas, quando se não trata de entidades excepcionalmente evoluídas, inacessíveis ao choque biológico da reencarnação, há lugares adequados, onde o tempo e o repouso lhes favorecem o despertar, a fim de que lhes não sobrevenham abalos nocivos.

Informou-me a filha de que as criancinhas não obstante viverem ali, em comunidade, dividem-se, no esforço educativo, por turmas afins. Caracterizam-se os grupos por variados graus de elevação espiritual e as classes se subdividem pelas aptidões e tendências, examinados os precedentes de cada uma. Quando perguntei se na vida espiritual pode a criança desenvolver-se e optar pelo mau caminho, replicou Andrade que isso é perfeitamente cabível, considerando-se que, com o desenvolvimento na nova esfera, a alma recapitula as emoções do passado, com apelos íntimos de variadas espécies, acrescentando, todavia, que, de modo geral, as crianças estacionadas nos parques de reajustamento sempre se encaminham à reencarnação.

Se o Espírito de ordem sublimada se desenfaixa dos laços da carne, quite com a lei que nos governa o destino, em período infantil, readquire, de pronto, as mais altas expressões da própria individualidade e ergue-se a mais elevados planos. “

SOFRIMENTO DOS PAIS

Acreditamos que poucas coisas machuquem tanto o coração quanto perder um filho. Por isso é muito difícil que palavras curem as feridas deixadas pelos pequenos que se foram. Buscamos aqui somente mostrar o que acontece com eles após o desenlace, para lembrar que eles não se foram para sempre e que nunca estarão desamparados por nosso Pai, que é só amor e bondade.

Do trecho abaixo, retirado do livro Ação e Reação é falado sobre o sofrimento dos pais relativo a filhos que desencarnam.

“E os pais? – inquiriu meu colega, alarmado. Em que situação surpreenderemos os pais dos que devem ser imolados ao progresso ou à justiça, na regeneração de si mesmos? a dor deles não será devidamente considerada pelos poderes que nos controlam a vida?

– Como não? – respondeu o orientador – as entidades que necessitam de tais lutas expiatórias são encaminhadas aos corações que se acumpliciaram com elas em delitos lamentáveis, no pretérito distante ou recente ou, ainda, aos pais que faliram junto dos filhos, em outras épocas, a fim de que aprendam na saudade cruel e na angústia inominável o respeito e o devotamento, a honorabilidade e o carinho que todos devemos na Terra ao instituto da família. A dor coletiva é o remédio que nos corrige as falhas mútuas.”

CEMITÉRIO

Vamos traçar o ambiente de um cemitério.

Os cemitérios, onde geralmente os corpos são velados e posteriormente enterrados são centros acumuladores de energias de sofrimento, angústia, revolta e etc.

Dentre os vários tipos de espíritos que podemos encontrar em um cemitério podemos citar:

– Espíritos que estão algemados ao corpo, sofrendo pela própria decomposição.

– Espíritos que não são bons nem maus, podem estar acompanhando um enterro.

– Falanges de espíritos trevosos que espreitam os cemitérios atrás de recém-desencarnados que não possuem o merecimento da proteção. Eles se aproveitam de todas as maneiras possíveis dos que ficam ao léo.

– Equipes espirituais de auxílio. Elas ficam sempre em vigília para ajudar aqueles que se tornam mais receptivos.

É importante se envolver em energias positivas quando for ao cemitério, sempre orando ao entrar e ao retornar. Para os médiuns a atenção deve ser redobrada.

Não se deve brincar em um enterro, falar mal da pessoa que morreu e etc, pois do outro lado estão espíritos que podem se afinizar ou se revoltar com o que você está falando e as conseqüências podem ser graves se o espírito resolver lhe acompanhar ou se vingar.

Locais para onde são levados os desencarnados

Cada espírito que desencarna é levado para um lugar diferente, que está em sintonia com o seu grau de evolução e com a sua conduta durante a vida.

Para os espíritos medianos o processo é de encaminhamento aos Postos de Socorro e depois eles são levados para o ambiente que se vinculam por afinidades familiares ou de trabalho.

Para os que tiveram uma vida desregrada, prejudicando outras pessoas e a si próprio, é necessário um período mais ou menos curto em zonas inferiores do Astral, que Ramatís chama de Charcos Pestilenciais. Nesses ambientes, habitados por espíritos que se entregaram as energias animais, o tempo se responsabiliza por trazer à tona os erros cometidos, fazendo-o refletir, revoltando-se ou se culpando ele vai aos poucos drenando as energias e se preparando para habitar esferas de vibração superior ou reencarnar.

Retiramos o trecho abaixo do livro Evolução em Dois Mundos, de André Luiz, onde o nosso querido amigo espiritual fala de forma clara e objetiva sobre o Astral Inferior, seus objetivos e sua necessidade, com vista a recuperação do espírito.

“As vítimas do remorso padecem, assim, por tempo correspondente às necessidades de reajuste, larga internação em zonas compatíveis com o estado espiritual que demonstram.

Além-túmulo, no entanto, o estabelecimento depurativo como que reúne em si os Órgãos de repressão e de cura, porqüanto as consciências empedernidas aí se congregam às consciências enfermas, na comunhão dolorosa, mas necessária, em que o mal é defrontado pelo próprio mal, a fim de que, em se examinando nos semelhantes, esmoreça por si na faina destruidora em que se desmanda.

É assim que as Inteligências ainda perversas se transformam em instrumentos reeducativos daquelas que começam a despertar, pela dor do arrependimento, para a imprescindível restauração.

O inferno, dessa maneira, no clima espiritual das várias nações do Globo, pode ser tido na conta de imenso cárcere-hospital..”.

Texto retirado de: Grupo Socorrista Obreiros do Senhor Jerônimo Mendonça Ribeiro

Mediunidade

 

"One of the best known practitioners of spirit photography was William Mumler. In the 1860s he was one of the first photographers to claim the ability to record "extras" of departed spirits in photographs. He was prosecuted but never convicted of fraud. This is one of two cdvs by Mumler in our collection. The photograph shows Captain Montgomery with a spirit child.":

 SINTOMAS QUE PODEM OCORRER:

1. MUDANÇA NO PADRÃO DE SONO!
Perturbações durante o sono, pés quentes, acordar duas ou três vezes durante a noite. Sentir-se cansado e com sono depois de acordar. Adormecer e acordar durante o dia. O Padrão de 3 Sonos, que acontece freqüentemente a muitas pessoas caracteriza-se por: dormir cerca de 2-3 horas, acordar, voltar a adormecer mais 2-3 horas, acordar de novo, voltar a adormecer mais 2-3 horas. Outras pessoas viram alterar-se as suas necessidades de sono, passando a dormir menos. Ultimamente, algumas pessoas sentem enormes ondas energéticas percorrendo o seu corpo a partir do coronário (centro energético no alto da cabeça). Estas ondas podem afetar o sono.
Conselho: Habitue-se. Pacifique-se com essa energia e não se preocupe se não dormir o suficiente (preocupação que, por vezes, pode causar mais insônia). Será capaz de suportar bem o dia se pensar que tem a quantidade certa do que necessita. Também pode pedir ao seu Eu Superior que, de vez em quando, lhe dê um intervalo para poder ter um sono reparador. Se, durante a noite, não conseguir adormecer, aproveite esse tempo para meditar, ler poesia, escrever o seu diário ou olhar para a Lua. O seu corpo ajustar-se-á ao novo padrão.

2. ATIVIDADE DO CHAKRA CORONÁRIO (ALTO DA CABEÇA)!
Sensações de tilintar, comichão, formigamento e arrepios no couro cabeludo e/ou na coluna. Sensação de vibração energética no topo da cabeça, como se a energia jorrasse em chuveiro. Poderá sentir pressão na coroa, como se alguém estivesse a pressionar um dedo contra o centro da cabeça. Como referido no ponto 1, vivemos enormes carregamentos de energia através do chakra coronário. Podemos sentir uma pressão mais generalizada, como se a cabeça estivesse dentro dum aparelho muito suave.
Conselho: Não se assuste. Trata-se da abertura do chakra da coroa. Tais sensações dizem-lhe que você está aberto a receber a energia divina.

