Vantagens da meditação

A prática meditativa ativa o sistema nervoso parassimpático de diversas formas – tira a atenção de assuntos estressantes, relaxa e traz um estado de consciência ao corpo. Ao estimular o SNP e outras partes do sistema nervoso, a meditação regular:

  • Aumenta a massa cinzenta na ínsula, no hipocampo e no córtex pré-frontal, melhora as funções psicológicas associadas com essas regiões, incluindo a atenção. , compaixão e empatia;

  • Reforça a ativação de regiões frontais do lado esquerdo, o que melhora o humor;

  • Diminui o cortisol, que está relacionado com o estresse;

  • Fortalece o sistema imunológico;

  • Ajuda a melhorar diversos problemas clínicos, como doenças cardiovasculares, asma, diabetes tipo 2, tensão pré-mestrual, dores crônicas;

  • Auxilia em muitos problemas psicológicos, como insônia, ansiedade, fobias e distúrbios alimentares.

 

Rei Salomão

O Reino de Israel, segundo a Bíblia, foi a nação formada pelas doze Tribos de Israel, surgindo no século XI a.C sob a liderança de Saul, seu primeiro rei. Sucederam-no Isbonet, Davi e posteriormente Salomão filho de David e Bate-Seba, sendo então o quarto Rei de Israel. 

Salomão segundo algumas cronologias, reinou de 1009 a.C a 922 a.C e reinou durante quarenta anos. O nome Salomão deriva em hebraico de Shalom, que significa “PAZ”, tem o significado de “Pacífico”. Foi adicionalmente chamado de Jedidias( em Árabe Sulayman) pelo profeta Natã, nome que significava em hebraico “Amado por Deus”.

Era um Rei muito jovem e muito sábio. Seu pai, o rei David, pouco antes de morrer convocou a Corte e anunciou seus príncipes: “ De todos os meus filhos( porque muitos me deu o Senhor), Ele escolheu Salomão para herdar meu trono”. Mas Adonias, filho primogênito de David proclamou-se pretendente ao Trono, mas segundo os profetas era vontade Divina que o sucessor fosse Salomão. Seu direito foi assegurado mediante ação decidida de sua mão Bete-Seba, do Sumo Sacerdote Zadoque e do profeta Natã, com a aprovação do já idoso rei David.

O novo rei mal entrara na adolescência e com grande responsabilidade. Uma noite, em sonhos, uma Voz lhe falou “Pede o que desejares e serás atendido”. Então implorou “Dá- me um coração entendido e sábio para julgar e discernir entre o bem e o mal”. Ouviu a promessa do Altíssimo: “Já que não pediste grandezas, nem a morte de teus inimigos, terás um coração tão sábio que ante de ti, ninguém te igualará. E terás riqueza e glória como nenhum rei teve ou terá”.

Assim começou Salomão, imbuído da Centelha Divina, o seu reinado. Era um rei pacifico, não era um líder guerreiro como seu pai, pois não precisou  e tornou-se um grande governante e um juiz justo e imparcial, e logo conquistou a amizade e admiração dos outros reis. Cumulavam-no de presentes valiosos, que vinham acrescer as riquezas já abundantes no reino.

O rei Salomão não perdia suas horas livres em ociosidade. Aproveitava esse tempo para elevar o espírito às regiões espirituais, filosóficas e poéticas. Deixou para posteridade “Provérbios”, Cânticos dos Cânticos” e Eclesiastes”.

No primeiro, tinha como tema recorrente o temor a Deus. Tinha consciência de que a sabedoria perderia seu sentido se não fosse guiada, especialmente em termos éticos e morais, pelo temor a Deus somente adquirido através do estudo da Lei e da prática de atos de bondade.

De suas observações sobre o desenrolar dos tempos, concluiu que “nada é novo debaixo do sol” e, deplorando a frivolidade humana, declarou: Vaidades de vaidades, Tudo é vaidade”.

O rei David, desejava construir uma casa para Deus, onde a Arca da Aliança ficasse definitivamente guardada, ao invés de permanecer na tenda provisória (Tabernáculo ou Santuário para os hebreus, existente desde os dias de Moisés). Este desejo lhe foi negado por Deus, por ter derramado muito sangue em guerras. No entanto isto seria permitido a Salomão seu filho, pois a vontade Divina de que a Casa de Deus fosse edificada em paz, por um homem de paz.

