Ghandi

Gandhi was responsible for getting the British to allow India to form its own government through his technique of satyagraha, or non-violence.:

Mohandas Karamchand Ghandi foi um líder espiritual e pacifista indiano. Nasceu na cidade indiana de Bombaim, no ano de 1869.

Durante a infância e adolescência foi educado na Índia. Quando adulto foi estudar em Londres (Inglaterra), onde cursou direito, formando-se  advogado. Ao retornar para a terra natal, tornou-se membro do Supremo Tribunal de Bombaim.

Em 1893 mudou-se para a África do Sul para trabalhar como advogado. Atuou em defesa da minoria hindu que vivia neste país africano, lutando pelos direitos iguais.

Ideais defendidos 

Em 1914 retornou para a Índia, onde começou uma campanha pela paz entre hindus e muçulmanos, que viviam em conflito. 

Atuou também contra o domínio britânico na Índia. Gandhi defendia a criação de um estado autônomo na Índia. Em função destas posições foi preso várias vezes pelos britânicos.

Gandhi era contra a violência, defendendo as formas pacíficas de protesto como, por exemplo, greves, passeatas, retiros espirituais e jejuns.

Foi uma das principais figuras no processo de independência da Índia. Obteve bons resultados na pacificação entre muçulmanos e hindus. Porém, em 1948, foi assassinado em Nova Délhi por um extremista hindu. Passou a ser chamado de Mahatma (em sânscrito “grande alma”) Gandhi.

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Dalai Lama

O grande líder espiritual Dalai Lama definiu os “10 ladrões da energia” que todos devem conhecer para ter um melhor equilíbrio de suas energias. Confira!:

O Dalai Lama é o título de uma linhagem de líderes religiosos da escola Gelug do budismo tibetano, em se tratando de um monge e lama, é reconhecido por todas as escolas do budismo tibetano. Também foram os líderes políticos do Tibete entre osséculo XVII até 1959, residindo em Lhasa. O Dalai Lama é também o líder oficial do governo tibetano em exílio, ou Administração Central Tibetana. “Lama” é um termo geral que se refere aos mestres budistas tibetanos. O atual Dalai Lama é muitas vezes chamado de “Sua Santidade” por ocidentais, embora este pronome de tratamento não exista no tibetano, não se tratando de uma tradução. Tibetanos podem referir-se a ele através de epítetos tais como Gyawa Rinpoche que significa “grande protetor”, ou Yeshe Norbu, a “grande joia”.

Acredita-se que o Dalai Lama seja a reencarnação de uma longa linha de tulkus, que optaram pela reencarnação, a fim de esclarecer a humanidade. O Dalai Lama é muitas vezes considerado o chefe da Escola Gelug, mas esta posição oficialmente pertence ao Ganden Tripa, que é uma posição temporária nomeada pelo Dalai Lama (que, na prática, exerce mais influência). Pode-se considerar que Sua Santidade é o “rei” do Tibet, que foi durante muito tempo um Estado governado por líderes religiosos que no ocidente são chamados de teocráticos, o termo não é exato porque no Budismo não há a figura de um único Deus criador. Dalai significa “Oceano” em mongol e “Lama” é a palavra tibetana para mestre, guru, e várias vezes referido por “Oceano de Sabedoria”, um título dado pelo regime mongoliano a Altan Khan e agora aplicado a cada encarnação na sua linhagem. Os Dalai Lama são mostrados como sendo a manifestação de Avalokiteshvara, o Bodhisattva da Compaixão, cujo nome é Chenrezig em tibetano. Após a morte do Dalai Lama, uma pesquisa é instituída pelos seus discípulos para descobrir o seu renascimento, ou tulku.

Paramahansa Yogananda

Paramahansa Yogananda (5 de janeiro de 1893 a 7 de março de 1952), foi um iogue e guru indiano. É considerado um dos maiores emissários da antiga filosofia da Índia para o Ocidente. Através da Self-Realization Fellowship (SRF), a organização que fundou ao chegar aos Estados Unidos, foi pioneiro ao promover a prática da meditação por meio das lições que os estudantes recebiam em casa, pelo correio, para cumprir a sua missão mundial de difundir as técnicas de Kriya Yoga. Paramahansa Yogananda teve sua singular história de vida imortalizada no best-seller Autobiografia de um Iogue.