3. REPENTINAS ONDAS DE EMOÇÃO
Choro convulsivo. Inesperadamente, sente-se zangado, deprimido, triste ou muito infeliz à mínima provocação. Emoções à solta. Muitas vezes a pressão ou as emoções congestionadas são sentidas no chakra do coração (no centro do peito), o que não deve ser confundido com o coração, localizado à esquerda do chakra do coração.
Conselho: Aceite os seus sentimentos como surgem, abençoe-os e deixe-os partir. Sinta a conteúdo emocional da energia no chakra do coração. Expanda-a para todos os seus campos e respire profundamente, desde o umbigo até a parte superior do peito. Sinta a emoção e deixe-a evaporar-se. Não dirija as emoções para ninguém. Você está limpando o passado. Se necessitar de ajuda, diga em voz alta que pretende largar todo esse velho material e peça ajuda ao seu Eu Superior. Também pode pedir aos Anjos da Graça (energia branco cristal) que o ajudem a soltar estas emoções, fácil e suavemente. Agradeça por o seu corpo estar soltando estas emoções, não as retendo dentro de si, o que poderia provocar danos. Uma das nossas fontes sugere que a depressão está ligada às relações de «deixar ficar como está», de relações pessoais, profissionais, etc. que já não servem nem a nós, nem às nossas freqüências.

4. CLARIFICAÇÃO DE CARMA
Velhos conteúdos parecem estar ressurgindo, como descrito acima, ressurgindo em sua vida as pessoas envolvidas nesses episódios. Casos de encerramento de processo. Ou talvez você precise trabalhar o seu amor-próprio, abundância, criatividade, apegos, etc. Começarão a aparecer os recursos ou as pessoas de que necessita para auxiliar neste trabalho.
Conselho: O mesmo do que para Ponto 3. E ainda: não se envolva demasiado na análise destas situações, pois isso fará com que volte para eles, novamente, cada vez a níveis mais profundos. Peça ajuda de um terapeuta, se necessitar, e avance. Não tente evitar nem «passar ao lado» destas «memórias». Abrace o que aparecer e agradeça por isso contribuir para o seu desenvolvimento. Agradeça ao seu Eu Superior por lhe dar a oportunidade de se livrar destes «resíduos». Lembre-se, você não quer que eles continuem no seu ADN.

5. ALTERAÇÃO NO PESO CORPORAL
O excesso de peso adquirido pela população é, em geral, extraordinário. Outros setores da população podem, pelo contrário, estar perdendo peso. Geralmente, ganhamos peso porque muitos medos reprimidos estão voltando para serem tratados. Reagimos construindo defesas, tentando ancorar-nos ou obter massa corporal, de forma a não permitir que a freqüência no corpo aumente.
Conselho: Não seja teimoso. Aceite isto como um sintoma do que está se passando com você. Perderá ou ganhará peso, quando todos os seus medos forem integrados. Solte a sua ansiedade. Depois, talvez constate que será mais fácil perder ou ganhar peso.
Exercício: Antes de começar a comer, experimente o seguinte: sente-se à mesa, posta com um aparelho de louça bonito. Acenda uma vela. Aprecie a aparência da comida. Coloque a sua mão dominante no coração e abençoe o alimento. Diga ao seu corpo para usar o alimento para se alimentar corretamente, em vez de usar a comida para alimentar as suas zangas emocionais. Depois, passe a mão, da esquerda para a direita, por cima do alimento, abençoando-o. Poderá notar que a comida parece quente à sua mão, mesmo que seja um prato frio. Repare que quando abençoamos a comida, não comemos tanta quantidade. Outra coisa que poderá fazer enquanto come é não ver TV ou ler. Aprecie saudavelmente a bênção que está à sua frente.

6. MUDANÇAS NOS HÁBITOS ALIMENTARES.
Desejos estranhos e escolhas esquisitas. Há quem sinta mais fome ou menos fome do que anteriormente.
Conselho: Não negue o que o corpo lhe pede. Se não tiver a certeza, tente provar antes de escolher, para ver se é isso o que o corpo quer. Tente também abençoar os alimentos, como descrito no ponto 5.

7. INTOLERÂNCIA E ALERGIAS A CERTO TIPO DE ALIMENTOS, QUE NUNCA TEVE ANTES.
Conforme vai crescendo espiritualmente, você se torna mais sensível a tudo o que o rodeia. O seu corpo dir-lhe-á o que já não tolera, como se também ele estivesse rejeitando o que já não lhe serve. Pode estar se limpando de toxinas. Certas pessoas descobrem um resíduo branco na boca, parecido com a baba de corredores no fim de uma corrida.
Conselho: Isso pode ser retirado esfregando 2 colheres de azeite na boca, durante 10 a 15 minutos (não engula); depois cuspa para o vaso sanitário – não para o lavatório. Escove os dentes e, depois, limpe a escova.

8. AMPLIFICAÇÃO DOS SENTIDOS. AUMENTO DE SENSIBILIDADE.
a) Perturbação na visão, objetos tremeluzentes, observação de partículas brilhantes, visão de auras em pessoas, plantas animais e objetos. Alguns relatam ver como transparentes os objetos normalmente opacos. Quando fecha os olhos já não vê escuridão, mas vermelhidão. Talvez veja formas geométricas, cores brilhantes e quadros quando tem os olhos fechados. As cores aparecem mais vivas. O céu pode parecer tingido ou a relva ter um verde espantoso. Conforme vai se tornando mais sensível, poderá ver formas ou riscos no ar, especialmente quando o quarto estiver mais escuro. Poderá ver formas brancas na sua visão periférica, quer com olhos abertos, quer com eles fechados.
Conselho: A sua visão está mudando de várias maneiras; está conhecendo novas formas de ver. Seja paciente. Aconteça o que acontecer, não se assuste. Visões nebulosas podem ser aliviadas desviando o olhar.
b) Aumento ou diminuição na capacidade auditiva. Audição de ruídos na cabeça, como «bips», sons, música ou sons eletrônicos. Há quem ouça água correndo, zunidos, barulhos ou toques. Há quem tenha o que se chama dislexia auditiva, ou seja, nem sempre consegue perceber o que os outros estão dizendo, como se não conseguisse entender a sua própria língua. Algumas pessoas ouvem vozes estranhas em sonhos, como se alguém lhes estivesse gritando ao ouvido. Nestes casos pode pedir à «isso» para ir-se embora, ou pedir ao plano angélico para tomar conta da situação. Mais uma vez, não há nada a temer.
Conselho: Renda-se. Deixe ir. Ouça. Os seus ouvidos estão se ajustando a novas freqüências.
c) Intensificação do sentido do olfato, tato (toque) e/ou sabor. Há quem se aperceba de que passou a conseguir detectar o cheiro e o sabor dos aditivos químicos em alguns alimentos, de uma forma bastante desagradável.
Por outro lado, alguns alimentos passam a ter um sabor maravilhoso. Para algumas pessoas, esta intensificação dos sentidos é tanto maravilhosa como divertida. Pode ser possível cheirar a fragrância de flores aqui e ali. Muitos místicos fazem-no. Aproveite.

9. ERUPÇÕES DA PELE: BORBULHAS, INCHAÇOS, ACNE, URTICÁRIA E HERPES.
A ira produz perturbações à volta da boca e queixo. Certa pessoa teve uma dermatite nas extremidades durante vários meses, enquanto curava um episódio do seu passado. Quando saneou a maior parte desse material, o problema foi resolvido.
Conselho: Poderá estar deixando sair toxinas e trazendo emoções à superfície. Quando existe material que deve ser liberado e você tenta reprimi-lo, a sua pele expressará a situação por si, até que se decida a trabalhar as emoções.

10. ALTERNÂNCIA ENTRE VIGOR E CANSAÇO
Episódios de energia intensa que o fazem querer saltar da cama e agir, seguidos por períodos de letargia e cansaço. O cansaço, normalmente, segue-se a grandes mudanças. Aceite, pois este é um tempo de integração.
Conselho: Flua com a natureza da energia. Não a combata. Seja gentil consigo. Durma a sesta, se estiver cansado. No caso de sentir muita energia e não conseguir dormir, escreva pensamentos ou um romance. Tire vantagem do tipo de energia.

11. ALTERAÇÕES NA ORAÇÃO OU NA MEDITAÇÃO
Talvez não sinta as sensações habituais. Não tem a mesma experiência no contato com o Espírito. Dificuldade em concentrar-se.
Conselho: Talvez tenha passado a estar em comunhão com o Espírito mais freqüentemente e durante mais tempo. A sensação pode ser diferente, mas acabará por se adaptar a ela. Na verdade, você passou a pensar e agir em conformidade com o Espírito. Poderá notar que os seus períodos de meditação são agora mais curtos.

