Ritual celta de unidade com a Terra

Escolha um local ao ar livre, em noite de lua cheia no meio rural. Precisa ser tão privativo e silencioso quanto possível. O fim da primavera, o verão e o início do outono são as melhores ocasiões para executá-lo. Você precisará de:

– Sal,

-Água

– 4 punhados de milho

– 1 garrafa de hidromel (não pode ser vinho)

– 1 cálice

– 2 vasilhas para o sal e para a água

– e um barbante bastante forte ou até mesmo uma corda

Magia Eclética: O Círculo Mágico

Se estiver seguro da privacidade do local, use um roupão, ou, melhor do que tudo, não use nada. Este é um ritual em que a ausência de roupas aumenta o efeito e o eventual resultado.

é de bom alvitre caminhar até o local escolhido, ao menos por uma parte do caminho, pois há nesse fato de caminhar pela serenidade da noite, em direção de um lugar sagrado de reunião, alguma que desafia qualquer tentativa de descrição.

É óbvio que quanto mais sangue celta você possuir, mais você reagirá ao ritual céltico, mas mesmo os de outra raça devem sentir um influxo de poder, devido ao fato de que os animais-totens são parte integrante da pré-história de todas as raças, e através desses totens qualquer pessoa pode receber os contatos que esse rito proporciona. Mais uma vez, a intenção com a qual se vai a um rito é o que lhe dá a solidez.

Ao chegar no local escolhido, escolha um trecho de chão plano e, com o barbante, faça um círculo suficientemente grande, que possa conter uma pessoa deitada. Quando o círculo estiver feito, certifique-se que dentro dele estão todas as coisas de que você irá necessitar. Estenda um tapete ou o que for que tenha trazido para se deitar e coloque o cálice com hidromel no centro do círculo. Carregue agora o sal e a água, como se segue:

Coloque o dedo polegar e o mínimo da mão direita juntos, mantendo esticados os três outros dedos. Aponte-os para o sal, e diga:

CRIATURA DA TERRA, EU TE ABENÇOO. MANDO SAIR DE TI TODO O MAL, PARA QUE POSSAS SER USADO NA LIMPEZA DESTE LOCAL DE TRABALHO. NA PRESENÇA DA LUZ, ESTA CRIATURA DA TERRA ESTÁ CARREGADA.

Faça o mesmo com a água. Depois misture o sal e a água e use esses elementos combinados para salpicar o círculo formado com o barbante. Agora, busque os pontos cardeais, de pé, no centro, olhando para fora. Você deve pegar o milho e caminhar para a parte leste do círculo, e atirar para fora dele um punhado de grãos, dizendo:

CERNNUNOS DOS DOZE GALHOS, EU TE DOU AS BOAS VINDAS. ABENÇOA MEU LOCAL DE TRABALHO E ME MANTANHA LIVRE DO MAL ESTA NOITE.

Caminhe então para o sul e atire outro punhado de milho, dizendo:

EPONA, ÉGUA BRANCA DAS COLINAS, EU TE DOU AS BOAS VINDAS. DÁ A TUA BENÇÃO AO MEU TRABALHO E ME LIVRA DE INTERRUPÇÕES DURANTE O TRABALHO DESSA NOITE.

Caminhando para o oeste, e depois de atirar o milho ao chão, deve, então, dizer:

MONA, VACA SAGRADA DA ILHA SAGRADA, EU TE DOU AS BOAS VINDAS. TRAGA UMA BÊNÇÃO AO MEU TRABALHO, E ME GUARDA DENTRO DESSE CÍRCULO.

por fim, passando para o norte, deve atirar ao chão, o resto do milho, e receber o último e maior dos guardiões, assim:

ARTOR, GRANDE URSO, ARTHUR E SENHOR DE LOGRES, EU TE DOU AS BOAS VINDAS. DEPOSITA UMA BÊNÇÃO EM MEU TRABALHO E ME CONCEDA PAZ NO CORAÇÃO, NA MENTE E NO CORPO, ESTA NOITE.