Infância, juventude e busca espiritual

Conforme contado por seu irmão, Sananda Lal Ghosh, Paramahansa Yogananda nasceu com o nome Mukunda Lal Ghosh no dia 5 de Janeiro de 1893, na cidade de Gorakhpur, Índia, numa devota e abastada família Bengali. Desde os primeiros anos, sua consciência e experiências espirituais já eram reconhecidas por todos ao seu redor como muito além do comum, passando por lembranças de suas vidas passadas, brincadeiras em que voluntariamente suspendia a vida do seu corpo deixando todos alarmados, à tentativas de fugas ao Himalaia, interrompidas por seus familiares.

A morte da mãe, à quem amava intensamente, foi comunicada a ele por uma aparição mística e intensificou sua busca pessoal por Deus. Ansiando encontrar um mestre iluminado para guiá-lo em sua busca espiritual, durante a juventude Yogananda procurou a presença de muitos sábios e santos da Índia que sempre lhe diziam para aguardar o momento certo, quando seu guru, apontado por Deus, surgiria.

Em 1910, com a idade de 17 anos, finalmente sua busca pelo mestre cessou diante do encontro com Swami Sri Yukteswar. Segundo suas próprias narrativas, foi no eremitério de Sri Yukteswar que passou a melhor parte do 10 anos seguintes, recebendo disciplina rígida, porém amorosa, enquanto adquiria sobejas experiências da realidade do espírito.

Após formar-se na Universidade de Calcutá em 1915, ele fez os votos formais e entrou na Ordem monástica dos Swamis, ocasião em que recebeu o nome Yogananda (que significa bem-aventurança, ananda, através da união divina, yoga).

Predestinado a uma Missão Mundial

Além do que é relatado na Autobiografia, de acordo com diversos livros de amigos e familiares, várias ocorrências invulgares desde o nascimento de Yogananda, já anunciavam que a ele era destinada uma missão mundial. A sua trajetória estava intimamente entrelaçada com a de três seres, cuja sabedoria e singularidade, Yogananda viria exaltar ao mundo: Mahavatar Babaji, intitulado o Cristo Iogue da Índia Moderna e guru de Lahiri Mahasaya. Lahiri, guru de seus pais e de Swami Sri Yukteswar. E seu próprio mestre, Sri Yukteswar, que o preparou a pedido de Babaji para difundir a Kriya no Ocidente.

Prenúncios por Lahiri Mahasaya

Quando era um bebê, sua mãe levou-o numa visita à Lahiri Mahasaya. Apesar de oculta entre a multidão de discípulos, o guru a chamou e fez a profecia:

“Mãezinha, seu filho será um iogue. Semelhante a um motor espiritual, ele conduzirá muitas almas ao reino de Deus. Nota: Yogananda conta na Autobiografia, que aos 8 anos foi curado do cólera, pelo auxílio invisível de Lahiri Mahasaya.

Por volta de 13 anos de idade, certo dia desobedeceu às instruções paternas de ir da escola direto para casa e rumou com o irmão mais novo para a “boca do rio”, perto do Porto. No caminho distraíram-se em traquinagens infantis colhendo frutas, e já estava anoitecendo, quando alguém chamou pelo nome de “Mukunda” (Yogananda).

Os dois garotos aproximaram-se do desconhecido notando a estranheza de uma luz que se desprendia dele. Yogananda, num gesto de respeito inclinou-se tocando os pés do homem, que o abraçou e beijou na cabeça dizendo:

“Mukunda, é desejo de Deus que hoje eu venha a ti. Lembra o que te digo. Vieste à terra como representante de Deus para cumprir seus desejos. Teu corpo é Seu templo, santificado pela oração e a meditação. Não corras atrás dos prazeres ou satisfações materiais. Tu mostrarás o caminho que conduz à felicidade verdadeira, e mediante teus conhecimentos espirituais libertarás aos que estão sofrendo, sumidos na ignorância. Nunca esqueças que és um com Maha Purusha, a quem somente alcançam aqueles que são supremamente realizados na meditação. Teu corpo, tua mente e tua vida jamais deverão desviar-se de pensar em Deus, nem sequer por um momento. As bênçãos do Pai Infinito estão sobre ti. Tua fé Nele deve ser absoluta. Ele te protegerá de todos os perigos. Somente Ele é eterno neste mundo, tudo o mais é efêmero e incerto. Um dia, teus ideais yóguicos inspirarão a toda humanidade. Mukunda, continua avançando!

Ao chegarem em casa, Yogananda conduziu o irmão até a foto de Lahiri Mahasaya, mostrando que misterioso santo que lhes aparecera, era o guru de seus pais, falecido há 11 anos.

