Raiz de lótus

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A Lótus (Nelumbo nuciferum) é também conhecida como Loto, Flor-de-Lótus, Lótus-Sagrado, Lótus-Indiano, Lótus-da-Índia, Lótus-do-Egito, Raiz-de-Lótus, Padma (sânscrito), Lianzi e Kamala (hindi). Pertence a família Nelumbonaceae.

Este poderoso remédio popular é usado em poções para extrair substâncias tóxicas do corpo. Mas não é uma cura!

Usos Tradicionais: diarréia, hemorragia, hemorragia uterina, hemorróidas, envenenamento por cogumelos, problemas de fala (gagueira), resfriados, sinusite, tosse, tosse seca.

Propriedades Medicinais: adstringente, afrodisíaco, cardiotônico, emenagogo, hemostático, hipotenso, rejuvenescedor, sedativo.

Na medicina alternativa, as sementes e as raízes são consumidas juntos com arroz, agindo como um afrodisíaco. As sementes são usadas como um calmante e cardiotônico, além de serem utilizadas tradicionalmente para melhorar gagueira, dificuldades de fala e concentração.

Todas as partes da Lótus são usadas de algum modo como medicinas. A raiz da Lótus ajuda a dispersar o muco que se encontra estagnado. A Loto ajuda a entancar sangramentos. A região da Lótus que conecta as raízes com o resto da planta é consideradas com as propriedades mais medicinais.

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Herbolaria

A HISTORIA DAS ERVAS

A ervas têm sido usadas para curar o corpo desde os tempos pré-históricos, e o estudo das ervas medicinais data de mais de cinco mil anos, na época dos antigos sumerianos.

Os remédios de ervas são um sustentáculo na me­dicina tradicional chinesa, e o livro de ervas mais antigo de que se tem conhecimento é o chinês Pen-teüo, escrito pelo imperador Shen-nung (3737-2697 a.C.). Estão re­gistrados nesse livro mais de 300 preparados com ervas medicinais.

Os antigos egípcios também usaram remédios de er­vas, e, de acordo com um registro antigo chamado Papiro Ebers, houve perto de 2.000 doutores em ervas praticando sua arte no Egito por volta do ano 2.000 a.C.

Foram encontrados livros sobre ervas dos antigos gregos, que estudaram suas qualidades medicinais e re­gistraram muitas observações. Segundo o filósofo grego, botânico e autor Teofrasto, mais de 300 ervas medicinais cresciam no jardim de Aristóteles.

No primeiro século da era cristã, o primeiro tratado europeu sobre as propriedades e uso medicinal das ervas foi compilado por Dioscórides, médico grego.

A cura pelas ervas foi rito importante em várias religiões pré-cristãs. Referências que se repetem apare­cem até nos Antigo e Novo Testamentos da Bíblia, inde­pendente do fato de a igreja cristã primitiva ter preferido a cura pela fé à prática formal da medicina, a qual tentou proibir.

As tribos indígenas da América do Norte utilizavam ervas tanto para curar como para a prática da magia e descobriram utilidade para quase todas as plantas nati­vas. Seu conhecimento inestimável de inúmeros medica­mentos botânicos foi passado para os colonizadores brancos europeus nos Estados Unidos e no Canadá.

No ano de 1526, o anónimo Grete Herball foi o primei­ro livro sobre ervas publicado em língua inglesa. Em 1597, surgiu um dos mais famosos livros dessa era. Foi chamado de Gerardes Herball e era um trabalho de John Gerard, cirurgião e farmacêutico inglês do rei James I. Em 1640, surgiu o livro Theatrum Botanicum, de John Parkinson, seguido de outro, sobre as influências astrológicas nas ervas, de Nicholas Culpepper.

À medida que a química e outras ciências médicas rapidamente se desenvolveram, nos séculos 18 e 19, a medicina das ervas perdeu popularidade nos Estados Uni­dos e na Europa, cedendo lugar às drogas químicas ativas e à prática da quimioterapia.

Atualmente, nos Estados Unidos, testemunha-se o ressurgimento do interesse popular pelas ervas e pêlos produtos derivados, e algumas pessoas (incluindo wicca-nianos, os seguidores da Nova Era e os que se voltam para a natureza) estão começando a se afastar dos medicamentos artificialmente preparados da sociedade moderna para buscar os métodos mais naturais e antigos da cura.

As ervas são naturais. Muitas podem ajudar a preve­nir e a curar doenças. E, para muitas doenças, a cura da Mãe Natureza pode ser muito melhor do que as pílulas sintéticas de sabor desagradável produzidas pelo homem e que proporcionam alívio temporário dos sintomas, mas não erradicam a causa da doença.

NOTA: muitas doenças atuais precisam dos métodos atuais de tratamento. No caso de condições emocionais ou físicas crónicas ou sérias, recomenda-se algum tratamento médico profissional a ser imediatamente procurado.)

Muitos Wiccanianos apreciam plantar seus próprios jardins de ervas; entretanto, a maioria das ervas medici­nais (e mágicas) pode ser obtida também em lojas de produtos naturais, floras, supermercados e até nas flores­tas ao longo das estradas, se você conhecer o que está procurando.