12. ONDAS DE ENERGIA.
De repente, sente-se percorrido por energia da cabeça aos pés. É uma sensação momentânea e pouco confortável. Por outro lado, algumas pessoas sentem um frio inexplicável. Se você for um trabalhador de energia, deve ter reparado que o calor que corre nas suas mãos aumentou consideravelmente. Isto é bom.
Conselho: Se sentir desconforto, peça ao seu Eu Superior para aumentar ou diminuir a temperatura.

13. SINTOMAS VARIADOS
Dores de cabeça, dores de costas, dores de pescoço, sintomas de constipação (chamada «constipação de vibração»), problemas digestivos, danos musculares, aceleração dos batimentos cardíacos, dores no peito, alterações no desejo sexual, dores nos membros, vocalizações ou movimentos de corpo involuntários. Há quem tenha que se defrontar e solucionar certos episódios da infância. Relaxe. São sintomas temporários.

14. REJUVENESCIMENTO
Tornar-se-á cada vez mais leve à medida que for limpando o material emocional, libertando crenças limitadoras assim como bagagem pesada do passado. A sua freqüência aumentou. Ama-se mais, assim como ama mais a vida. Comece a mostrar a perfeição que você realmente é.

15. SONHOS VIVOS
Por vezes, os sonhos são tão reais que acorda confuso. Também pode ter sonhos lúcidos, nos quais está no controle: você sabe que não está «sonhando»; o que está acontecendo é de alguma forma real. Muitos sonhos poderão ser místicos ou trazer mensagens. Lembrar-se-á daquilo que for importante para si. Não force nada. Acima de tudo, não tenha medo.

16. ACONTECIMENTOS QUE ALTERAM COMPLETAMENTE A SUA VIDA
Morte, divórcio, mudança no trabalho ou de emprego, perda de casa, doença, e/ou outras catástrofes – por vezes, várias de uma só vez. Trata-se de forças que o obrigam a desacelerar, simplificar, mudar, reexaminar o que você é, assim como o que a sua vida lhe diz. Forças que não pode ignorar, que o obrigam a desapegar-se, que o acordam para o amor e compaixão por tudo.

17. LIBERTAÇÃO
Desejo de cortar com todos os padrões restritivos: empregos, estilos de vida consumistas e pessoas ou situações tóxicas. Necessidade de «se encontrar» e de encontrar o propósito da sua vida – Agora! Quer ser criativo e livre para ser aquilo que é, na verdade. Apetência para as artes e a natureza. Desejo de cortar com coisas e pessoas que já não lhe dizem nada.
Conselho: FAÇA-O!

18. CONFUSÃO MENTAL E EMOCIONAL
Sentimento de que precisa de arrumar a sua vida, pois está uma confusão. Mas, ao mesmo tempo, sente-se caótico e incapaz de o fazer, de se concentrar. Veja o Ponto 45.
Conselho: Concentre-se no seu coração e ouça o seu próprio discernimento.

19. INTROSPECÇÃO, SOLIDÃO E PERDA DE INTERESSE POR ATIVIDADES NO EXTERIOR
Este estado apareceu de surpresa a muitos extrovertidos que, antes, se viam envolvidos em diversas atividades. Agora dizem: «Não sei porquê, mas já não gosto tanto de sair como antes».

20. MANIFESTAÇÕES DE CRIATIVIDADE
Recepção freqüente de imagens, idéias, música e outras inspirações criativas.
Conselho: Pelo menos registre estas inspirações, porque o Espírito está falando com você sobre como poderá preencher o seu propósito e contribuir para a regeneração do planeta.

21. PERCEPÇÃO DE QUE O TEMPO ESTÁ ACELERANDO!
Tem essa impressão porque sofreu muitas e freqüentes alterações na sua vida. A quantidade de alterações parece estar aumentando.
Conselho: Repartir o dia em encontros e segmentos temporários, aumenta o sentido de aceleração. Pode abrandar o tempo relaxando no momento presente e prestando atenção ao que tem em mãos, sem antecipar os acontecimentos. Abrande e diga para si mesmo que tem bastante tempo. Peça ajuda ao seu Eu Superior. Mantenha-se atento ao presente. Tente passar de uma atividade a outra. Centre-se no seu guia interior.

22. PREMONIÇÃO
Um sentimento de que algo vai acontecer, que pode criar ansiedade.
Conselho: Não há nada com que se preocupar. As coisas acontecem mesmo, mas a ansiedade só lhe criará mais problemas. Não há nada a temer.

23. IMPACIÊNCIA
Sabe o que fazer, mas, por vezes, isso não ajuda. Quer resolver o que lhe parece estar no seu caminho. Reconhece que as incertezas são desconfortáveis.
Conselho: Aprenda a viver com incertezas sabendo que nada lhe aparecerá à sua frente, se não estiver pronto. A impaciência é, na realidade, uma falta de confiança, especialmente no seu Eu Superior. Quando focar o presente, verá milagres acontecerem.

24. DESPERTAR
Talvez um interesse pelo Espírito surja, pela primeira vez, na vida. Uma chamada profunda para o significado da vida, para o seu propósito. Ligação espiritual e revelação. Um “constante desejo ardente” como lhe chama K.D. Lang. A vida mundana não preenche este vazio.
Conselho: Siga o seu coração, e o caminho ser-lhe-á mostrado.

25. SER DIFERENTE DOS OUTROS
Um sentimento estranho de que tudo na sua vida parece novo e alterado, que deixou o seu eu antigo para trás. E deixou! Está muito maior que pode imaginar. E há mais para vir!

26. AJUDAS DE VÁRIOS TIPOS
Aparecem «professores» em todo o lado, no momento certo, para ajudar à sua caminhada espiritual – pessoas, livros, palestras, filmes, acontecimentos, Mãe Natureza, etc. Estes «professores» podem parecer negativos ou positivos, mas, de uma perspectiva transcendente, são sempre perfeitos. Surgirá, precisamente, o que tiver que aprender.
Conselho: Lembre-se de que nunca receberemos mais do que aquilo que estamos preparados para lidar. Cada desafio apresenta-nos uma oportunidade para provarmos a nossa mestria na sua superação.

27. COMPREENSÃO SÚBITA
Encontro de uma pista espiritual, que faz sentido para si e que lhe «toca» nos mais profundos níveis. Repentinamente, obtém uma perspectiva que nunca tinha considerado. Tem fome de mais. Lê, partilha os conhecimentos com outros, faz perguntas e vai ao fundo para descobrir quem é e porque está aqui. Corre o risco filosófico de se perguntar «Por que Existo?».

28. RAPIDEZ DE APRENDIZAGEM
Aprende depressa. Sente que está «captando» muito rapidamente.
Conselho: Lembre-se que as coisas lhe chegarão quando estiver pronto para lidar com elas. Não antes. Lide corajosamente com o que for surgindo e, assim, avançará rapidamente.

29. PRESENÇAS INVISÍVEIS
Algumas pessoas dizem que, à noite, se sentem rodeadas por seres, ou têm a sensação de serem tocadas ou de que «alguém» lhes fala. Por vezes, acordam. Outras pessoas sentem as órbitas oculares vibrarem. Estas vibrações são causadas pelas mudanças energéticas, depois de feita a limpeza emocional.
Conselho: Este é um assunto sensível, mas talvez se sinta melhor se, antes de adormecer, abençoar a sua cama e o espaço à sua volta. Adormeça, na certeza que está rodeado pelos mais magníficos seres espirituais e que está em segurança, ao cuidado de Deus. Não se culpe por ter medo de vez em quando.

30. PRESSÁGIOS, VISÕES, NÚMEROS E SÍMBOLOS
Vê coisas a que dá significado espiritual. Repara na sincronicidade dos números. Tudo tem uma mensagem se se der ao trabalho de reparar.

31. INTENSIFICAÇÃO DE INTEGRIDADE
Reconhece que é tempo para viver e falar a sua verdade. Subitamente, parece-lhe importante ser mais autêntico, mais você mesmo. Talvez tenha que dizer «não» a pessoas a quem tentou agradar no passado. Achará intolerável manter-se num casamento, emprego ou lugar, que já não se coaduna com o que você é atualmente. Igualmente, talvez se dê conta de que já não tem nada a esconder ou segredos a manter. A honestidade torna-se importante em todos os seus relacionamentos.
Conselho: ouça o seu coração. Se o seu interior lhe disser para não fazer algo, fale alto e aja. Diga «não». Da mesma forma deverá dizer «sim» àquilo que considera válido. Deve arriscar-se a não agradar aos outros, sem culpas, de forma a atingir a soberania espiritual.