À proporção que se chama cada uma dessas figuras, ela deve ser visualizada tão nitidamente quanto possível. Quando tudo estiver feito, inicia-se a fase seguinte. Deite-se no centro do círculo, estendendo braços e pernas como se estivesse formando uma estrela de cinco pontas, colocando o cálice entre as coxas. Cuidado para nenhuma parte do corpo ficar de fora do círculo, isso iria alterar a simetria do desenho.

Quando se tiver chegado a este ponto, deitado em silêncio sob um céu enluarado, deve-se começar a construir os 4 grandes guardiões das Ilhas Bem-aventuradas, nos 4 quartos que o rodeiam. Acima, o quinto deles está suspenso, à espera: A Grande Caldeira de Deridwen, a lua em sua plenitude.

Fique calmo, deixe que os sons e os cheiros da noite sejam absorvidos pelo seu corpo. Leve ar aos pulmões em aspirações calmas e curtas, examinando cada cheiro e tentando identificá-lo. Ouça não apenas os sons da noite, mas o próprio silêncio, que é o mais poderoso dos sons. Deixe que a Terra o embale, relaxe sobre ela e sinta a Mâe Terra vindo de sob o seu corpo, para abraçá-lo e confortá-lo, pois você é um filho dela. Sinta a relva e o solo sob suas mãos e saiba que uma parte do seu corpo é feito da mesma substância. Observe a lua que sobe pela colina do céu noturno, e quando ela chegar ao seu ponto mais alto, feche os olhos e pense em si próprio como parte de uma roda. Essa roda começa a girar, como se mão gigantesca a estivesse girando juntamente com você, mas não precisa ter medo. A roda é semelhante a um carrossel cósmico, parte da Roda da Vida que gira sobre a turfa macia e verde da Inglaterra, ou semelhante àquelas espirais que se podem ver gravadas por mãos estranhas, nas silenciosas Cruzes Célticas, há muito tempo.

A roda, que é você, começará a girar mais depressa. Você faz parte de tudo o que essa raça da ilha já foi ou sempre será, e a roda, que você mesmo, irá erguer-se da terra, levando para cima a essência da sua raça, girando como o Castelo de Arianrhod, por cima, e para cima da grande caldeira que brilha sobre você, negra por fora, mas de um brilho prateado por dentro. Cada vez mais próximo, você girará, até ser parte da própria brancura, misturando-se a ela, e olhando para baixo, para a terra que jaz, em seu verde profundo, na luz que emana de você para ela.

O sacrifício está realizado. A essência da raça foi oferecido ao mais antigo dos cálices, para renascer e ser refeita. O campo jaz em torno, esperando que você traga consigo o Mistério do Cálice e o espalhe como uma bênção sobre toda a região. Longe, lá embaixo, há um pequeno círculo de luz, no qual estão deitadas minúsculas figuras. Em torno, erguem-se as quatro formas gigantescas, os Guardiões que foram invocados, vistos agora em sua estatura completa: um veado de doze galhos levantando os chifres altivos, o Cornígero, batendo aterra com as patas enquanto gira a cabeça para todos os lados; uma égua branca reluzindo ao lar, batendo um casco impaciente, sacudindo a cabeça, alerta a qualquer passo estranho, soltando pelas narinas leves flocos brancos de respiração; uma Vaca Branca e Preta, o mais antigo dos guardiões, tosando calmamente a relva enquanto espera, com a paciência que lhe é própria; e, ao norte, o Grande Urso, o ARTOR da nossa raça, balançando-se como fazem os ursos, de um lado para outro, guardando, como o Rei Urso sempre guardou os de sua espécie e sangue.

Mais uma vez, mesclado à brancura que o envolve, girando suavemente, mas flutuando de novo para a terra, cada vez mais próximo dela, você sentirá o chão relvoso receber novamente o seu corpo, e relaxará sobre ele, deixando-se amparar por ele. Agora, conserve-se deitado tranquilamente por algum tempo, e deixe que a visão, os sons e os cheiros voltem a encher o seu corpo, em retribuição ao que você trouxe consigo lá de cima – a bênção do Cálice. Leve os braços, lentamente para seus lados, mova seu corpo, sente-se, sem pressa, e deixe, que tudo que o rodeia lhe dê as boas vindas por seu regresso.