 No cap. 12 da Autobiografia, Yogananda relata um episódio profético, quando Sri Yukteswar estava interpretando as escrituras e interrompeu-se para chamar sua atenção, advertindo-o que seus pensamentos deveriam concentrar-se integralmente nas explicações. Diante da réplica de Yogananda afirmando estar atento, seu guru respondeu:

“Sua objeção me obriga a declarar que, nas profundezas de sua mente, você criava três instituições. Uma era um retiro em meio aos bosques de uma planície, outra no cimo de um monte, e a terceira junto ao oceano.”

– Aqueles pensamentos vagamente formulados haviam se apresentado, de fato, quase subconscientemente. Olhei-o com ar de desculpa.

“Seus sonhos arquiteturais se materializarão mais tarde. Agora é tempo de estudar”!

– Assim, incidentalmente, em seu estilo simples, meu Mestre revelou conhecer o advento de três importantes acontecimentos em minha vida. Desde o alvorecer de minha juventude, eu tivera vislumbres enigmáticos de três edifícios, cada um em paisagem diferente. Na seqüência exata em que Sri Yukteswar os mencionou, estas visões acabaram por se concretizar. Em primeiro lugar, veio a fundação de minha escola de ioga para meninos numa planície em Ranchi; depois, a sede americana no cimo de um monte em Los Angeles; e afinal, o retiro de Encinitas, na Califórnia, defronte ao vasto Pacífico.

 Um dia Sri Yukteswar questionou porque Yogananda se opunha à idéia de organizações. (Yogananda argumentava que elas se assemelhavam à “caixas de marimbondos”). Sri Yukteswar replicou:

“Poderia você, ou alguém, atingir a comunhão com Deus através da ioga, se uma linhagem de mestres de coração generoso não tivesse condescendido em transmitir seu conhecimento aos outros? Deus é o Mel, as organizações são as colmeias; ambos são necessários. Qualquer forma é inútil, naturalmente, sem o espírito, mas por que você não dá início a colmeias operosas, repletas de néctar espiritual?”

Foi a partir desse diálogo que Yogananda decidiu que compartilharia com quantos fosse possível, as “verdade libertárias” que aprendera junto ao seu guru, iniciando em seguida, a fundação de uma escola na India e a Self-Realization Fellowship nos EUA.

Prenuncios por Babaji

Sri Yukteswar conta sobre seu primeiro encontro com Babaji, ocasião em que este lhe revelou a missão de Yogananda:

“Percebi que você está tão interessado no Ocidente quanto no Oriente. Senti as angústias de seu coração, amplo bastante para pulsar por todos os homens. Foi por isso que o chamei aqui.”

“Oriente e Ocidente devem marchar por uma mesma estrada de atividade e espiritualidade combinadas. A Índia tem muito a aprender do Ocidente quanto ao desenvolvimento material; em troca, a India pode ensinar os métodos universais que possibilitarão ao Ocidente basear suas crenças religiosas nos alicerces inabaláveis da ciência da ioga.”

“Você, Swamiji, tem um papel a desempenhar no intercâmbio harmonioso que se efetuará entre o Oriente e o Ocidente. Daqui a alguns anos, vou lhe enviar um discípulo que você treinará para a disseminação da ioga no Ocidente. As vibrações de muitas almas, sedentas de espiritualidade, chegam de lá até mim, como um dilúvio. Percebo santos potenciais na América e na Europa, esperando ser despertados.”

Neste ponto de sua história, Sri Yukteswar mergulhou seu olhar inteiramente no meu. “Meu filho” – disse ele, sorrindo sob o resplandecente luar – “é você o discípulo que, há anos atrás, Babaji prometeu me enviar.”

Pouco antes de partir para a América, Yogananda relata seu próprio encontro com Babaji, quando sentia muita apreensão diante da súbita mudança:

Naquele momento, ouvi uma batida na porta de minha casa de Gurpar Road. Atendendo ao chamado, vi um jovem vestido com o traje escasso do homem de renúncia. Ele entrou.

“Deve ser Babaji!” – pensei, ofuscado, porque o homem diante de mim tinha o aspecto de um jovem Lahiri Mahasaya. Ele respondeu ao meu pensamento:

Sim, sou Babaji. Nosso Pai Celestial ouviu sua prece. Ele me ordena que lhe diga: “Obedeça a seu guru e vá à América. Nada receie: será protegido.

Eu o escolhi para difundir a mensagem de Kriya Yoga no Ocidente. Há tempos atrás encontrei seu guru Yukteswar numa Khumba Mela e lhe disse que enviaria um discípulo ao seu ashram para receber treinamento com esse fim. Kriya Yoga, a técnica científica para alcançar consciência de Deus, terminará por difundir-se em todas as terras e ajudará a harmonizar as nações através da percepção pessoal e transcendente que, do Pai Infinito, o homem alcançará.