 

CUIDADO: muitas ervas são venenosas e podem cau­sar doenças brandas ou graves e, em alguns casos, até a morte. Você nunca deverá tentar colher ervas selvagens para uso medicinal, a menos que seja especialista ou esteja acompanhado de um herbalista experimentado e treinado.

Ervas e suas propriedades mágicas

Tomilho 

O tomilho é originário do Mediterrâneo, e o nome deriva do grego thymus, que significa “coragem” ou “fumigar, limpar” Suas poderosas propriedades anti-sépticas e de preservação eram conhecidas dos egípcios que o usavam para embalsamar num preparado com outras ervas.
Para os gregos o tomilho constituía um símbolo de graça e elegância, Na Roma antiga, era usado como símbolo de valor e os soldados se banhavam com tomilho para adquirir coragem. Na Idade Média, as damas européias bordavam ramos de tomilho que ofereciam aos seus cavaleiros andantes.
Em loções refrescantes e tônicos de limpeza, age como estimulante e suavemente anti-séptico. O escritor inglês William Shakespeare dizia que a rainha das fadas morava em um pé de tomilho. Se a criatura mágica em questão for a Fada do Dente, faz todo o sentido: do tomilho é extraído o timol, substância usada tanto na fabricação de pasta de dente quanto em antisépticos bucais. Mas os poderes mágicos do tomilho não param por aí. Por seu sabor picante, mentolado e ligeiramente amargo, essa erva tem largo uso na cozinha, emprestando sabor a peixes, carnes, molhos e licores. O vinagre de tomilho é um bom rinse escurescedor para cabelos, e também utilizado para combater piolhos. Para prepará-lo, use folhas e cabinhos de flores frescas, deixadas por alguns minutos em uma xícara de água fervente, e ofereça ao doente três vezes por dia (não é recomendado para grávidas).
Uso mágico: Travesseiro recheado com tomilho evita pesadelos. Ramo na bolsa ou bolso afasta maus fluidos de ambientes carregados

 

Chá de tomilho:

– Ameniza a tosse: Para prepará-lo, use folhas e cabinhos de flores frescas, deixadas por alguns minutos em uma xícara de água fervente, e ofereça ao doente três vezes por dia (não é recomendado para grávidas). 

– Alivia cólicas menstruais

– Facilita a digestão de alimentos gordurosos e pode ser usado no tratamento de asma e bronquite

– Diminui a queda de cabelo. Aplique o líquido frio enquanto massageia o couro cabeludo, por uns 10 minutos, antes de passar o condicionador.

– Acalma a coceira causada pela picada de insetos.

Pasta de tomilho

 Acelera a cicatrização de pequenos cortes: Para isso, esmague as folhas até virar uma pasta e aplique em cortes, cobrindo depois com gase.

 

Alecrim

O alecrim, também conhecido como rosmaninho, é uma planta que exala um cheiro forte e agradável. Quando encontrada no formato de óleo essencial, essa erva possui uma série de propriedades terapêuticas e é uma das mais utilizadas na psicoaromaterapia. O aroma do alecrim, chamado de óleo da transformação e da verdadeira justiça, é benéfico para pessoas apáticas e passivas, que precisam de impulso para seguir em frente com seus objetivos e coragem para não desistir de seus ideais e metas.
E quem nunca utilizou alecrim para uso culinário na preparação de pães, chás, aves ou batatas assadas? Frango temperado com alecrim e limão é um presente dos deuses. Essa planta pode ser usada para fazer qualquer molho branco ou vermelho e na preparação de massas. A erva fresca, misturada em pequenas quantidades às massas caseiras de pão, dá um gosto saboroso e exótico, além de ser ótima para a digestão. Outra dica é misturar alecrim nas manteigas e patês.

Para temperar saladas, uma boa alternativa é colocar, em um vidro esterilizado e de boca estreita, um galho de alecrim, um de manjericão, alguns grãos de coentro e um grão de pimenta da jamaica. Depois disso, acrescente maças em ¾ do vidro, água filtrada e sal para completar. Deixe descansar durante oito dias e a mistura estará pronta para temperar qualquer salada. Na hora de servir, acrescente óleo ou azeite.


Óleo de alecrim

– Alivia dores musculares, tensões, torcicolos, reumatismo, dores de cabeça, estafa mental, depressão nervosa, artrite e artrose.

O óleo também ajuda a estimular o sistema circulatório e combater a fadiga, a bronquite aguda e crônica e a sinusite. 

OBS: Apesar das inúmeras propriedades terapêuticas do óleo essencial de alecrim, seu uso é contraindicado durante a gravidez, em crianças com menos de sete anos, epiléticos e hipertensos.

Chá de alecrim

– Prevenir a caspa e a seborreia.. E ainda diminui a oleosidade da pele.