32. HARMONIA COM ÉPOCAS E CICLOS
Sente-se mais sintonizado com as estações do ano, fases da lua e ciclos naturais. Maior entendimento sobre o seu lugar no mundo. Uma forte ligação à Terra.

33. DESARRANJOS ELÉTRICOS E MECÂNICOS
Com você por perto, as luzes se apagam, o computador trava ou o rádio perde a sintonia.
Conselho: Chame os seus anjos ou guias para os arranjar, ou colocarem um campo protetor nas máquinas. Imagine o seu carro rodeado de luz azul. Aprenda a rir…

34. AUMENTO DA SINCRONICIDADE
Se ocorrem muitos pequenos milagres… espere por mais!
Conselho: Situações sincronizadas dizem-lhe que está agindo na direção certa ou fazendo as escolhas acertadas. O espírito usa a sincronicidade para se comunicar com você. Começou a viver os milagres diários. Veja ponto 30.

35. DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES INTUITIVAS E ALTERAÇÃO DE ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
Pensar em alguém e imediatamente saber desse alguém. Mais sincronismo. Ter percepções internas sobre padrões ou acontecimentos passados. Ver o futuro, ter experiências fora do corpo e outros fenômenos físicos. Intensificação da sensibilidade e do conhecimento. Entender a sua própria essência e a dos outros.

36. COMUNICAÇÃO COM O ESPÍRITO
Contato com anjos, guias espirituais e outras entidades divinas. Canalizar informação. Cada vez mais pessoas parecem estar recebendo esta oportunidade. Sentir inspiração e obter informação, que toma a forma de escrita, pintura, idéias, comunicações, dança, etc.

37. SENTIMENTO DE UNIDADE.
Experiência direta de União. Conhecimento transcendente. Compaixão e amor por tudo o que vive. Compaixão desligada ou amor incondicional por tudo, o que nos leva a mais altos níveis de consciência e júbilo.

38. ALEGRIA E BENÇÃO
Um profundo e permanente sentido de paz e acompanhamento.

39. INTEGRAÇÃO
Torna-se mais forte e mais leve emocional, psicológica, física e espiritualmente. Sensação de alinhamento com o Eu Superior.

40. VIVER O SEU PROPÓSITO
Sabe que está, finalmente, fazendo aquilo que o trouxe à Terra. Novas aptidões e dons estão emergindo, especialmente os de recuperação da saúde. A sua vida/trabalho está, agora, convergindo e começando a fazer sentido. Vai usar, finalmente, todas estas aptidões.
Conselho: ouça o seu coração. A sua paixão leva-o para onde deve estar. Deixe-se ir e pergunte ao seu Eu Interior: «O que queres que eu faça?» Preste atenção às sincronicidades. Ouça.

41. SENTIR-SE MAIS PERTO DOS ANIMAIS E PLANTAS
Para algumas pessoas, os animais parecem ser mais «humanos» no seu comportamento. Os animais selvagens mostram menos medo. As plantas respondem ao amor e à atenção que você lhes dá, agora mais que nunca. Algumas até podem ter mensagens para você.

42. VISUALIZAÇÃO DE SERES DE OUTRAS DIMENSÕES
O véu entre dimensões é cada vez mais fino, pelo que este fato não surpreende. Mantenha-se no seu posto. Dado que você tem mais poder do que imagina, não receie nada. Peça ajuda aos seus guias, no caso de sentir que escorrega para o medo.

43. REFINAMENTO DA VISÃO
Visão de formas mais verdadeiras das pessoas; visão de pessoas queridas com uma face diferente – vida passada ou vida paralela.

44. MANIFESTAÇÃO FÍSICA DE PENSAMENTOS E DESEJOS
Tudo isto passa a ocorrer de forma mais rápida e eficiente.
Conselho: Controle os seus pensamentos. Pois todos eles são orações. Tenha cuidado com o que pede.

45. HEMISFÉRIO ESQUERDO CONFUSO
As suas habilidades físicas, o seu saber intuitivo, os seus sentimentos e compaixão, a sua forma de sentir o corpo, a sua visão, a sua expressão, todos emanam do lado direito do cérebro. Para que esta parte do cérebro se desenvolva melhor, o lado esquerdo do cérebro deve «abrandar». Normalmente, a capacidade do hemisfério esquerdo de ordenar, organizar, estruturar, alinhar, analisar, rever, precisar, concentrar, resolver problemas e aprender matemática domina o nosso menos valorizado cérebro direito. Daqui resultam: lapsos de memória, colocação de palavras na seqüência errada, falta de habilidade ou falta de vontade de ler durante muito tempo, falta de concentração, esquecer-se do que ia dizer, impaciência com formas lineares de comunicação (áudio ou escrita), dispersão, perda de interesse em investigar ou em informação complexa; sentimento de ser bombardeado com palavras, conversas e informação. Relutância em escrever. Por vezes sente-se «obtuso» e não tem interesse em analisar, viver discussões intelectuais ou investigar.
Por outro lado, pode se sentir inclinado ao que tem significado: vídeos, revistas com fotografias, trabalhos artísticos, filmes, música, escultura, pintura, estar com pessoas, dançar, jardinagem, andar a pé e outras formas de esforço muscular. Pode procurar informação espiritual ou até ficção científica.
Conselho: Se permitir que o seu coração e o lado direito cerebral o orientem, o cérebro esquerdo será ativado apropriadamente para o ajudar. Um dia, estaremos bem equilibrados, usando ambos os hemisférios com maestria.

46. VERTIGENS
Isto acontece quando não está estabilizado. Talvez tenha acabado de limpar uma grande carga emocional e o seu corpo esteja se ajustando ao seu estado mais «leve».
Conselho: «Aterre» comendo proteínas. Algumas vezes, os «alimentos que consolam» são os certos. Não rotule nenhum tipo de comida como boa ou má para si. Utilize a sua intuição para saber do que necessita em dado momento. Tire os sapatos e ponha os pés na relva, por uns minutos.

47. QUEDAS, ACIDENTES, FRATURAS
O seu corpo não está estabilizado ou talvez a sua vida esteja desequilibrada. Talvez o corpo esteja lhe dizendo para abrandar, examinar certos aspectos da sua vida ou a resolver certos bloqueios. Procure o significado da mensagem.
Conselho: Caminhe na terra ou na relva; ou melhor, deite-se na grama com um cobertor por cima. Sinta a terra por baixo. Passeie na natureza. Abrande e preste atenção. Veja o que está a fazer. Sinta os sentimentos quando estes brotam. Fique no presente. Cerque-se de luz azul quando se sentir confuso.

48. PALPITAÇÕES CARDÍACAS
Um coração apressado geralmente é acompanhado por uma abertura. Só dura alguns momentos e quer dizer que o coração está se equilibrando depois de uma libertação emocional.
Conselho: Consulte o seu médico ou terapeuta sempre que for preciso ou não se sinta bem.

49. CRESCIMENTO RÁPIDO DE CABELO E UNHAS
Significa que está sendo utilizada mais proteína no corpo.

50. DESEJO DE ENCONTRAR O(A) SEU(SUA) PARCEIRO(A) CERTO(A)
Mais que nunca, a idéia de que podemos ter uma relação ideal parece mais desejada.
Conselho: A verdade é que devemos ser o tipo de pessoa que queremos atrair. Temos que gostar de nós e do lugar onde nos encontramos agora, antes de podermos atrair um parceiro mais «perfeito». O trabalho começa em casa: retenha o desejo por aquela pessoa no seu coração, mas sem apego. Espere que algum dia irá encontrar alguém que se ajuste mais a si, mas não mantenha expectativas de quem será e de como se passará. Centre-se, antes do mais, em limpar a sua vida e ser a pessoa que quer ser. Seja feliz agora. Goze a vida. Depois verá…

51. MEMÓRIAS
Memórias de superfície, memórias de corpos, memórias suprimidas, imagens de vidas passadas e/ou vidas paralelas. Porque estamos a harmonizar e a integrar todos os nossos «eus», espere por alguma destas experiências.
Conselho: O melhor é prestar atenção só ao que lhe vem à mente. Deixe o resto, não analise tudo ao pormenor (senão ficará atolado de material antigo) e sinta os sentimentos conforme eles forem aparecendo. Peça ajuda aos seus guias.