O inicio da construção do Templo de Jerusalém (Templo de Salomão) foi no quarto ano de seu reinado, e segundo o plano arquitetônico transmitido por Davi, seu pai.
O trabalho prosseguiu por sete anos. Em troca de trigo, cevada, azeite e vinho, Hiram, rei de Tiro, forneceu madeira (cedro) e operários especializados em madeira e pedra. Também contratou “um homem que soubesse lavrar, cinzelar, trabalhar com ouro, prata e ferro”. E veio Hiram- Abif, em sua mão foi lhe entregue a construção do Templo.

Edificaram-no no Monte Moriá, em Jerusalém. As paredes externas eram erguidas com pedras polidas que se encaixavam umas nas outras, sem necessidade do uso de qualquer ferramenta. Dentro, as salas eram revestidas de cedro, com adorno de flores em relevo.

O templo tinha uma planta muito similar ao Tabernáculo que anteriormente servia de centro de adoração do Deus de Israel. A diferença residia nas dimensões internas do Santo e do Santo dos Santos ou Santíssimo (salas), sendo maiores que as do tabernáculo. O Santo media 17,8 m de comprimento e 8,9 m de largura e 13,4 m de altura. O Santo dos Santos era um cubo de 8,9 m de lado.

Após a construção do magnífico templo, a Arca da Aliança foi depositada no Santo dos Santos, a sala mais reservada do edifício. Foi pilhado várias vezes. Seria totalmente destruído por Nabucodonosor II rei da Babilônia, em 586 a.C após dois anos de cerco em Jerusalém. O templo de Salomão durou 4 séculos. Décadas mais tarde, em 516 a.C, após o regresso de mais de 40.000 judeus foi iniciada a construção no mesmo local do Segundo Templo, o qual foi destruído no ano 70 d.C, pelos romanos, no seguimento da Grande Revolta Judaica.

Alguns afirmam que o atual Muro das Lamentações era uma parte da estrutura do Templo de Salomão, mas estudos científicos com datação atribuem ao muro idade próxima à década anterior ao nascimento de Cristo, podendo tratar-se do Terceiro Templo também destruído pelos romanos, não há comprovação de sua existência, não há registros extrabiblícos de sua existência.

Contudo Salomão foi efetivamente um grande construtor. Sua época historicamente considerada e arqueologicamente comprovada, e foi de grande prosperidade, e que pelos resultados de escavações arqueológicas e documentos diversos é possível estabelecer conclusões quanto á arquitetura atribuída ao Templo de Salomão, no que concerne a ornamentação, disposição das dependências, técnica construtiva, comparando a tradição bíblica com restos arqueológicos de outros templos do oriente.

O Templo de Salomão ocupa posição de destaque na simbologia Maçônica, sendo uma dos mais marcantes fontes de símbolos, alegorias e lendas para o ensinamento dos princípios Maçônicos.

A existência do Templo de Salomão é um mito, mas o Maçom não desprezará o repositório inesgotável de ensinamentos velados por alegorias que nos proporciona a história (ou lenda) da construção do Templo. Não desprezará a tradição dos Maçons operários, só porque a arqueologia ainda não obteve provas concretas e irrefutáveis. Nem mesmo negará a tradição bíblica por insuficiência de escavações arqueológicas. Na obra de Jules Boucher Simbólica Maçônica: “Os Maçons não tentamos reconstruir o Templo de Salomão; é um símbolo, é o ideal jamais terminado, onde cada Maçom é uma pedra, preparada sem machado nem martelo no silêncio da meditação”.

De que maneira o cérebro decide o que deve ser feito ou evitado

 Você está pronto para conhecer um pouco o funcionamento do seu cérebro? Vamos começar imaginando uma situação…

Imagine que você está no jardim fazendo uma limpeza em suas plantas, de repente, você se depara com algo sinuoso no chão. Imediatamente a luz refletida por este objeto é enviada para o córtex occipital, para que ele processe a imagem e descubra um significado. Mas ele não trabalha sozinho… então, ele envia a imagem recebida para duas direções: Para o HIPOCAMPO e também para o CÓRTEX PRÉ FRONTAL.

Para você conseguir ter um entendimento melhor sobre o assunto, vou colocar uma imagem que editei, pois não consegui nada que contemplasse as partes do cérebro que serão citadas. Assim, você vai acompanhando as explicações e tendo como apoio, uma imagem didática, ok?!