Pegue o cálice, mova-o para o leste, e deixe tombar um pouco de hidromel sobre a terra, dizendo:

CERNUNNOS DOS DOZE GALHOS, EU TE AGRADEÇO POR TUAS BÊNÇÃOS, E POR TUA PROTEÇÃO.

Então, deve ir para o sul e dizer:

EU TE AGRADEÇO, EPONA, POR TUA BÊNÇÃO E PELA DÁDIVA DA TRANQUILIDADE.

Então, indo para oeste, deve dizer:

MONA DA ILHA SAGRADA, EU TE AGRADEÇO PELA TUA BÊNÇÃO E PELA TUA VIGILÂNCIA.

Por último, vá para o norte e diga:

ARTOR, GRANDE URSO, ARTHUR E SENHOR DE LOGRES, EU TE AGRADEÇO PELAS TUAS BÊNÇÃOS, E PELA BELEZA E PAZ DESTA NOSSA TERRA.

Certifique-se de que uma gota de hidromel foi dada a todos os guardiões, e então, beba o que restou e reparta com a terra.

Agora desfaça o nó do barbante que constitui o círculo e enrole, movendo-se no sentido anti-horário dizendo:

ASSIM COMO ENROLO ESTA CORDA, FIQUE O CÍRCULO FECHADO.

Reúna suas coisas, veja se o lugar ficou agradável e limpo, e pode partir depois de ter tomado uma xícara de café ou chá, quentes.

Se este ritual for realizado regularmente, e no mesmo lugar, se tornará separado nos níveis interiores e será sagrado por direito próprio. Você verá que, se persistir, sentirá uma sensação de feliz acolhimento, ao se aproximar do local. Quanto mais for usado, mais rapidamente as quatro figuras serão construídas, e mais poderosas se tornarão. Isso logo começará a influenciar toda a região rural circundante. No que concerne à vida selvagem e à ecologia, este ritual trará satisfação e unidade com a terra, nunca sentida antes.

A necessidade de rituais

A palavra Ritual vem do latim Ritualis, e pode ser compreendido como sinônimo de Cerimônia. Também significa o conjunto de determinadas práticas que devem ser precisamente seguidas em ocasiões específicas. Numa conotação Ocultista, o Ritual é associado à práticas e cerimônias religiosas ou místicas, que podem ser realizadas de forma individual ou coletiva.

Skyclad:

Por milhares de anos nossos ancestrais tiveram consciência de vida e de morte como um fluxo contínuo. Compreendiam que era importante marcar os ciclos de renovação – Como solstícios e equinócios, por exemplo – e acreditavam que fazendo isso ajudavam o cosmos a crescer e mudar. Não encaravam a vida como garantida, eles a honravam.

O ritual então, vem de tempos pagãos quando a Deusa-Mãe Terra era adorada como símbolo de nascimento, crescimento, morte e regeneração, e a vida era vista como sendo interligada em todos os níveis. A Terra estava ligada ao universo como parte de um organismo vivo; o que afetava a alguém, afetada a todos e o ritual era considerado uma forma de recrutar as outras partes de todo para fortalecer e proporcionar mudanças na comunidade.

A tradição do mundo Ocidental de uma Deusa-Mãe Terra, com o tempo, acabou dando caminho para a base religiosa de um Deus Pai e , desde então, nosso senso de ser parte do cosmos e de participar dessa evolução se perdeu. Um sentimento de separação surgiu. Nosso conhecimento de mágica e de mistério desapareceu. Nosso respeito pela Terra como parte de nós foi deixado de lado e começamos a explorar e abusar dela. 

Praticar rituais requer coragem, visão humor, criatividade e acima de tudo, que acreditemos em nossa capacidade para modificar-nos e aos nossos valores. Talvez assim, recuperaremos a sensação de equilíbrio dentro de nós e de nosso mundo. 

O Ritual possui duas classificações principais: o Ritual Cerimonial e o Ritual Psíquico.