Concretizando a Missão Mundial

  • A Escola de Ranchi

Yogananda começou a missão de sua vida com a fundação, em 1917, de uma escola da “Arte do Viver” (Yogoda Satsanga Brahmacharya Vidyalaya em Ranchi) para meninos, na qual os modernos métodos educacionais eram combinados com treinamento em yoga e nos ideais espirituais, além de manter um serviço médico ao ar livre de ajuda medicinal e cirúrgica para atendimento à pobres de todas as regiões. Em uma visita à escola em 1925, Mahatma Gandhi escreveu no livro destinado aos visitantes: “Essa instituição deixou uma profunda impressão em minha mente”.

  • Ida para os Estados Unidos

Em 1920, foi convidado para participar como representante da Índia em um Congresso de líderes religiosos que aconteceu em Boston. Inseguro porque não falava bem o inglês, Yogananda perguntou a Sri Yukteswar se deveria ir.

“Todas as portas estão abertas para você. É agora ou nunca!”

Chegando à América, seu discurso com o tema “A Ciência da Religião”, foi recebido com tanto entusiasmo que ele foi convidado a dar uma série de outras palestras em diversas cidades americanas.

  • Fundando a Self-Realization

Ainda em 1920, Yogananda fundou sua organização que chamou de Self-Realization Fellowship (Associação da Auto-Realização), destinada a representá-lo, disseminar seus ensinamentos e a filosofia do ioga para o mundo. Atraiu em torno de si discípulos que dedicaram-se ao monatério na SRF e desempenhariam importante papel no auxílio de seus ideais de difusão de Kriya Yoga. Nota: muitos desses primeiros discípulos permaneceram até o fim de suas vidas na Self-Realization Fellowship e alguns ainda são vivos e atuantes no Conselho da organização.

  • Difusão dos ensinamentos

Pelos próximos anos Yogananda viajou extensivamente e fez inúmeras palestras para auditórios super lotados. O Los Angeles Times registrou: “O Philharmonic Auditorium apresentou uma lotação espetacular com milhares de pessoas, muitos ficaram de fora sem conseguir entrada já uma hora antes do início da palestra, com os 3 mil lugares do teatro cheios até o limite de sua capacidade”.

Em 1924, embarcou em uma viagem transcontinental que o levou até o Alasca, para divulgar sua mensagem e ao retornar estabeleceu a sede central da Self-Realization Fellowship em Los Angeles, que se tornou o centro espiritual e administrativo de seu trabalho até os dias de hoje.

Visita à India (1935-1936)

Em 1935, Yogananda partiu em uma viagem de dezoito meses pela Europa, Palestina e Índia. Ocasião em que encontrou-se com diversas personalidades reconhecidas e relatadas em sua Autobiografia.

Nesse mesmo ano seu guru Sri Yukteswar lhe conferiu o mais elevado título espiritual da índia: Paramahansa (Supremo Cisne) que significa “aquele que manifesta o estado maior de comunhão ininterrupta com Deus”. E em 1936, enquanto Yogananda percorria outras cidades, Sri Yukteswar entrou em mahasamadhi (a saída consciente final do corpo realizada por certos mestres) em Puri.

Durante essa viagem Yogananda também visitou discípulos de Lahiri Mahasaya, sua esposa e familiares, levantando dados para escrever sobre a vida dele, que alguns anos depois o tornaria largamente conhecido no mundo, cumprindo mais uma profecia citada por por Lahiri antes ainda do nascimento de Yogananda: “Aproximadamente cinqüenta anos após a minha morte, escrever-se-á um relato de minha vida, em virtude do grande interesse que, pela Ioga, há de nascer no Ocidente. A mensagem da Ioga circundará o globo. Ajudará a estabelecer a fraternidade e a unidade dos homens, com base na percepção direta que terão do Pai único.” A morte de Lahiri ocorreu em 1895. Em 1945, exatamente 50 anos depois, Yogananda lhe rendia destacada homenagem na Autobiografia de um Iogue.

Mahasamadhi – A Saída Final Consciente do Corpo realizada por um Iogue

Conforme relatado por vários de seus discípulos, em diversas ocasiões pouco antes da sua morte, Yogananda deu uma série de indicações que havia chegado a hora de deixar o mundo, mas nenhum deles compreendeu na época. E nos dias que antecederam sua partida, realizou uma detalhada agenda de visitas, cartas, contatos e instruções pessoais, numa clara alusão de despedida como se verificou depois.