                       

Então como falei antes, o córtex occipital tentando processar a imagem recebida, envia esta mesma imagem para o hipocampo e também para o Córtex pré frontal. O hipocampo imediatamente compara a imagem a sua lista de perigos. Ao encontrar algo semelhante em seus registros, envia um sinal de alerta para a AMÍGDALA CEREBELAR, dizendo: cuidado!!! Esta dá então, um alerta a todo o cérebro, fazendo com que você recue em um sobressalto.

A imagem enviada ao córtex pré frontal já é mais lenta, pois extrai informações da memória de longo prazo, para descobrir se tal coisa é uma cobra ou simplesmente um graveto.

Os gravetos (obstáculos em nosso caminho), em geral tem mais valor porque o cérebro é construído mais para recuar, do que para ir em frente. São as experiências negativas, e não as positivas, que possuem maior impacto na sobrevivência. O cérebro detecta mais rapidamente as imagens negativas e o hipocampo se encarrega de garantir que essa informação fique bem armazenada, pois poderá ser usada como referência no futuro.

Se você tem alguma experiência desagradável em algum setor da vida, esse resquício permanece latente, pronto para ser ativado, caso você se depare com situação semelhante.

Por exemplo: Você foi traída pelo marido com sua melhor amiga. Essa informação vai ficar bem guardada no hipocampo. E um dia, em outro relacionamento você vê seu namorado conversando com uma outra mulher. Imediatamente você reage como se estivesse acontecendo de novo, pois a experiência negativa anterior, cria um tipo de círculo vicioso que torna você pessimista e inclinada a só ver de maneira negativa.

Para os nossos antepassados, simulações contínuas de acontecimentos anteriores possibilitavam sua sobrevivência. Pois fortalecia o aprendizado de comportamentos bem sucedidos pela repetição de padrões. Simulações de eventos futuros também fortaleciam a sobrevivência, pois lhes davam a capacidade para comparar possíveis resultados.

Hoje, mesmo depois de milhões de anos passados, nosso cérebro ainda cria simulações, mesmo quando não tem nada a ver com situações de sobrevivência. Outro exemplo:

Você está brigando com a sua mente, tentando meditar um pouco, mas quanto mais você tenta, mais você se prende a um pensamento ligado a um desentendimento familiar ocorrido há horas antes… Passa um filme em sua cabeça e de repente você está a milhares de Km de distância. Geralmente são por alguns segundos, mas o suficiente para te tirar do momento presente. Então, fique ligado e tenha em mente que: é somente no momento presente que encontramos a verdadeira felicidade, amor ou sabedoria!

 

Reprogramação mental

Meu blog está tendo uma dimensão que eu não esperava. Agradeço a todos que me deixam mensagens e muitas vezes perguntas. Eu respondo a todas sempre que posso. Minhas postagens não são tão frequentes quanto eu gostaria, porém, este tempo em que não posto nada, é o tempo em que estou dispensando a estudos profundos, a retiros e muita meditação. Cultivar o próprio desenvolvimento, não significa ser egoísta. Na verdade, é um grande presente para as outras pessoas. Pois, se você se desenvolve, consequentemente transforma tudo ao seu redor.

No blog eu tenho uma lista de quais assuntos são mais procurados pelos meus seguidores. E para minha surpresa, é bastante diverso, sinal de que estou no caminho certo. Porém, aos que se interessam mais diretamente à bruxaria, percebo que existem algumas dúvidas quanto a eficácia de feitiços. Pensando nessas pessoas e a quem mais interessar, resolvi dar uma explicação mais profunda, até mesmo como estímulo para que você busque mais além, pesquise, se esforce, questione, procure o autoconhecimento…

Pois bem… Vamos entender um pouquinho como a mente funciona e assim compreender como para algumas pessoas as coisas dão certo e para outras não. Eu demorei muito tempo para assimilar tudo isso. Precisei me aprofundar em neurociência, metafísica e física quântica. A partir daí, tudo começou a mudar!

É importante que você entenda que cérebro e mente são duas coisas diferentes. O cérebro é o órgão físico, palpável que fica dentro da cabeça. A mente é uma vibração, uma energia formada pelos seus pensamentos, crenças, emoções e sentimentos. É na mente que estão guardados os sonhos, as lembranças, os desejos, esperanças, mas também seus medos, culpas, arrependimentos…

Cérebro e mente formam um sistema integrado. O que acontece com a mente transforma o cérebro de maneira temporária ou de maneira duradoura. Aprender como a mente e o cérebro funcionam abre muitos caminhos para conquistar mais felicidade, amor e sabedoria. Para exemplificar a função de cada um… imagine que o cérebro é o seu aparelho de rádio e você procura sintonizar alguma frequência, esta nada mais é do que a mente. Dessa forma, o cérebro é um instrumento que capta e transmite as informações da sua mente!