No Ritual Cerimonial, são necessários vestimentas, instrumentos e materiais específicos. Geralmente são coordenados por uma pessoa (no caso de ser praticado de forma coletiva) ou apenas segue a orientação de um determinado livro (neste caso, praticado individualmente). Este tipo de Ritual é comum nas religiões pagãs e de origem africana, e visa operar mudanças no campo físico.

A segunda modalidade ritualística é conhecida como Ritual Psíquico, na qual desenvolve-se principalmente através da psique e do intelecto do praticante. É uma forma de Magia Natural; é uma projeção mental (visualização) enviada ao Universo com o objetivo de efetuar mudanças no campo físico. Esse tipo de ritual é, geralmente, praticado individualmente por aqueles que iniciam os estudos ocultistas sem fazerem parte de um grupo (seita, coven, etc).

De qualquer forma, os rituais são poderosas e importantes ferramentas que devem ser utilizadas com responsabilidade e consciência. Os Rituais acionam e interferem em energias naturais; criam, alteram ou desencadeiam forças no campo físico, espiritual e astral. Portanto, é aconselhável que o praticante tenha um conhecimento prévio do que irá executar. Apesar das técnicas parecerem muito simples, são eficientes. Mas para que a magia funcione, alguns fatores devem ser observados:

 

Simbolismo

O subconsciente opera através de símbolos, por isso é importante gravá-los nas velas, em talismãs e objetos mágicos.

Visualização

Ao realizar um feitiço deve-se mentalizar a concretização dos desejos.

Concentração

É o ato de reter um pensamento, imagem ou figura na mente de forma ininterrupta.

O Poder da Palavra

Tudo deve ser verbalizado para que possa surtir efeito.

Mão do Poder

Usa-se principalmente a mão com a qual se escreve, pois é através dela que os poderes são liberados.

Círculo Mágico

Os rituais realizados no interior do Círculo Mágico terão as energias intensificadas. Ao finalizá-lo, deve-se fechar o Círculo.

Porque os rituais funcionam?

American Horror Story - Coven.:

Tanto rituais quanto símbolos falam sua língua e portanto, comunicam-se conosco em um nível muito mais profundo do que poderíamos conseguir – ou mesmo imaginar – com nossa mente consciente. Por mais sincera que possa ser, uma declaração feita na vida diária tem uma força muito pequena se comparada a uma feita durante um ritual de sucesso, por exemplo, quando nossa mente, subconsciente e consciente e nossa vontade estão trabalhando juntos.

Por meio de um ritual criamos uma atmosfera especial e sagrada. Invocamos a ajuda do nosso anjo guardião, dos nossos espíritos-guia e auxiliadores que nos dão poder para conseguirmos resultados além dos que normalmente esperaríamos. Somos capazes de entrar na enorme força do universo.

Com a intenção correta e uma atitude de amor e gratidão, podemos ver além do racional e nos modificarmos profundamente. Tudo se torna possível. 

 

Feitiço para encerrar um relacionamento

Beltane-- festival of sex, freedom, fertility. :):

Se você deseja encerrar um relacionamento com o mínimo de conturbação, aguarde para uma noite de lua nova. Precisará de:

1 vela preta

1 vasilha à prova de fogo

1 tesoura

1 lápis

2 pequenos pedaços de papel

Acenda a vela preta e escreva seu nome num pedaço de papel e o nome da outra pessoa em outro papel. Amarre uma linha aos dois papeis. Deposite-os em seu altar, com as bordas se tocando. Visualize a situação atual entre vocês dois. Mova vagarosamente os papeis em direções opostas, o mais distante que a linha permita. Mentalize uma separação pacífica entre vocês dois, virando-se de costas e indo embora. Com auxílio da tesoura, corte a linha ao meio enquanto entoa:

LIBERA ME

VOS SUNT

 SEQQUNTUR TRIVIUM

SEPARANTUR 

Pegue o papel com o nome da outra pessoa e ponha fogo com a chama da vela. Jogue o papel dentro da vasilha à prova de fogo e deixe queimar até o fim. Após, junte as cinzas e jogue ao vento dizendo:

SINC FIAT

Ritual de invocação aos espíritos da natureza

Artem Yankovsky:

Esse ritual para os pequenos não necessita de abertura de um círculo. Você vai precisar de: 

  • 1 colher de sopa

  • gengibre em pó

  • vela amarela para o leste

  • vela vela vermelha para o sul

  • vela azul para oeste

  • vela verde para o norte

Coloque um cristal ou pedra ao lado de cada vela. Em pé, no centro da sala, envie seus pensamentos para dar as boas vindas aos elementais. Entoe:

Oh, espíritos das plantas, da Terra e das árvores;                                                 Oh, pequenos  de todas as formas;                                                                               Eu peço para que se apresentem a mim.                                                                 De mim não partirá nenhuma agressão;                                                                     Juntem-se a mim em amizade e amor;                                                                       Trazendo prazer na antiga magia;                                                                                 Pois para sempre com os antigos deuses;                                                                   Poderemos recriar todas as coisas em ouro.                                                               Espíritos guardiões, nossas vidas se unem.                                                             Tudo nós compartilhamos.

Volte-se para o leste. Polvilhe um pouco de gengibre na vela e diga:               Todos vocês espíritos de luz e fadas,                                                                             Ouçam meu chamado,                                                                                                       Entrem nesse círculo mágico.                                                                                         Bem vindos, todos!

Volte-se para o sul . Polvilhe um pouco de gengibre na vela e diga:                 Todos vocês espíritos dos raios de sol,                                                                         Ouçam meu chamado,                                                                                                       Entrem nesse círculo mágico.                                                                                         Bem vindos, todos!

Volte-se para o oeste. Polvilhe um pouco de gengibre na vela e diga:               Todos vocês duendes das águas,                                                                                     Ouçam meu chamado,                                                                                                      Entrem nesse círculo mágico.                                                                                  Bem vindos, todos!

Volte-se para o norte. Polvilhe um pouco de gengibre na vela e diga:             Todos vocês dos raios de luar,                                                                                         Ouçam meu chamado,                                                                                                       Entrem nesse círculo mágico.                                                                                       Bem vindos, todos!

Sentem-se em silêncio por algum tempo, mentalizando os pequenos. Fique atento aos toques deles em seu corpo, como se fossem penas roçando. Ouça suas vozes musicais em sua mente. Fale com eles se desejar. Ao encerrar sua comunicação, fique em pé no centro da sala. Erga seus braços para o alto, dizendo:

Minha gratidão e bençãos;                                                                                               Aqueles do Ar, da Terra, do Céu e do Mar

Mabon

87c8676a90d4b0a7496a18625df841c0

Mabon

Primeiro dia do outono (Equinócio do Outono).

O Sabbat do Equinócio do Outono (também conhecido como Sabbat de Outono, Mabon e Alban Elfed), é o Segundo Festival da Colheita e a época de celebrar o término da colheita dos grãos que começou em Lammas. Também é a época de agradecer, meditar e fazer uma introspecção.

Nesse dia sagrado, os Bruxos dedicam-se novamente à Arte, sendo realizadas cerimônias de iniciação pela Alta Sacerdotiza e pelos Sacerdotes dos Covens. Muitas tradições wiccanas realizam um rito especial para a descida da deusa Perséfone ao Submundo, como parte da celebração do Equinócio do Outono. De acordo com o mito antigo, no dia do Equinócio de Outono, Hades (o deus grego do Submundo) encontrou-se com Perséfone, que colhia flores. Ficou tão encantado com sua beleza jovem que, instantaneamente, se apaixonou por ela, Agarrou-a, raptou-a e levou-a em sua carruagem para a escuridão do seu reino a fim de governar eternamente ao seu lado como sua imortal Rainha do Submundo. A deusa Deméter procurou, por todos os lugares, sua filha levada à força, e, não a encontrando, seu sofrimento foi tão intenso que as flores e as árvores murcharam e morreram. Os grandes deuses do Olimpo negociaram o retorno de Perséfone; porém, enquanto ela estava com Hades, foi enganada e comeu uma pequena semente de romã, tendo, então, que passar metade de cada ano com Hades no Submundo, por toda a eternidade.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio do Outono são os produtos do milho e do trigo, pães, nozes, vegetais, maçãs, raízes (cenouras, cebolas, batatas, etc.), cidra e romãs (para abençoar a jornada de Perséfone ao tenebroso reino do Submundo).