Os exilados de sírius

Cristal Lemuriano da sabedoria e o portal 12:12

Não foram apenas capelinos os exilados que aportaram na Terra e atuaram intensamente no eu processo evolutivo. Ramatís nos esclarece: “Estavam instaladas no orbe terrícola as condições básicas para a influência dos Maiorais siderais e das instâncias de grau mais elevado no planejamento cósmico; e para a vinda, de outras constelações, de espíritos mais evoluídos, que trariam conhecimentos e acompanhariam emigrados exilados, que não tinham condições morais de permanecer naquelas instâncias mais evoluídas. Chega, então, enorme agrupamento de espíritos emigrados, que se estabelecem e formam colônia no Astral da antiga Lemúria e da Atlântida. Os sacerdotes iniciados, líderes daquelas colônias astralinas, trazem consigo o conhecimento esotérico Aumbandhã, significando a própria “Lei Maior Divina”. Eram de grande mentalismo; dominavam, com desenvoltura rotineira, o que se designa em vosso vocabulário atual como transmutação alquímica, fluidologia e ectoplasmia curativa, materialização e desmaterialização, magnetismo e cromoterapia, desdobramentos dos corpos mediadores físico, etérico, astral e mental; controlavam, perfeitamente, os elementais, nas suas sete gradações ou sete planos de manifestação. Esses elementais, formas energéticas neutras – não são positivos nem negativos, nem bons nem maus – eram utilizados pelos sacerdotes, magos brancos atlantes, que assim arregimentavam as forças ocultas necessárias à magia, à construção e à evolução das criaturas. Os lemurianos e os atlantes de pele vermelha não foram procedentes do satélite de Capela, da constelação do Cocheiro;  vieram de um outro orbe, do sistema estelar de  sirius, em que o Sol é uma estrela de intenso amarelo-ouro, inigualável em sua beleza, num mesmo movimento espiritual de transmigração que trouxe os capelinos. Adoradores do Sol, irrepreensíveis magos e alquimistas, transmutavam os metais grosseiros em ouro. Os capelinos, de cútis branca, tinham uma estrela distante, de minguados raios solares como claridade das manhãs invernais, a iluminá-los. Não por acaso, semelhantes em evolução e em conhecimentos iniciáticos aos de pele vermelha. Esses migrados, impostos à força coercitiva animal de corpos rudes e primitivos, teriam que adaptar-se à vida selvagem, de condições climáticas inóspitas e perigosas da Terra de então. Latentes, em sua memória astral, todos os conhecimento e realizações adquiridos anteriormente, contribuiriam para a evolução dos espíritos hominais terrícolas. Por intercessão de espíritos superiores e amorosos, que os acompanharam nessa migração,e por deliberação dos engenheiros siderais, permitiu-se a formação dessa raça vermelha em vosso orbe. Da amálgama dessas duas raças provenientes de outras paragens do Cosmo, enxotadas do Éden remoto, após os cataclismas que afundaram as civilizações lemuriana e atlante, obrigando-as à migração, constitui-se em solo brasileiro o tronco indígena Tupi, mais avermelhado, e de outro lado do oceano o tronco dos Árias, um misto dessas duas raças-mãe, cujos descendentes foram os celtas, os latinos e os gregos. A sua pele avermelhada, que originalmente fazia parte da configuração perispiritual dos emigrados, se fez presente quando da reencarnação daqueles exilados. Desventuradamente, deixaram-se levar pela ambição desmesurada e pela magia negra, quando utilizaram todos os conhecimentos iniciáticos milenares gananciosamente, em proveito próprio e para o mal. Muitos espíritos daqueles antigos lemurianos e atlantes da raça vermelha, que eram exímios curadores, e que em vidas passadas foram alquimistas a serviço das organizações trevosas e dos magos negros e que muito manipularam os elementais da natureza, estão reecarnados e comprometidos com o desiderativo curativo dos semelhantes dos dois lados da vida”.

Magnetização Curativa

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Passes materiais ou magnéticos, são os aplicados pelos operadores encarnados, que a isso se dedicam.

Consistem na transmissão, pelas mãos ou pelo sopro, de fluido animal do corpo físico do operador para o do doente. Sendo a maior parte das moléstias, desequilíbrios do ritmo normal das correntes vitais do organismo, os passes materiais tendem a normalizar esse ritmo ou despertar as energias dormentes, recolocando-as em circulação.

Podem ser aplicados por qualquer pessoa e até mesmo por materialistas, desde que possuam os conhecimentos necessários e capacidade de doar fluidos.

Obedecem a uma técnica determinada e, feitos empiricamente, por pessoa ignorante, tornam-se prejudiciais, produzindo perturbacões de várias naturezas.

Assim como sucede com toda terapêutica natural, os resultados do tratamento quase nunca são imediatos; muitas vezes só aparecem após prolongadas aplicações e perseverante esforço, antecedidas por crises mais ou menos intensas, e quase sempre de aspectos imprevisíveis.

Nessa exposição, os passes se aplicam nas ajudas materiais, durante as quais, em muitos casos, os médiuns, sem perceber, doam também ectoplasma.

Passes Espirituais, são os realizados pelos espíritos desencarnados, através de médiuns, ou diretamente sobre o perispírito dos enfermos: o que se transfere para o necessitado não são mais fluidos animais de encarnados, mas outros, mais finos e mais puros do próprio Espírito operante, ou dos planos invisíveis, captados no momento.

Note-se que nos passes espirituais, o Espírito transmite uma combinação de fluidos, inclusive emanações de sua própria aura e o poderoso influxo de sua mente, elementos estes que, quando e Espírito é de elevada categoria, possui grande poder curativo, muito diferente e muito melhor que o que possui o magnetizador encarnado.

OBSESSÃO

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“A obsessão é a ação persistente que um espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais.” (Allan Kardec)

“É a ação nefasta e continuada de um espírito sobre outro, independentemente do estado de encarnado ou desencarnado em que se encontrem”(Dr. José Lacerda).

A obsessão implica sempre ação consciente e volitiva, com objetivo bem nítido, visando fins e efeitos muito definidos, pelo obsessor que sabe muito bem o que está fazendo. Esta ação premeditada, planejada e posta em execução, por vezes, com esmero e sofisticação, constitui a grande causa das enfermidades psíquicas.

Quando a obsessão se processa por imantação mental, a causa está, sempre em alguma imperfeição moral da vítima (na encarnação presente ou nas anteriores), imperfeição que permite a ação influenciadora de espíritos malfazejos.

A obsessão é a enfermidade do século. Tão grande é o número de casos rotulados como disfunção cerebral ou psíquica (nos quais, na verdade, ela está presente) que podemos afirmar: fora as doenças causadas por distúrbios de natureza orgânica, como traumatismo craniano, infecção, arteriosclerose e alguns raros casos de ressonância com o Passado (desta vida), TODAS as enfermidades mentais são de natureza espiritual.

A maioria dos casos é de desencarnados atuando sobre mortais. A etiologia das obsessões, todavia, é tão complexa quanto profunda, vinculando-se às dolorosas conseqüências de desvios morais em que encarnado e desencarnado trilharam caminhos da criminalidade franca ou dissimulada; ambos, portanto, devendo contas mais ou menos pesadas, por transgressões à grande Lei da Harmonia Cósmica Passam a se encontrar, por isso, na condição de obsidiado e obsessor, desarmonizados, antagônicos, sofrendo mutuamente os campos vibratórios adversos que eles próprios criaram.

A maioria das ações perniciosas de espíritos sobre encarnados implica todo um extenso processo a se desenrolar no Tempo e no Espaço, em que a atuação odiosa e pertinaz (causa da doença) nada mais é do que um contínuo fluxo de cobrança de mútuas dívidas, perpetuando o sofrimento de ambos os envolvidos. Perseguidores de ontem são vítimas hoje, em ajuste de contas interminável, mais trevoso do que dramático. Ambos, perseguidor e vítima atuais, estão atrasados na evolução espiritual. Tendo transgredido a Lei da Harmonia Cósmica e não compreendendo os desígnios da Justiça Divina, avocam a si, nos atos de vingança, poder e responsabilidade que são de Deus.

As obsessões podem ser classificadas em simples (mono ou poli-obsessões – por um obsessor ou por vários obsessores), ou complexa, quando houver ação de magia negra, implantação de aparelhos parasitas, uso de campos-de-força dissociativos ou magnéticos de ação contínua, provocadores de desarmonias tissulares que dão origem a processos cancerosos. Assim, os obsessores agem isoladamente, em grupos ou em grandes hordas, conforme o grau de imantação que tem com o paciente, sua periculosidade, os meios astrais de que dispõem, a inteligência de que são portadores, e sua potencialidade mental. De todos os modos são terríveis e somente com muito amor e vontade de servir à Obra do Senhor, faz com que nos envolvamos com eles.