Nosso cérebro é dividido em duas partes:  

A mente consciente é responsável pelo raciocínio e pela memória de curto prazo. É com ela que você toma decisões, critica, julga… A mente subconsciente representa cerca de 95% do seu cérebro e é onde se encontra a memória de longo prazo. Ela trabalha 24h por dia e está associada aos sentimentos e emoções.

A mente subconsciente não sabe o que é certo ou errado, não identifica se seus pensamentos são negativos ou positivos e não entende o que é real ou imaginação. No momento em que você pensa em algo, o subconsciente te responde: SEJA FEITA A SUA VONTADE…

Se você pensa negativo, vai atrair situações negativas. Mas se você pensa positivo, não necessariamente irá atrair situações positivas. Sabe por que? Porque não adianta apenas pensar positivo, tem que sentir, tem que vibrar positivo. E não é nada fácil se você desconhece as armadilhas da mente. Muitas vezes você por exemplo, deseja começar um novo negócio e pensa nisso com frequência, mas sua mente te auto boicota dizendo: será que pode dar certo? é tão difícil, acho que não consigo… e você por não sustentar pensamento, sentimento, emoção, visualização e ação não conseguirá atrair o que deseja. Não se culpe por isso! A criança até uma certa idade não possui mente consciente, então, tudo que ela vivencia… dificuldades dos pais em manter a família, brigas e desentendimentos, falta  de entusiasmo pela vida, medos e frustrações, entre outros fatores, ficam registrados na mente subconsciente. Para que você entenda, fomos programados na infância e também trazemos de vidas passadas que tudo é difícil… A linguagem e a cultura penetram e moldam nossa mente desde que nascemos.

Mas não precisa se manter assim… Nós podemos reprogramar nosso computador mental através da repetição de um ritual. A repetição de uma determinada tarefa irá nos fazer não somente fortalecer o pensamento em algo, como também nos impulsionar a sentir e acreditar que vai dar certo.

Mas uma coisa é importante a se saber: Você não terá sucesso em nada na vida, enquanto não aprender a ser grato, a perdoar, a amar, a ter boa intenção e a se conectar com Deus. Essas cinco frequências são fundamentais para nosso reprogramação e assim, conseguirmos prosperidade e abundância.

Nós geralmente agradecemos quando algo bom nos acontece, mas quando uma dificuldade, sofrimento ou perda nos abate, 90% de nós não se sente grato, por falta de consciência de que até as coisas ruins, dores e magoas são alavancas que nos farão pessoas melhores. Quando sente gratidão por tudo na vida, você se conecta ao universo, aprende a amar e perdoar. Consequentemente, suas intenções verdadeiras se manifestam atraindo o que deseja.

Agora… não pense que depois de conseguir tudo isso, você nunca mais terá problemas, situações difíceis ou dor. A diferença, é que você não continuará por muito tempo na situação de vítima. O problema aparece e você pensa: Porque ele veio pra mim? O que devo aprender com tudo isso? E então, você age para solucioná-lo e ele perde força, pois você se alinhou a uma vibração elevada. Compreende que tudo passa. Que aquilo que parece não ter solução, solucionado está e que você está aprendendo e evoluindo. Temos de mudar de paradigma, mas só depende do nosso próprio esforço individual. Ao ver meio copo de água, o pessimista diz: esta quase vazio. Mas o otimista, vê o copo quase cheio. é só uma questão de perspectiva.

Bem… espero ter podido colaborar com a sua caminhada na busca pelo autoconhecimento!

Namaste!

Meu método de meditação diária

natureza e yoga...ótima combinação

Com o tempo vamos deixando de ser resistentes e nos aperfeiçoamos. A vida toda tive um modelo de técnica de meditação que realmente foi eficiente por um período. Mas de uns meses pra cá, buscando novos métodos, lendo muito a respeito e testando, claro! Percebo que hoje consigo alcançar de maneira mais profunda, um estado meditativo que causa um efeito calmante mais duradouro. Participei recentemente de um curso muito interessante e aprendi que precisamos antes de iniciar a meditação, despertar o nosso corpo. Eu sempre digo que talvez a minha forma de meditação não seja a melhor. Então, somente você com a prática e  observação do próprio corpo, irá descobrir qual é a melhor técnica que se adapta ao seu estilo.