Incensos: benjoim, mirra, sálvia, flor do maracujá e papoulas vermelhas.
Cores das velas: marrom, verde, laranja, amarela.
Pedras preciosas sagradas: cornalina, lapis-lazuli, safira, ágata amarela.
Ervas ritualísticas tradicionais: bolota, áster, benjoim, fetos, madressilva, malmequer, plantas de sumo leitoso, mirra, folhas do carvalho, flor do maracujá, pinho, rosas, salva, selo-de-salomão e cardo.

A religião celta

90b86e8f50531c6ae1e8a74c1dc7550f

 A religião Celta vem a ser uma das religiões mais interessantes da Europa, tendo em si elementos sofisticados e muito profundos. Esse vem a ser um pequeno resumo da estrutura religiosa básica Bretã: OIW, o Absoluto:

Este é o nome celta do Incondicionado. Sua natureza é única, e eterna: “Ele é tudo o que teria podido ser, mas não será jamais. Tudo o que teria podido ser, e que, efetivamente foi; tudo o que teria podido ser e que é efetivamente.”

É o Ser dos Seres. Inefável, incriado, perfeito. Seu nome possui uma secreta pronúncia, e quem o pronuncia deve estar cônscio de sua força e responsabilidade. Sua pronúncia mais comum é “Oyoune”.

O conhecimento de OIW é o conhecimento de tudo, já que Ele é Tudo, dentro de um plano de criação chamado “GWENVED”. O Homem não pode opor-se a OIW, na sua condição de KEUGANT, ou “mundo vazio” (o Ser Incriado, além de condicionamentos). OIW cria, e ao criar ele coloca em cada criação sua essência fundamental, MANRED, “germes de Luz”, os átomos constituintes de tudo o que existe no Universo. O conjunto dos átomos em suas miríades de manifestações chama-se MODURANS AWDD, “o que está maduro”, o Mundo.

MODURANS AWDD foi submetido a duas forças contrárias e alternativas, cuja interação cria o necessário processo do viraser: MAD, o “Bem” e DROUG, o “Mal”.

Esta realidade dual do mundo faz surgir duas entidades emanadas ainda de OIW, o Absoluto incondicionado: a primeira surge da perfeição e infinitude daquele e é denominada “DOUE”, Deus. A segunda vez a ser o desequilíbrio, o imperfeito chamado “CYTHRAUL”.

A trindade Celta é: NERZ, a força; SKIANT, a Sabedoria; KARANTEZ, o amor, a beleza. O Druidismo ou Celtismo tem como origem básica a Grã-Bretanha.

O colégio dos Druidas era localizado em um santuário central em cada região celta: CHARTRES (Autricum), cidade dos Carnutos, e também BIBRACTE (Gália Celta); MONA, hoje Anglesey, onde os druidas resistiram até à morte a invasão romana (GrãBretanha) e TARA, capital da Irlanda Gálica.

A ordem druida é dividida em: os Druidas, os Filósofos e Literatos e os Bardos (literatos e cantores) e Vates (Filid na Irlanda), poetas e adivinhos. A árvore sagrada para os druidas eram os Carvalhos.

A tradição celta era, como toda tradição antiga, oral. Eles foram dizimados pela invasão de Roma.

 

Velas, augúrios e superstições

55e267adde786e0ae11d9e80ba80ddf0

AZAR

Uma gota de cera ao lado da vela numa sessão espírita é presságio de azar ou morte para a pessoa mais próxima daquele lado. Considera-se que adormecer com uma vela acesa dá azar. “Se uma vela cai e se parte pela metade, problema dobrado está por vir!” Uma vela deixada para queimar sozinha traz azar. Considera-se que olhar num espelho sob a luz de vela, especialmente na Noite de Todos os Santos, dá azar.