Em 7 de março de 1952, Yogananda participou de um jantar homenageando a visita do embaixador indiano aos E.U.A Binay Ranjan Sen e sua esposa no Biltmore Hotel, em Los Angeles. Duzentos e quarenta convidados estavam presentes, incluindo-se 35 estudantes da SRF, vindos de Los Angeles e cidades vizinhas. Após a conclusão do banquete, Yogananda falou a respeito da Self-Realization Fellowship e sua influência sobre a paz e a boa vontade entre as nações, sobre as contribuições da Índia e da América para a solidariedade mundial e o progresso humano, expressando sua esperança de um “Mundo Unido”, “um lar espiritual de Deus”. Concluiu seu discurso com as a estrofe final de seu poema “Minha Índia”

“Onde o Ganges, os bosques, as grutas do Himalaya e os homens sonham com Deus; Eu sou abençoado, meu corpo tocou este solo.”

e caiu ao chão com um sorriso no rosto.

Incorruptibilidade corporal

Na revista Time Magazine, em 4 de Agosto de 1952, foi publicado o depoimento do sr. Harry T. Rewe, diretor do Cemitério de Forest Lawn de Los Angeles, que descreveu em uma carta enviada à SRF, sua experiência inusitada com a incorruptibilidade do corpo de Yogananda, conforme trecho abaixo:

“A ausência de quaisquer sinais visíveis de decomposição no cadáver de Paramhansa Yogananda constitui o mais extraordinário caso de nossa experiência … Nenhuma desintegração física era visível no corpo, mesmo vinte dias após a morte … Nenhum indício de bolor revelava-se em sua pele e nenhum dessecamento (secagem) ocorreu nos tecidos orgânicos. Tal estado de preservação perfeita de um corpo, até onde vão nossos conhecimentos dos anais mortuários, é algo sem paralelo …Nenhum odor de decomposição emanou de seu corpo em qualquer tempo … A aparência física de Yogananda em 27 de março, pouco antes de colocar-se a tampa de bronze no ataúde, era a mesma de 7 de março. Ele parecia, em 27 de março, tão cheio de frescor e intocado pela corrupção, como na noite de sua morte.”

Ensinamentos e Kriya Yoga

Yogananda ensinou a unidade das religiões e a reverência por todos os seres elevados que estiveram na Terra para resgatar a essência da divindade no homem. Ele declarava a necessidade da experiência direta da verdade em oposição à cega: “A verdadeira base da religião não é a fé, mas a experiência intuitiva. A intuição é a força da alma no conhecimento de Deus. Para conhecer profundamente a religião, é necessário conhecer Deus.

Em ressonância ao tradicional ensinamento hindu, argumentava que todo o universo é um filme cósmico de Deus, e que os indivíduos são meros atores do drama divino, a desempenhar papéis que mudam através da reencarnação. Que o profundo sofrimento da humanidade está enraizado na identificação estreita com a representação dos papéis, e o sofrimento cessa pela identificação com o diretor do filme, ou Deus.

Para isso, promoveu o ensino da meditação em Kriya Yoga, como um meio para auxiliar as pessoas a alcançar esse entendimento, que ele definiu como auto-realização:

  • “O mistério da vida e da morte, cuja solução é o único objetivo da passagem do homem pela Terra, está intimamente entrelaçado com a respiração. Um ser humano identifica-se falsamente com sua forma física porque as correntes vitais da alma são transportadas pela respiração para o interior da carne, com tamanha intensidade, que o homem toma o efeito pela causa, e supõe, idolatramente, que o corpo tem vida própria.”

  • “Para despertar a memória de sua própria divindade, o homem comum de nada mais precisa que a técnica de Kriya Yoga, a observância diária dos preceitos morais e a aptidão de clamar sinceramente o anseio por conhecer a Deus. Usando a chave de Kriya, as pessoas que não podem crer na divindade de homem algum, contemplarão, por fim, a plena divindade de si mesmas”.

  • Deus é Amor; logo, Seu plano para a criação só pode ter raiz no amor. Não oferece este simples pensamento mais consolo ao coração humano que todos os raciocínios dos eruditos? Todo santo que penetrou no âmago da Realidade deu testemunho de que existe um planejamento divino do universo, pleno de beleza e de alegria.”