Resolvi compartilhar o modelo que venho seguindo e que acredito ser fundamental na busca por uma qualidade de vida melhor:

ETAPA 1- aqueço uma xícara de água e espremo metade de um limão. Servirá como um tipo de detox, ensinado na ayurveda. É importante que esse processo seja feito em jejum e tão logo o limão tenha sido cortado, seja utilizado dentro de 15min, pois assim não perde as propriedades. Enquanto bebo bem devagar, ouço um mantra.

ETAPA 2- Desperto meu corpo com alongamentos

ETAPA 3- Desperto a consciência, fazendo respirações profundas:

Inspira em 1234, segura em 123456, expira em 123456, segura em 1 2. Repetir quantas vezes sentir necessidade. É possível que esta técnica faça você bocejar ou sentir tontura, mas é normal…

ETAPA 4-  Ativo frequências:

  • Gratidão: agradeço pela vida, pela saúde, pela família, pelo trabalho, pelas oportunidades de crescimento, pelas tristezas, pelo sofrimento e assim por diante. No início você não consegue sentir gratidão por coisas tristes que aconteceram na vida, mas a repetição faz com que a mudança comece a acontecer com o tempo, principalmente quando percebemos que a dor transforma e nos ajuda a crescer e evoluir.

  • Perdão: Trago a mente todas as mágoas, ressentimentos, perdas, brigas e tudo mais que me feriu. Perdoo e peço perdão, imaginando uma luz envolvendo a situação e largo para o universo.

  • Amor: Imagino uma luz rosa em torno de mim que se expande para todos os lados e sinto o amor por tudo que existe, inclusive por mim.

  • Intenção: Trago a mente, imagens de como desejo que seja o meu dia, que tipo de aprendizado, me imagino feliz, tranquila, serena e convivendo com boas energias.

  • Conexão: Nesse momento visualizo o planeta por inteiro e eu conectada a tudo que existe… natureza, animais, diferentes raças, credos. Todos envolvidos por muita luz.

Fico então em silêncio por alguns minutos, com a coluna reta, queixo alinhado ao chão, braços relaxados ao lado do corpo e preferencialmente sentada no chão em posição de lótus. Nunca se deite para a prática de meditação, pois daí é relaxamento e não meditação.

Boa prática a todos!

Namaste

Ritual celta de unidade com a Terra

Escolha um local ao ar livre, em noite de lua cheia no meio rural. Precisa ser tão privativo e silencioso quanto possível. O fim da primavera, o verão e o início do outono são as melhores ocasiões para executá-lo. Você precisará de:

– Sal,

-Água

– 4 punhados de milho

– 1 garrafa de hidromel (não pode ser vinho)

– 1 cálice

– 2 vasilhas para o sal e para a água

– e um barbante bastante forte ou até mesmo uma corda

Magia Eclética: O Círculo Mágico

Se estiver seguro da privacidade do local, use um roupão, ou, melhor do que tudo, não use nada. Este é um ritual em que a ausência de roupas aumenta o efeito e o eventual resultado.

é de bom alvitre caminhar até o local escolhido, ao menos por uma parte do caminho, pois há nesse fato de caminhar pela serenidade da noite, em direção de um lugar sagrado de reunião, alguma que desafia qualquer tentativa de descrição.

É óbvio que quanto mais sangue celta você possuir, mais você reagirá ao ritual céltico, mas mesmo os de outra raça devem sentir um influxo de poder, devido ao fato de que os animais-totens são parte integrante da pré-história de todas as raças, e através desses totens qualquer pessoa pode receber os contatos que esse rito proporciona. Mais uma vez, a intenção com a qual se vai a um rito é o que lhe dá a solidez.

Ao chegar no local escolhido, escolha um trecho de chão plano e, com o barbante, faça um círculo suficientemente grande, que possa conter uma pessoa deitada. Quando o círculo estiver feito, certifique-se que dentro dele estão todas as coisas de que você irá necessitar. Estenda um tapete ou o que for que tenha trazido para se deitar e coloque o cálice com hidromel no centro do círculo. Carregue agora o sal e a água, como se segue:

Coloque o dedo polegar e o mínimo da mão direita juntos, mantendo esticados os três outros dedos. Aponte-os para o sal, e diga:

CRIATURA DA TERRA, EU TE ABENÇOO. MANDO SAIR DE TI TODO O MAL, PARA QUE POSSAS SER USADO NA LIMPEZA DESTE LOCAL DE TRABALHO. NA PRESENÇA DA LUZ, ESTA CRIATURA DA TERRA ESTÁ CARREGADA.