MORTE

Se uma vela subitamente apaga sozinha, representa um augúrio de morte na família. Se uma vela pinga e deixa engordurada uma mortalha, representa augúrio de morte para quem quer que esteja sentado perto dela. Se a chama de uma vela arde azul, é augúrio de morte em alto-mar.

SONHOS

Sonhar com vela preta é augúrio de morte ou doença. Sonhar com vela branca é augúrio de amor verdadeiro. Se uma jovem vir duas velas brancas num sonho, é sinal de que receberá proposta de casamento em breve. O aparecimento de uma vela vermelha num sonho simboliza paixão e desejo sexual. Sonhar com cinco velas é augúrio de amor e casamento. Sonhar com uma vela no castiçal é augúrio de um futuro próspero e feliz. Sonhar com um castiçal sem vela é um presságio de sofrimento e infortúnio.

FANTASMAS E ESPÍRITOS MALÉFICOS

A luz azul de uma vela é sinal de que espíritos benéficos estão por perto. Uma chama reta e longa numa vela durante uma sessão espírita é sinal de que um espírito está presente. Na Irlanda, é um antigo costume nos funerais acender doze velas em volta do cadáver para proteger a alma do falecido contra forças maléficas, pois acredita-se que fantasmas e demônios não conseguem atravessar um círculo de velas acesas. Sempre acenda velas em momentos como nascimento, casamento e morte para assegurar que os espíritos maléficos fiquem distantes nessas horas cruciais. Acenda uma vela marrom na noite de Candlemas para proteção contra espíritos maléficos, fantasmas e feiticeiros. Coloque uma vela acesa dentro de uma abóbora limpa de seu miolo, na noite de Todos os Santos, para manter afastados espíritos maléficos e demônios.

BOA SORTE

Na Sicília, os pescadores acendem velas decoradas para seu patrono com o intuito de obter bênçãos e proteção. Uma vela com cheiro de baga de loureiro, queimada por inteiro, trará “sorte para a casa e ouro para o bolso”. Mate uma mariposa que esteja voando em torno da chama de uma vela para trazer sorte à sua vida. Acenda uma vela marrom em cada cômodo da casa na Noite de Candlemas para atrair sorte e manter maus espíritos e negatividade a distância. Acenda uma vela branca, nova, em uma casa nova para trazer sorte e felicidade ao lugar.

 

DINHEIRO

Acenda uma vela verde numa noite de lua cheia para atrair dinheiro. Acender uma vela usando a fogueira o impedirá de ficar rico. TEMPO Se uma vela resistir em ser acesa, uma tempestade está se formando. Se a chama de uma vela tremular num cômodo desprovido de vento ou correnteza, é augúrio de que algum tipo de mau tempo é iminente. Se a chama de uma vela estiver azulada, é sinal de geada. Uma vela abençoada de um rito de candlemas pode ser usada para conjurar tempestades.

MISCELÂNEA

Uma vela com chama longa e reta indica a chegada de um estranho. Uma vela que tenha uma centelha brilhante indica que a pessoa sentada em frente a ela receberá correspondência. De acordo com antigas crenças francesas e alemãs, somente uma menina que seja “pura” pode soprar uma vela moribunda de volta à vida. Uma crença medieval ditava que uma vela acesa colocada entre os chifres de um bode possibilitaria o aparecimento do diabo. Segundo a tradição eslava, somente um sacerdote pode acender três velas no altar. Se um leigo o fizer, isto o levará ao maior infortúnio. As igrejas só usavam velas de cera de abelha porque se acreditava que as abelhas vinham do Paraíso. Uma vela acesa (a Mão da Glória) posicionada entre os dedos da mão de um cadáver, tradicionalmente um criminoso enforcado, tinha a fama de possuir vários poderes mágicos, como os de abrir portas trancadas, fazer os mortos falarem e congelar os passos das pessoas.

Feitiço para acalmar a tempestade

4073820a2f1a5449daabd8de8ce74ce5

Corra num campo e enfie uma faca no solo, com o fio da lâmina voltado para a tempestade que se aproxima. E diga o seguinte encantamento:

“Ventus Gale    

                                         Mutationis  utique”                                                                       

Diz-se que a faca “corta” o vento, de modo que sua área será poupada.