Os tipos de ação obsessivas podem acontecer em desencarnado atuando sobre desencarnado, desencarnado sobre encarnado, encarnado sobre desencarnado, encarnado sobre encarnado ou ainda obsessão recíproca, esses dois últimos, estudados sob o título de Pseudo-Obsessão.

 

1.1    Pseudo-Obsessão

É a atuação do encarnado sobre o encarnado ou a obsessão recíproca. Todos nós conhecemos criaturas dominadoras, prepotentes e egoístas, que comandam toda uma família, obrigando todos a fazerem exclusivamente o que elas querem. Tão pertinaz (e ao mesmo tempo descabida) pode se tornar esta ação, que, sucedendo a morte do déspota, todas as vítimas de sua convivência às vezes chegam a respirar , aliviadas. No entanto, o processo obsessivo há de continuar, pois a perda do corpo físico não transforma o obsessor.

 Este tipo de ação nefasta é mais comum entre encarnados, embora possa haver pseudo-obsessão entre desencarnados e encarnados. Trata-se de ação perturbadora em que o espírito agente não deseja deliberadamente, prejudicar o ser visado. É conseqüência da ação egoísta de uma criatura que faz de outra o objeto dos seus cuidados e a deseja ardentemente para si própria como propriedade sua. Exige que a outra obedeça cegamente às suas ordens desejando protegê-la, guiá-la e, com tais coerções, impede-a de se relacionar saudável e normalmente com seus semelhantes.

Acreditamos que o fenômeno não deve ser considerado obsessão propriamente dita. O agente não tem intuito de prejudicar o paciente. Acontece que, embora os motivos possam até ser nobres, a atuação resulta prejudicial; com o tempo, poderá transformar-se em verdadeira obsessão.

A pseudo-obsessão é muito comum em pessoas de personalidade forte, egoístas, dominadoras, que muitas vezes, sujeitam a família à sua vontade tirânica. Ela aparece nas relações de casais, quando um dos cônjuges tenta exercer domínio absoluto sobre o outro. Caso clássico, por exemplo, é o do ciumento que cerceia de tal modo a liberdade do ser amado que, cego a tudo, termina por prejudicá-lo seriamente. Nesses casos, conforme a intensidade e continuidade do processo, pode se instalar a obsessão simples (obsessão de encarnado sobre encarnado).

O que dizer do filho mimado que chora, bate o pé, joga-se ao chão, até que consegue que o pai ou a mãe lhe dê o que quer ou lhe “sente a mão”. Qualquer das duas reações fazem com que o pequeno e “inocente” vampiro, absorva as energias do oponente. O que pensar do chefe déspota, no escritório? E dos desaforos: “eu faço a comida, mas eu cuspo dentro”. E que tal a mulher dengosa que consegue tudo o que quer? Quais são os limites prováveis?

 Enquanto o relacionamento entre encarnados aparenta ter momentos de trégua enquanto dormem, o elemento dominador pode desprender-se do corpo e sugar as energias vitais do corpo físico do outro. Após o desencarne, o elemento dominador poderá continuar a “proteger” as suas relações, a agravante agora é que o assédio torna-se maior ainda pois o desencarnado não necessita cuidar das obrigações básicas que tem como encarnado, tais como: comer, dormir, trabalhar, etc.

O obsidiado poderá reagir as ações do obsessor criando condições para a obsessão recíproca. Quando a vítima tem condições mentais, esboça defesa ativa: procura agredir o agressor na mesma proporção em que é agredida. Estabelece-se, assim, círculo vicioso de imantação por ódio mútuo, difícil de ser anulado.

 Em menor ou maior intensidade, essas agressões recíprocas aparecem em quase todos os tipos de obsessão; são eventuais (sem características que as tornem perenes), surgindo conforme circunstâncias e fases existenciais, podendo ser concomitantes a determinados acontecimentos. Apesar de apresentarem, às vezes, intensa imantação negativa, esses processos de mútua influenciação constituem obsessão simples, tendo um único obsessor. Quando a obsessão recíproca acontece entre desencarnado e encarnado é porque o encarnado tem personalidade muito forte, grande força mental e muita coragem, pois enfrenta o espírito em condições de igualdade. No estado de vigília, a pessoa viva normalmente não sabe o drama que esta vivendo. É durante o sono – e desdobrada – que passa a ter condições de enfrentar e agredir o contendor.

Em conclusão a esses tipos de relacionamentos interpessoais, aparenta-me que o ser humano deixou de absorver as energias cósmicas ou divinas, por seu próprio erro, desligando-se do Divino e busca desde então, exercer o “poder” sobre o seu semelhante para assim, vampirizar e absorver as suas energias vitais.

De que maneira podemos nos “religar” e absorver as energias divinas, depois de tantas vidas procedendo erroneamente? Talvez a resposta esteja no “ORAI E VIGIAI”, de maneira constante e persistente, sem descanso, sem tréguas, buscando o equilíbrio de ações, pensamentos e plena consciência dos seus atos pois talvez ainda, o maior culpado deste errôneo proceder seja de quem se deixa dominar, vampirizar ou chantagear.

 

1.2    Simbiose

Por simbiose se entende a duradoura associação biológica de seres vivos, harmônica e às vezes necessária, com benefícios recíprocos. A simbiose espiritual obedece ao mesmo princípio. Na Biologia, o caráter harmônico e necessário deriva das necessidades complementares que possuem as espécies que realizam tais associações que primitivamente foi parasitismo. Com o tempo, a relação evoluiu e se disciplinou biologicamente: o parasitado, também ele, começou a tirar proveito da relação. Existe simbiose entre espíritos como entre encarnados e desencarnados. É comum se ver associações de espíritos junto a médiuns, atendendo aos seus menores chamados. Em troca, porém recebem do médium as energias vitais de que carecem. Embora os médiuns às vezes nem suspeitem, seus “associados” espirituais são espíritos inferiores que se juntam aos homens para parasitá-los ou fazer simbiose com eles.

A maioria dos “ledores da sorte”, sem dotes proféticos individuais, só tem êxito na leitura das cartas porque são intuídos pelos desencarnados que os rodeiam. Em troca, os espíritos recebem do médium (no transe parcial deste), energias vitais que sorvem de imediato e sofregamente…

Narra André Luiz (em “LIBERTAÇÃO”, Cap. “Valiosa Experiência”), “Depois de visivelmente satisfeito no acordo financeiro estabelecido, colocou-se o vidente em profunda concentração e notei o fluxo de energias a emanarem dele, através de todos os poros, mas muito particularmente da boca, das narinas, dos ouvidos e do peito. Aquela força, semelhante a vapor fino e sutil, como que povoava o ambiente acanhado e reparei que as individualidades de ordem primária ou retardadas, que coadjuvavam o médium em suas incursões em nosso plano, sorviam-na a longos haustos, sustentando-se dela, quanto se nutre o homem comum de proteína, carboidratos e vitaminas.”.

 

1.3    Parasitismo

Em Biologia, “parasitismo é o fenômeno pelo qual um ser vivo extrai direta e necessariamente de outro ser vivo (denominado hospedeiro) os materiais indispensáveis para a formação e construção de seu próprio protoplasma.”. O hospedeiro sofre as conseqüências do parasitismo em graus variáveis, podendo até morrer. Haja visto o caso da figueira, que cresce como uma planta parasita, e à medida que cresce, sufoca completamente a planta hospedeira a ponto de seca-la completamente.

Parasitismo espiritual implica – sempre – viciação do parasita. O fenômeno não encontra respaldo ou origem nas tendências naturais da Espécie humana. Pelo contrário, cada indivíduo sempre tem condições de viver por suas próprias forças. Não há compulsão natural à sucção de energias alheias. É a viciação que faz com que muitos humanos, habituados durante muito tempo a viver da exploração, exacerbem esta condição anômala, quando desencarnados.

Tanto quanto o parasitismo entre seres vivos, o espiritual é vício muitíssimo difundido. Casos há em que o parasita não tem consciência do que faz; às vezes, nem sabe que já desencarnou. Outros espíritos, vivendo vida apenas vegetativa, parasitam um mortal sem que tenham a mínima noção do que fazem; não tem idéias, são enfermos desencarnados em dolorosas situações. Neste parasitismo inconsciente se enquadra a maioria dos casos.

Há também os parasitas que são colocados por obsessores para enfraquecerem os encarnados. Casos que aparecem em obsessões complexas, sobretudos quando o paciente se apresenta anormalmente debilitado.