Faça o mesmo com a água. Depois misture o sal e a água e use esses elementos combinados para salpicar o círculo formado com o barbante. Agora, busque os pontos cardeais, de pé, no centro, olhando para fora. Você deve pegar o milho e caminhar para a parte leste do círculo, e atirar para fora dele um punhado de grãos, dizendo:

CERNNUNOS DOS DOZE GALHOS, EU TE DOU AS BOAS VINDAS. ABENÇOA MEU LOCAL DE TRABALHO E ME MANTANHA LIVRE DO MAL ESTA NOITE.

Caminhe então para o sul e atire outro punhado de milho, dizendo:

EPONA, ÉGUA BRANCA DAS COLINAS, EU TE DOU AS BOAS VINDAS. DÁ A TUA BENÇÃO AO MEU TRABALHO E ME LIVRA DE INTERRUPÇÕES DURANTE O TRABALHO DESSA NOITE.

Caminhando para o oeste, e depois de atirar o milho ao chão, deve, então, dizer:

MONA, VACA SAGRADA DA ILHA SAGRADA, EU TE DOU AS BOAS VINDAS. TRAGA UMA BÊNÇÃO AO MEU TRABALHO, E ME GUARDA DENTRO DESSE CÍRCULO.

por fim, passando para o norte, deve atirar ao chão, o resto do milho, e receber o último e maior dos guardiões, assim:

ARTOR, GRANDE URSO, ARTHUR E SENHOR DE LOGRES, EU TE DOU AS BOAS VINDAS. DEPOSITA UMA BÊNÇÃO EM MEU TRABALHO E ME CONCEDA PAZ NO CORAÇÃO, NA MENTE E NO CORPO, ESTA NOITE.

À proporção que se chama cada uma dessas figuras, ela deve ser visualizada tão nitidamente quanto possível. Quando tudo estiver feito, inicia-se a fase seguinte. Deite-se no centro do círculo, estendendo braços e pernas como se estivesse formando uma estrela de cinco pontas, colocando o cálice entre as coxas. Cuidado para nenhuma parte do corpo ficar de fora do círculo, isso iria alterar a simetria do desenho.

Quando se tiver chegado a este ponto, deitado em silêncio sob um céu enluarado, deve-se começar a construir os 4 grandes guardiões das Ilhas Bem-aventuradas, nos 4 quartos que o rodeiam. Acima, o quinto deles está suspenso, à espera: A Grande Caldeira de Deridwen, a lua em sua plenitude.

Fique calmo, deixe que os sons e os cheiros da noite sejam absorvidos pelo seu corpo. Leve ar aos pulmões em aspirações calmas e curtas, examinando cada cheiro e tentando identificá-lo. Ouça não apenas os sons da noite, mas o próprio silêncio, que é o mais poderoso dos sons. Deixe que a Terra o embale, relaxe sobre ela e sinta a Mâe Terra vindo de sob o seu corpo, para abraçá-lo e confortá-lo, pois você é um filho dela. Sinta a relva e o solo sob suas mãos e saiba que uma parte do seu corpo é feito da mesma substância. Observe a lua que sobe pela colina do céu noturno, e quando ela chegar ao seu ponto mais alto, feche os olhos e pense em si próprio como parte de uma roda. Essa roda começa a girar, como se mão gigantesca a estivesse girando juntamente com você, mas não precisa ter medo. A roda é semelhante a um carrossel cósmico, parte da Roda da Vida que gira sobre a turfa macia e verde da Inglaterra, ou semelhante àquelas espirais que se podem ver gravadas por mãos estranhas, nas silenciosas Cruzes Célticas, há muito tempo.

A roda, que é você, começará a girar mais depressa. Você faz parte de tudo o que essa raça da ilha já foi ou sempre será, e a roda, que você mesmo, irá erguer-se da terra, levando para cima a essência da sua raça, girando como o Castelo de Arianrhod, por cima, e para cima da grande caldeira que brilha sobre você, negra por fora, mas de um brilho prateado por dentro. Cada vez mais próximo, você girará, até ser parte da própria brancura, misturando-se a ela, e olhando para baixo, para a terra que jaz, em seu verde profundo, na luz que emana de você para ela.