– Indicado para quem tem pressão baixa (hipotensão), pois aumenta a tensão arterial

– Deixa os cabelos brilhosos e macios. Basta enxaguar os cabelos com um chá forte

Banho de purificação

Esse ritual ajuda a eliminar mágoas profundas, além de promover uma limpeza energética e purificação. A dica é preparar uma infusão com alguns galhos de alecrim e depois do banho jogar a mistura no corpo, do pescoço para baixo. Esse banho deve ser feito uma vez por semana.
Quem quer tirar todas as energias negativas acumuladas durante o dia ou mandar a inveja e o mau olhado para bem longe, pode fazer um escalda pés usando galhos de alecrim ou usar de 2 a 3 gotas do óleo essencial em um difusor de ambiente.

Queima de alecrim

Os povos antigos acreditavam que o alecrim reforçava a memória. A erva era queimada em escolas e universidades a fim de inspirar os estudantes


Dicas de sinergia com alecrim                                                                                                                                                                                                                                                                                        – Para combater artrite e reumatismo use alecrim, vétiver e camomila romana.                                                                                                                                     – Prepare um óleo de massagem com 30 ml de óleo vegetal de semente de uva e coloque 3 gotas de óleo essencial de alecrim, 3 de vétiver e 3 de camomila romana. Depois disso, faça uma massagem bem relaxante.                                                                                                                                                                                                                                                                         – Para auxiliar na concentração e  memória                                                                                                                                                                                                                                                                             – Utilize no aromatizador elétrico 2 gotas de alecrim e 2 gotas de mentha, misturado em água.

 

Camomila (Anthemis noblis)

 Planeta: Sol
Elemento: Água
– Usado em encantamentos e em rituais de prosperidade.
– Estimula o sono.

Chá de camomila
– O chá acalma e tranquiliza, pode ser muito útil quando você precisar fazer um ritual e estiver sentindo raiva ou agonia.                                                                                                          

– Lavar o rosto e as mãos com camomila atrai amor.

Banho de Camomila
– O banho da camomila dá profunda sensação de repouso e faz uma limpeza completa em sua pele.

Para aproveitá-lo ainda mais, humedeça dois chumaços de algodão na água do banho e coloque-os sobre os olhos; eles ficarão claros e brilhantes.

Murta (Myrtus communis L.)

Existem inúmeras histórias e lendas associadas à murta, muito mencionada na mitologia grega onde era dedicada às deusas Vénus e Afrodite. Glorificada pelos poetas da antiguidade clássica, coroavam os heróis com murta e também as esposas, como símbolo do amor feliz.

No Antigo Testamento, as noivas usavam também grinaldas de murta. A madeira dos seus caules era queimada como incenso e das folhas e flores destiladas fazia-se uma água famosa, a água de anjo, que era utilizada como produto de beleza.

A murta foi, durante séculos, um dos condimentos mais utilizados na Europa até ao aparecimento das especiarias orientais, que as pessoas passaram a preferir, no entanto nas ilhas mediterrânicas nunca perdeu a sua importância. Na Córsega, ainda hoje é muito popular um licor feito a partir de uma maceração das bagas utilizado como remédio digestivo.

As folhas de murta têm acção expectorante e anti-séptica do aparelho respiratório. Além disso, esta planta é adequada para a pele e para as gengivas.

A murta é da família das mirtáceas, é também conhecida por murta-dos-jardins, murteira ou murtinho. Cresce em matas e charnecas, sobretudo no litoral mediterrânico, até 800 metros de altitude.

Trata-se de um arbusto que pode chegar a atingir três metros de altura, de caule muito ramificado, pequenas folhas persistentes, coriáceas, com cheiro semelhante a flor de laranjeira, flores brancas de estames numerosos e compridos, estilete saliente, aroma doce, delicado e apimentado, pequenas bagas pretas de sabor adocicado com notas de zimbro e alecrim.

 

Propriedades e constituintes

Taninos, óleos essenciais e resinas são os seus principais constituintes. Os componentes activos da murta são rapidamente absorvidos, dando à urina odor a violeta. As folhas têm uma acção expectorante e anti-séptica do aparelho respiratório, sinusite, tosse e bronquite.

Esta planta é útil também no tratamento de problemas do aparelho genito-urinário como cistite, corrimentos vaginais e uretrites. Os taninos são responsáveis pela sua acção adstringente e úteis no combate às diarreias. Externamente, utiliza-se para tratar problemas de pele como psoríase, acne, infecções das gengivas ou hemorróidas. O óleo essencial é muito utilizado no fabrico de sabonetes e outros produtos de cosmética.
Na culinária

Podem utilizar-se as folhas, flores e bagas, frescas ou secas. Utilizam-se as flores frescas em guarnições e saladas.

As folhas combinam bem com tomilho ou segurelha para temperar pratos de carne ou com funcho para temperar peixe.

Nos churrascos, queime uns raminhos de murta junto ao carvão, o que dará aos cozinhados um sabor semelhante ao zimbro.

No Sul da Itália, utilizam as folhas da murta como envoltório no fabrico de pequenos queijos. Entre nós, é bastante popular o licor de murta. Já alguma vez provou?