O primeiro passo do tratamento consiste na separação do parasita do hospedeiro. Cuida-se do espírito, tratando-o, elementos valiosos podem surgir, facilitando a cura do paciente encarnado. Por fim, trata-se de energizar o hospedeiro, indicando-lhe condições e procedimentos profiláticos.

 

1.4    Vampirismo

A diferença entre o vampirismo e o parasitismo está na intensidade da ação nefasta do vampirismo, determinada pela consciência e crueldade com que é praticada, tem portanto, a intenção, vampirizam porque querem e sabem o que querem. André Luiz nos informa: “Sem nos referirmos aos morcegos sugadores, o vampiro, entre os homens é o fantasma dos mortos, que se retira do sepulcro, alta noite, para alimentar-se do sangue dos vivos. Não sei quem é o autor de semelhante definição, mas, no fundo, não está errada. Apenas, cumpre considerar que, entre nós, vampiro é toda entidade ociosa que se vale, indebitamente, das possibilidades alheias e, em se tratando de vampiros que visitam os encarnados, é necessário reconhecer que eles atendem aos sinistros propósitos a qualquer hora, desde que encontrem guarida no estojo de carne dos homens.” (” Missionários da Luz”, Cap. “Vampirismo”). Há todo um leque de vampiros, em que se encontram criaturas encarnadas e desencarnadas. Todos os espíritos inferiores, ociosos e primários, podem vampirizar ou parasitar mortos e vivos. Um paciente, pela descrição, era portador de distrofia muscular degenerativa, estava de tal modo ligado ao espírito vampirizante que se fundiam totalmente, os cordões dos corpos astrais estavam emaranhados, o espírito tinha tanto amor pelo paciente que acabou por odiá-lo profundamente, desejando a sua morte, e assim sugava suas energias.

 

1.5    Estigmas Cármicos não Obsessivos: Físicos e Psíquicos

Como exemplos, citamos as deficiências físicas congênitas de um modo geral: ausência de membros, cardiopatias congênitas, surdez, cegueira, etc., além de todos os casos de manifestações mentais patológicas, entre elas, a esquizofrenia, grave enfermidade responsável pela restrição da atividade consciencial da criatura, a comprometer por toda uma existência a sua vida de relação. Podemos enquadrar aqui também, os casos de Síndrome de Down e Autismo.

Por outro lado, os neurologistas defrontam-se seguidamente com alguns casos desconcertantes de estigmas retificadores – as epilepsias essenciais -, assim denominadas por conta dos acessos convulsivos na ausência de alterações eletroencefalográficas. São quadros sofridos, difíceis e nem sempre bem controlados com os anti-convulsivantes específicos. Boa parte desses enfermos costuma evoluir para a cronicidade sem que a Medicina atine com as verdadeiras causas do mal. Diz o Dr. Eliezer Mendes, em seus livros, que são casos de médiuns altamente sensitivos tratados e internados em hospitais psiquiátricos e que mais lhes prejudica no seu caminho evolutivo.

A reencarnação, é a oportunidade que temos de reaprender, de acertar, para podermos evoluir. Apesar dos bons propósitos e da vontade de progredir, assumidos contratualmente no Ministério da Reencarnação, nem sempre o espírito no decorrer de uma reencarnação atinge a totalidade dos objetivos moralizantes. As imperfeições milenares que o aprisionam às manifestações egoísticas, impedem-no de ascender verticalmente com a rapidez desejada e, por vezes, enreda-se nas malhas de seus múltiplos defeitos, retardando deliberadamente a caminhada terrena em busca da luz.

Na vivência das paixões descontroladas, o indivíduo menos vigilante atenta contra as Leis Morais da Vida e deixando-se arrastar por ímpetos de violência, termina por prejudicar, de forma contundente, um ou vários companheiros de jornada evolutiva.

 Todo procedimento anti-ético, que redunda no mal, produz complexa desarmonia psíquica, que reflete energias densificadas que se enraízam no perispírito só se exteriorizando mais tarde sob a forma de deficiências ou enfermidades complexas no transcorrer das reencarnações sucessivas. A presença de estigma cármico reflete a extensão e o valor de uma dívida moral, indicando a necessidade de ressarcimento e trabalho reconstrutivo no campo do bem, em benefício do próprio reequilibrio espiritual.

 

Os estigmas cármicos, quando analisados pelo prisma espírita, podem ser considerados recursos do mais elevado valor terapêutico, requeridos pelo espírito moralmente enfermo, visando o reajuste perante a sua própria consciência culpada.

 

1.6    Síndrome dos Aparelhos Parasitas no Corpo Astral

O paciente caminha lentamente, com passos lerdos, como se fosse um robot, estava rodeado por cinco entidades obsessoras de muito baixo padrão vibratório. Suas reações eram apenas vegetativas com demonstrações psíquicas mínimas. Às vezes ouvia vozes estranhas que o induziam a atitudes de autodestruição, ou faziam comentários de seus atos. Tais vozes procuravam desmoralizá-lo sempre.

Ao ser submetido, em desdobramento, a exame no Hospital Amor e Caridade, do plano espiritual, verificaram que o enfermo era portador de um aparelho estranho fortemente fixado por meio de parafusos no osso occipital com filamentos muito finos distribuídos na intimidade do cérebro e algumas áreas da córtex frontal..

Explicaram os médicos desencarnados que se tratava de um aparelho eletrônico colocado com o interesse de prejudicar o paciente por inteligência poderosa e

altamente técnica e que os cinco espíritos obsessores que o assistiam eram apenas “guardas” incapazes de dominarem técnica tão sofisticada. Zelavam apenas pela permanência do aparelho no doente.

Foram atendidos em primeiro lugar os espíritos negativos que o assistiam e devidamente encaminhados ao Hospital. Em virtude de se tratar de um obsessor dotado de alto nível de inteligência, a espiritualidade determinou que o atendimento desse paciente fosse feito algumas horas mais tarde, em sessão especial. À hora aprazada, o enfermo foi desdobrado pela Apometria e conduzido ao Hospital para exame, em seguida trouxemos o espírito do obsessor para ser atendido no ambiente de trabalho.

Explicaram os amigos espirituais que bastaria tentar desaparafusar o aparelho para que o mesmo emitisse um sinal eletrônico para a base alertando o comando das trevas. Tocaram no parafuso que tinha “rosca esquerda” esperando assim atrair o responsável. Estimavam detê-lo de qualquer forma, para isso tomando precauções pela distribuição de forte guarnição estrategicamente situada.

Ao final do trabalho, a entidade retirou o aparelho parasita com toda delicadeza possível visando não lesar o enfermo. Disse também que já havia instalado mais de 900 instrumentos de vários tipos no cérebro de seres humanos e que em alguns indivíduos o resultado era nulo porque havia como uma imunidade para tais engenhos; que outros o recebiam com muita facilidade, tornando-se autômatos; e que outros, uns poucos, morreram.

O funcionamento do aparelho era o seguinte; o aparelho recebia uma onda eletromagnética de rádio freqüência, em faixa de baixa freqüência, de maneira constante, porém sem atingir os níveis da consciência. Tinha por finalidade esgotar seu sistema nervoso. Em momentos marcados, emitia sinal modulado com vozes de comando, ordens, comentários, etc. O próprio enfermo fornece energia para o funcionamento do engenho parasita, um filamento estará ligado a um tronco nervoso ou a um músculo com o objetivo de captar a energia emitida.

A recuperação manifestou-se em 48 horas. A primeira revisão aconteceu um mês após. O paciente prosseguiu nos estudos. Cinco anos depois encontra-se bem.

Aparelhos mais ou menos sofisticados que o descrito no relato acima, são colocados com muita precisão e cuidado, no Sistema Nervoso Central dos pacientes. Em geral os portadores de tais aparelhos eram obsidiados de longa data e que aparentemente sofriam muito com esses mecanismos parasitas. A finalidade desse engenhos eletrônicos é causar perturbação nervosa na área da sensibilidade ou em centros nervosos determinados. Alguns mais perfeitos e complexos, atingem também ”áreas motoras específicas causando respostas neurológicas correspondentes, tais como paralisias progressivas, atrofias, hemiplegias, síndromes dolorosas, etc.. O objetivo sempre é desarmonizar a fisiologia nervosa do paciente e faze-lo sofrer. A interferência constante no sistema nervoso causa perturbações de vulto, não só da fisiologia normal, mas, sobretudo no vasto domínio da mente, com reflexos imediatos para a devida apreciação dos valores da personalidade e suas respostas na conduta do indivíduo.