O sacrifício está realizado. A essência da raça foi oferecido ao mais antigo dos cálices, para renascer e ser refeita. O campo jaz em torno, esperando que você traga consigo o Mistério do Cálice e o espalhe como uma bênção sobre toda a região. Longe, lá embaixo, há um pequeno círculo de luz, no qual estão deitadas minúsculas figuras. Em torno, erguem-se as quatro formas gigantescas, os Guardiões que foram invocados, vistos agora em sua estatura completa: um veado de doze galhos levantando os chifres altivos, o Cornígero, batendo aterra com as patas enquanto gira a cabeça para todos os lados; uma égua branca reluzindo ao lar, batendo um casco impaciente, sacudindo a cabeça, alerta a qualquer passo estranho, soltando pelas narinas leves flocos brancos de respiração; uma Vaca Branca e Preta, o mais antigo dos guardiões, tosando calmamente a relva enquanto espera, com a paciência que lhe é própria; e, ao norte, o Grande Urso, o ARTOR da nossa raça, balançando-se como fazem os ursos, de um lado para outro, guardando, como o Rei Urso sempre guardou os de sua espécie e sangue.

Mais uma vez, mesclado à brancura que o envolve, girando suavemente, mas flutuando de novo para a terra, cada vez mais próximo dela, você sentirá o chão relvoso receber novamente o seu corpo, e relaxará sobre ele, deixando-se amparar por ele. Agora, conserve-se deitado tranquilamente por algum tempo, e deixe que a visão, os sons e os cheiros voltem a encher o seu corpo, em retribuição ao que você trouxe consigo lá de cima – a bênção do Cálice. Leve os braços, lentamente para seus lados, mova seu corpo, sente-se, sem pressa, e deixe, que tudo que o rodeia lhe dê as boas vindas por seu regresso.

Pegue o cálice, mova-o para o leste, e deixe tombar um pouco de hidromel sobre a terra, dizendo:

CERNUNNOS DOS DOZE GALHOS, EU TE AGRADEÇO POR TUAS BÊNÇÃOS, E POR TUA PROTEÇÃO.

Então, deve ir para o sul e dizer:

EU TE AGRADEÇO, EPONA, POR TUA BÊNÇÃO E PELA DÁDIVA DA TRANQUILIDADE.

Então, indo para oeste, deve dizer:

MONA DA ILHA SAGRADA, EU TE AGRADEÇO PELA TUA BÊNÇÃO E PELA TUA VIGILÂNCIA.

Por último, vá para o norte e diga:

ARTOR, GRANDE URSO, ARTHUR E SENHOR DE LOGRES, EU TE AGRADEÇO PELAS TUAS BÊNÇÃOS, E PELA BELEZA E PAZ DESTA NOSSA TERRA.

Certifique-se de que uma gota de hidromel foi dada a todos os guardiões, e então, beba o que restou e reparta com a terra.

Agora desfaça o nó do barbante que constitui o círculo e enrole, movendo-se no sentido anti-horário dizendo:

ASSIM COMO ENROLO ESTA CORDA, FIQUE O CÍRCULO FECHADO.

Reúna suas coisas, veja se o lugar ficou agradável e limpo, e pode partir depois de ter tomado uma xícara de café ou chá, quentes.

Se este ritual for realizado regularmente, e no mesmo lugar, se tornará separado nos níveis interiores e será sagrado por direito próprio. Você verá que, se persistir, sentirá uma sensação de feliz acolhimento, ao se aproximar do local. Quanto mais for usado, mais rapidamente as quatro figuras serão construídas, e mais poderosas se tornarão. Isso logo começará a influenciar toda a região rural circundante. No que concerne à vida selvagem e à ecologia, este ritual trará satisfação e unidade com a terra, nunca sentida antes.

Tradição celta

O celtas como raça, infiltraram-se em quase todos os países da Europa, deixando a maraca de sua presença por onde quer que passassem. Onde o amor da música, a poesia e a linguagem fluente forem encontrados, ali os celtas itinerantes plantaram a sua semente. Onde quer que a forma de vestuário conhecido como “KILT” for vista, ou um instrumento baseado no uso de uma gaita de foles for ouvido, por ali o celta passou também.