  • Livros Originais de ensinamentos e Palestras de Paramahansa Yogananda, Editados pelos Monges da SRF – Onde encontrar: wwww.omnisciencia.com.br

A Self-Realization Fellowship e o Futuro da Missão de Paramahansa Yogananda

A Self-Realization Fellowship foi fundada por Paramahansa Yogananda em 1920 com a intenção de disseminar e manter puros seus ensinamentos. A SRF é uma organização religiosa e educacional, não-sectária, sem fins lucrativos e sua filial na Índia é a Yogoda Satsanga Society (YSS), fundada em 1917.

Após o mahasamadhi de Paramahansa Yogananda, seu discípulo Rajarsi Janakananda (James J. Lynn) assumiu a presidência e liderança espiritual da organização. Dono de grande empresa e multimilionário, James J. Lynn conheceu Yogananda em 1932. Sua vida mudou e continuando a liderar seus negócios em Kansas City, se dedicou ao caminho espiritual da Self-Realization Fellowship. Um exemplo de equilíbrio entre eficiência material e dedicação a Deus, ele alcançou a libertação final no Espírito, segundo Yogananda. Ele faleceu em 22 de fevereiro de 1955.

De 1955 a 2010, a presidente da SRF foi Sri Daya Mata, que havia sido treinada pessoalmente pelo próprio Guru para assumir tal responsabilidade. Através do serviço e exemplo de Sri Daya Mata, assim como dos vários outros discípulos monásticos também treinados pessoalmente por Paramahansa Yogananda, a SRF cresceu, se expandiu e agora é uma organização que possui Ashrams, Templos e Grupos de Meditação em mais de 60 países, onde devotos se reúnem para praticarem juntos as técnicas de meditação ensinadas por Yogananda. Sri Daya Mata faleceu com 96 anos em 30 de novembro de 2010.

Desde 7 de Janeiro de 2011, Sri Mrinalini Mata tem sido a presidente e líder espiritual desta organização. Mrinalini Mata é um dos discípulos mais próximos de Paramahansa Yogananda e mesmo tendo conhecido Yogananda com apenas 14 anos, ela foi escolhida e treinada pessoalmente por ele para ajudar a guiar sua organização depois de seu mahasamadhi. Ela tem servido abnegadamente a obra do Guru por mais de 60 anos; e, de 1966 a 2010, liderou a organização como vice-presidente junto de Sri Daya Mata.

A SRF possui um website em inglês (www.Yogananda-SRF.org (em inglês)), onde oferece mais informações sobre sua missão, fundador e Kriya Yoga, e contatos dos numerosos Centros de Meditação por todo o mundo. Para informações em Português, contate a Sede Central International da Self-Realization Fellowship em Los Angeles, CA, onde há monges e monjas que falam português.

A Ordem Monástica da Self-Realization Fellowship

No coração da organização de Yogananda está a Ordem monástica da Self-Realization, também fundada por Paramahansa Yogananda. Residindo nos ashrams da SRF, após um período adequado de treinamento, devotos qualificados podem se tornar monges e monjas da Ordem. Fazem votos de simplicidade (desapego às posses), celibato, obediência (disposição voluntária para seguir as regras de vida prescritas por Paramhansa Yogananda) e lealdade (dedicação ao serviço da Self-Realization Fellowship). Estes monges e monjas dedicam suas vidas à meditação profunda, a desenvolver cada vez mais profundo amor a Deus e ao serviço à humanidade através das várias atividades humanitárias e espirituais desta organização.

Jiddu Krishnamurti

Krishnamurti foi um filósofo,escritor, e educador indiano. Proferiu discursos que envolveram temas como revolução psicológica, meditação, conhecimento, liberdade, relações humanas, a natureza da mente, a origem do pensamento e a realização de mudanças positivas na sociedade global. Constantemente ressaltou a necessidade de uma revolução na psique de cada ser humano e enfatizou que tal revolução não poderia ser levada a cabo por nenhuma entidade externa seja religiosa, política ou social. Uma revolução que só poderia ocorrer através do autoconhecimento; bem como da prática correta da meditação ao homem liberto de toda e qualquer forma de autoridade psicológica.

Jiddu Krishnamurti ( encarnação de Krishna) veio de uma família telagú de linha Brahmanica. Nasceu em 12 de maio em um pequeno povoado situado a 250 quilómetros ao norte de Madrasta. Como oitavo filho, seu nome foi dado segundo a tradição ortodoxa hindu, em homenagem a Sri Krishna que havia sido também um oitavo filho.