Tudo isso se passa no mundo espiritual, no corpo astral. Somente em desdobramento é possível retirar esses artefatos parasitas, o que explica a ineficiência dos “passes” neste tipo de enfermidade. O obsessor pode ser de dois tipos: ou o inimigo contratou mediante barganha em troca do trabalho, a instalação com algum mago das sombras, verdadeiro técnico em tais misteres, ou o obsessor é o próprio técnico que pessoalmente colocou o aparelho e zela pelo funcionamento do mesmo, tornando o quadro mais sombrio.

A finalidade desses engenhos eletrônicos (eletrônicos, sim; e sofisticados) é causar perturbações funcionais em áreas como as da sensibilidade, percepções ou motoras, e outros centros nervosos, como núcleos da base cerebral e da vida vegetativa. Mais perfeitos e complexos, alguns afetam áreas múltiplas e zonas motoras específicas, com as correspondentes respostas neurológicas: paralisias progressivas, atrofias, hemiplegias, síndromes dolorosas etc., paralelamente às perturbações psíquicas.

Como se vê, o objetivo é sempre diabólico: desarmonizar a fisiologia nervosa e fazer a vítima sofrer. A presença dos aparelhos parasitas já indica o tipo de obsessores que terão de ser enfrentados: Em geral pertencem a dois grandes “ramos”:

  1. O inimigo da vítima, contrata, mediante barganha, um mago das Trevas, especializado na confecção e instalação dos aparelhos.

  2. O obsessor é o próprio técnico, que confecciona, instala o aparelho e, como se não bastasse, também zela pelo ininterrupto funcionamento, o que torna o quadro sobremaneira sombrio.

 

É comum obsessores colocarem objetos envenenados em incisões operatórias, durante cirurgias, para causar nos enfermos o maior mal-estar possível, já que com isso impedem a cicatrização ou ensejam a formação de fístulas rebeldes, perigosas (em vísceras ocas, por exemplo). Usam para tanto, cunhas de madeira embebidas em sumos vegetais venenosos – tudo isso no mundo astral, mas com pronta repercussão no corpo físico: dores, prurido intenso, desagradável calor local, inflamação etc.

Vide também: Diatetesterapia e Micro Organizadores Florais.

 

1.7    Síndrome da Mediunidade Reprimida

Mediunidade é a faculdade psíquica que permite a investigação de planos invisíveis (isto é, os ambientes onde vivem os espíritos), pela sintonização com o universo dimensional deles. Médium portanto, é o intermediário, ou quem serve de mediador entre o humano e o espiritual, entre o visível e o invisível. É médium todo aquele que percebe a vida e a atividade do mundo invisível, ou quem lá penetra, consciente ou inconscientemente, desdobrado de seu corpo físico.

Todo médium é agente de captação. Mas também transmite ondas de natureza radiante, correntes de pensamento do espaço cósmico que circunda nosso Planeta (“noures” de UBALDI). Sabe-se, no entanto, que este sentido especial, quando não disciplinado, pode causar grandes perturbações psíquicas (conduta anormal, sensibilidade exagerada, tremores, angústias, mania de perseguição, etc.) podendo levar à desorganização completa da personalidade, caracterizando quadros clássicos de psicose.

Esse perigo tem explicação. O médium é, antes de tudo, um sensitivo: indivíduo apto a captar energias radiantes de diversos padrões vibratórios, do mundo

psíquico que nos cerca. Se não se desligar dessas emissões em sua vida normal, acabará por sofrer sucessivos choques e desgastes energéticos que esgotarão seu sistema nervoso, com graves conseqüências para seu equilíbrio psíquico. O consciente desligamento da dimensão imaterial é obtida pela educação da mediunidade, indispensável a todo médium. A sintonia só deverá acontecer quando ele estiver em trabalho útil e em situação adequada, a serviço de ambos os planos da Vida. Um médium é instrumento de serviço.

 

1.8    Arquepadias (magia originada em passado remoto)

Arquepadia (do grego “épados” magia e “archaios” antigo) é a síndrome psicopatológica que resulta de magia originada em passado remoto, mas atuando ainda no presente.

Freqüentemente os enfermos apresentam quadros mórbidos estranhos, subjetivos, sem causa médica conhecida e sem lesão somática evidente. São levados na conta de neuróticos incuráveis. Queixam-se de cefaléias, sensação de abafamento, ou crises de falta de ar sem serem asmáticos. Outros tem nítida impressão de que estão amarrados, pois chegam a sentir as cordas; alguns somente sentem-se mal em determinadas épocas do ano ou em situações especiais.

Os doentes sofrem no corpo astral situações de encarnações anteriores. Alguns foram sacerdotes de cultos estranhos e assumiram com entidades representando deuses, selados às vezes com sangue, formando dessa forma fortes laços de imantação que ainda não foram desfeitos. Outros, em encarnações no Egito sofreram processos de mumificação especial, apresentando ainda em seu corpo astral as faixas de conservação cadavérica e os respectivos amuletos fortemente

magnetizados. Alguns sofreram punições e maldições que se imantaram em seus perispíritos e continuam atuando até hoje.

Sempre é necessário um tratamento especial em seu corpo astral para haver a liberação total do paciente.

 

1.9    Goécia (magia negra)

Em todas as civilizações, e desde a mais remota antigüidade, a magia esteve presente. Começou provavelmente, com o homem das cavernas. Sabemos de  seus rituais propiciatórios para atrair animais com que se alimentavam, de rituais mágicos em cavernas sepulcrais, de invocações às forças da Natureza para defesa da tribo contra animais e inimigos. Essa magia natural teve suas finalidades distorcidas, tornando-se arma mortífera nas mãos de magos renegados. Encantamentos eram usados para fins escusos. E para agredir, prejudicar e confundir, tanto indivíduos como exércitos e Estados. A ambição e o egoísmo usaram as forças da Natureza para o Mal; espíritos dos diversos reinos foram e ainda são escravizados por magos negros, que não poupam o próprio Homem. A distorção e o uso errado da magia fez com que caísse em rápida e progressiva decadência.

No mais das vezes, a magia é a utilização das forças da Natureza, dos seus elementos e dos seres espirituais que os coordenam. A Natureza é a obra de Deus na sua forma pura, não é boa, nem ruim, ela é! Nós, os seres humanos, no nosso agir errado é que utilizamos maldosamente essas energias, e ao longo do nosso aprendizado, nos tornamos magos negros, nos distanciamos da Lei do Criador, deixando o orgulho e a vaidade, assumir espaço em nossos corações. Desaprendemos como receber a energia divina e aprendemos a ganhar “poder” sobre os nossos companheiros e assim sugar as suas minguadas energias.

Ao longo das nossas encarnações, fomos nos tornando seres devedores da Lei, e nesse errôneo caminhar, Deus se apieda e permite que paguemos com o Amor, as dívidas que contraímos. Esta é a finalidade das nossas vidas, “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.”

O pior tipo de obsessão, contudo, por todos os motivos complexa, é sem dúvida o que envolve a superlativamente nefasta magia negra. Ao nos depararmos com tais casos, de antemão sabemos: será necessário ministrar tratamento criterioso, etapa por etapa, para retirar os obsessores (que costumam ser muitos). Procedemos à desativação dos campos magnéticos que, sem esta providência, ficariam atuando indefinidamente sobre a vítima. Isto é muito importante. Alertamos: a ação magnética só desaparece se desativada por ação externa em relação à pessoa, ou se o enfermo conseguir elevar seu padrão vibratório a um ponto tal que lhe permita livrar-se, por si próprio, da prisão magnética.

Assim como um dia utilizamos as forças da Natureza de maneira errada, podemos contar também com a Natureza para que a utilizemos da maneira certa, pelo menos, desta vez. Entidades da Natureza sempre estarão presentes e dispostas a nos auxiliarem.

Os magos das trevas têm atuação bastante conhecida. Astuciosa. Dissimuladora. Diabólica. Apresentam-se às vezes com mansidão. São aparências, ciladas, camuflagens, despistamentos e ardis. Somente pela dialética, pouco será conseguido.

Para enfrentá-los, o operador deve ter conhecimento e suficiente experiência de técnicas de contenção, além do poder e proteção espiritual bastante para enfrentá-los. Nunca se poderá esquecer de que, ao longo de séculos, eles vêm se preparando – e muito bem – para neutralizar as ações contra eles, e, se possível, revertê-las contra quem tentar neutralizá-los.