Os Mistérios Célticos, como a própria raça, são altamente complexos, com muitas linhas inter-relacionadas de pensamento e uso. Ainda assim, eles permanecem notavelmente fluidos e de longo alcance, com um simbolismo que é, a um só tempo, belo e muito intricado. É possível levar-se toda uma existência para estudar integralmente a Tradição Céltica, mas as formas e arquétipos principais são facilmente contactáveis. São parte do próprio solo britânico e de quem quer que tenha o mais ligeiro traço do sangue de Albion e ainda estão à espera de serem chamados das profundezas da mente racial.

Um dos principais arquétipos dessa tradição é o da cabeça sagrada. Os celtas sempre deram atenção especial a essa imagem. Na tradição cabalística, ela se equipara a Kether, o ponto de manifestação. Toda a Inglaterra está repleta de nomes de lugares e alusões à Cabeça Sagrada: Nag’s Heads, King’s Heads, Horse’s Head e muitas outras variações.

O antigo nome para head (cabeça) era “pate”, comum para designar caminhos e estradas na região rural. Assim, temos: Pate’s Hill, Pate’s Manor, Royal Pate e outros. Cavalos sem cabeça, bem como freiras, salteadores, cocheiros, para nada dizer sobre umas tantas damas da realeza, assombram muitas das estradas, casas e igrejas, e cortar a cabeça foi, por muitos séculos, a forma de morte, sendo, em tempos passados, a significação de sacrifício nos primeiros rituais, e, mais tarde, a forma de punição que se abateu sobre as pessoas acusadas de crimes contra o Estado ou contra a pessoa do monarca.

Durante muito tempo, existiu o costume de expor as cabeças desses traidores em postes acima do Portão da Torre de Londres. A tribo dos Icenis, governada a certa altura pelo famoso Boudicca, era muito dada a podar as cabeças de romanos que se extraviassem, empalando-as em varas que usavam como uma espécie de estandarte selvagem, com o qual iam às guerras.

Talvez o maior dos arquétipos da Cabeça seja Bran, de quem a lenda diz que, embora morto em combate, nem por isso deixou de ordenar que a sua cabeça fosse levada para a sua terra natal. A viagem durou muito tempo, e, ao longo do caminho, a cabeça falou, cantou e discutiu os acontecimentos diários com os antigos companheiros, a cada noite, quando acampavam. Dizem que, por fim, a miraculosa cabeça foi enterrada sob a Torre Branca, que fica dentro da Torre de Londres, de onde guarda o país. Enquanto ela permanecer tranquila, dizem, a terra de Albion permanecerá livre de invasores.

Além de Bran, há um espantoso número de deidades célticas, e a confusão aumenta pelo fato de estarem os celtas divididos em irlandeses – escoceses, galeses-cornualeses, celtas-bretões, e cada grupo tem nomes ligeiramente diferentes para os mesmos deuses. A linha gaélica adotou muitos dos deuses romanos e os misturou alegremente com os próprios deuses. Os celtas das Ilhas Bem-aventuradas, pelo fato de viverem numa ilha, mantiveram formas de cultos muito mais puras. Isto trouxe muitos de seus costumes até nós, no folclore e em cerimônias tradicionais, relativamente pouco alterados. Muitos de seus antigos pontos de reunião, por exemplo, ainda são mantidos como tal, e ainda outros, com o passar dos séculos, tornaram-se locais de reunião de um tipo diferente, sendo, agora, hospedarias ou tavernas, tão caras aos ingleses. Com a morte da antiga fé, esses locais, assim transformados, tornaram-se apenas pontos de repouso durante as viagens longas. O número de hospedarias denominadas “The Green Man”, é portanto, uma legião, referindo-se, na realidade, à memória de Cernunnos, o cornígero deus da fertilidade dos celtas, e refere-se, sem dúvida, também àqueles deuses que vieram antes dele. O nome Cabeça de Cavalo é outra denominação que se refere a Epona, a deusa equina, cujos símbolos outrora cobriam as colinas da Inglaterra e ainda são visíveis em um ou dois lugares, entalhados em greda. Ainda hoje, nas grandes feiras rurais realizadas anualmente em toda a Inglaterra, os grandes cavalos reprodutores são enfeitados com ornamentos singularmente trabalhados e tem as crinas e as caudas trançadas à moda antiga dos cavalos que iam para o sacrifício. A expressão Merrie England ( a Alegre Inglaterra) toma novo significado, quando se sabe que a palavra Merrie quer dizer também, “encantada”, ou parecida com fadas e feiticeiras.