Seu pai, Jiddu Narianiah, graduado na Universidade de Madrasta e empregado do departamento de receita inglês, alcançou a posição de coletor de renda e magistrado do distrito. Seus pais, estritamente vegetarianos, eram primos de segundo grau. Tiveram onze filhos dos quais somente seis sobreviveram à infância.

Com seus três irmãos, os que sobreviveram de um total de dez, acompanhou seu pai Jiddu Narianiah a Adyar em 23 de janeiro de 1909, pois este conquistara um emprego de secretário-assistente da Sociedade Teosófica, entidade que estuda todas asreligiões. Reza a tradição brâmane, a qual a família era vinculada, que o oitavo filho toma no batismo o nome Krishna, em homenagem ao deus Sri Krishna, de quem a mãe, Sanjeevamma, era devota; foi o que aconteceu com Krishnamurti, a quem foi dado o nome de Krishna, juntamente com o nome de família, Jiddu.

Com a idade de treze anos, passou a ser educado pela Sociedade Teosófica, que o considerava um dos grandes Mestres domundo. Em Adyar, Krishnamurti, foi ‘descoberto’ por Charles W. Leadbeater, famoso membro da Sociedade Teosófica (ST), em abril de 1909, que, após diversos encontros com o menino, viu que ele estava talhado para se tornar o ‘Instrutor do Mundo’, acontecimento que vinha sendo aguardado pelos teosofistas. Após dois anos, em 1911 foi fundada a Ordem Internacional da Estrela do Oriente, com Krishnamurti como chefe, que tinha como objetivo reunir aqueles que acreditavam nesse acontecimento e preparar a opinião pública para o seu aparecimento, com a doação de diversas propriedades e somas em dinheiro.

Krishnamurti assim foi sendo preparado pela ST; algo, porém, iniciou sua separação de seus tutores: a morte de seu irmão Nitya em 13 de novembro de 1925, que lhe trouxe uma experiência que culminou em uma profunda compreensão. Krishnamurti em breve viria a emergir como um instrutor espiritual, e dito Mestre extraordinário e inteiramente descomprometido. As suas palestras e escritos não se ligam a nenhuma religião específica, nem pertencem ao Oriente ou ao Ocidente, mas sim ao mundo na sua globalidade:

“Afirmo que a Verdade é uma terra sem caminho. O homem não pode atingi-la por intermédio de nenhuma organização, de nenhum credo (…) Tem de encontrá-la através do espelho do relacionamento, através da compreensão dos conteúdos da sua própria mente, através da observação. (…)”

Durante o resto da existência, foi rejeitando insistentemente o estatuto de guia espiritual que alguns tentaram lhe atribuir. Continuou a atrair grandes audiências por todo o mundo, mas recusando qualquer autoridade, não aceitando discípulos e falando sempre como se fosse de pessoa a pessoa. O cerne do seu ensinamento consiste na afirmação de que a necessária e urgente mudança fundamental da sociedade só pode acontecer através da transformação da consciência individual. A necessidade doautoconhecimento e da compreensão das influências restritivas e separativas das religiões organizadas, dos nacionalismos e de outros condicionamentos, foram por ele constantemente realçadas. Chamou sempre a atenção para a necessidade urgente de um aprofundamento da consciência, para esse “vasto espaço que existe no cérebro onde há inimaginável energia“. Essa energia parece ter sido a origem da sua própria criatividade e também a chave para o seu impacto catalítico numa tão grande e variada quantidade de pessoas.

educação foi sempre uma da preocupações de Krishnamurti. Fundou várias escolas em diferentes partes do mundo onde crianças, jovens e adultos pudessem aprender juntos a viver um quotidiano de compreensão da sua relação com o mundo e com os outros seres humanos, de descondicionamento e de florescimento interior. Durante sua vida, viajou por todo o mundo falando às pessoas, tendo falecido em 1986, com a idade de noventa anos. As suas palestras e diálogos, diários e outros escritos estão reunidos em mais de sessenta livros.

Reconhecendo a importância dos seus ensinamentos, amigos do filósofo estabeleceram fundações, na Europa, nos Estados Unidos, na América Latina e na Índia, assim como Centros de Informação, em muitos países do mundo, onde se podem colher informações sobre Krishnamurti e a sua obra. As fundações têm carácter exclusivamente administrativo e destinam-se não só a difundir a sua obra mas também a ajudar a financiar as escolas experimentais por ele fundadas.

 

Sri Sathya Sai Baba

Sathyam Sivam Sundaram significa VERDADE BONDADE BELEZA! 

Esses são os divinos atributos que Baba declarava serem a Sua própria Natureza!

― Minha Missão é conceder-lhes coragem e alegria, afastar a fraqueza e o medo. Não condenem a si mesmos como pecadores; pecado é um nome equivocado para o que, na verdade, são erros, desde que vocês se arrependam sinceramente e resolvam não mais seguir o mal. Orem para que o Senhor lhes dê força para superar os hábitos que os seduziram enquanto eram ignorantes‖. ―Eu vim para guiar e abençoar aqueles que adotam a disciplina e a prática que conduzem à união com o Divino. Não sou homem nem mulher, velho ou novo, sou tudo isso‖. ―Vocês podem estar-me vendo hoje pela primeira vez, mas todos são meus velhos conhecidos. Eu sei tudo sobre vocês. Minha tarefa é a regeneração espiritual da Humanidade por meio da verdade e do amor. Se derem um passo em minha direção, darei três na sua‖. ―Ainda não comecei o trabalho para o qual vim, pois ainda estou no estágio do reconhecimento preliminar. Quando começar minha campanha, o mundo inteiro saberá e se beneficiará dela‖.

Quem foi Sathya Sai Baba?

Seu Corpo é de estatura mediana; Sua pele é escura, típica dos indianos; Ele veste uma túnica laranja de monge. Sua característica particular é uma grande cabeleira espessa, escura e cacheada.

Mas isso é só Seu corpo, uma pequena parte de Sathya Sai Baba…

Na realidade, Ele é completamente diferente. Ele é a Consciência Universal Oceânica apenas conectada com Seu corpo material. E em qualquer lugar que seja necessário, Ela aparece como uma língua de Fogo Divino que sobe sobre a superfície da Terra por alguns quilômetros. As línguas de este Fogo surgem onde Ele está ajudando Seus discípulos, basta somente chamá-Lo.

Sim, este é Ele — o Fogo Divino — Que faz tremer os pecadores, mas não tem a qualidade de queimar para os virtuosos, Que é o Mais Sutil dos mais sutis, Que é a Ternura Suprema, a Beatitude e o Amor Divino para todos que chegaram a ser semelhantes em qualidade a Ele e entraram em Ele!

Ou Ele Mesmo entra neles, manifestando o Amor de Deus, criando com Ele Mesmo um padrão para a afinação.

Aquelas almas, que Ele toca de tal maneira, podem ouvir Suas instruções, Seus conselhos. Podem se possuem consciências suficientemente puras e sutis e estão preparados para perceber-Lhe, distraindo-se dos problemas do mundo material.

“Há três etapas de concentração”, disse Sathya Sai Baba. “Na primeira etapa, vocês recebem Minhas mensagens em forma de ondas mentais. Na segunda etapa, vocês podem ouvir Minha voz. E na terceira podem Me ouvir e Me ver também. Com a purificação da consciência, vocês podem progredir de uma etapa à outra.”

“… Quando a mente está fixa e silenciosa, pode-se ouvir a voz de Deus. Qualquer um que possa limpar a mente da ansiedade, das agitações e pensamentos pode sintonizar-se com a voz de Deus dentro de si mesmo.” 

Às vezes Ele assume outra aparência, mais condensada, simplesmente de poucos metros de altura. Neste caso, incluindo até as pessoas que não se purificaram (como consciências) a níveis necessários podem vê-Lo.

Mas, sempre — com qualquer aparência — podemos reconhecer-Lhe por Seu rasgo distintivo: Sua cabeleira maravilhosa!

E não pense que enquanto Sathya Sai Baba está se comunicando com o autor desse livro, que o resto de Seus discípulos está sem Sua atenção ou vigilância. De Sua Morada saem tantas línguas de Fogo quanto necessárias para satisfazer as necessidades de todos em cada momento! Pois, Ele é uma Parte íntegra da Consciência Universal Primordial. E Seu Poder não tem limites!

Ele disse sobre Si Mesmo:

“Eu, Sathya Sai de Shirdi, vim de novo. Antes Eu estava ocupado preparando a comida, e agora Eu vim para convidar-lhes para a comida que reconstitui e purifica!” 

“Eu vim para restaurar o Caminho Reto que leva a Deus!”

Depois desse texto fantástico, convido a todos os seguidores do blog a conhecer melhor este grande avatar moderno, que com tanto amor, bondade e compaixão encheu nossos corações de esperança. Abaixo está a bibliografia completa de Sai Baba. Boa leitura a todos!

Namaste!

LIVROS:

baba 1      baba 2

baba 3      baba 4      baba 5

EXPERIÊNCIA DE DIVALDO FRANCO COM SAI BABA: