Os Illuminatis

Illuminati (plural do latim illuminatus, “aquele que é iluminado“) é a denominação de diversos grupos, alguns históricos, outros modernos, reais ou fictícios. Mas comumente, contudo, o termo “Illuminati” tem sido empregado especificamente para referir-se aos Illuminati da Baviera, uma sociedade secreta da era do Iluminismo fundada em 1º de maio de 1776. Nos tempos modernos, também é usado para se referir a uma suposta organizaçãoconspiratória que controlaria os assuntos dos vários Estados secretamente, normalmente como versão moderna ou como continuação dos referidosIlluminati bávaros, como sinónimo e cérebro por trás dos acontecimentos que levariam ao estabelecimento de uma Nova Ordem Mundial, com os objetivos primários de unir o mundo sob uma espécie de tirania global.

Origem do termo

Dado que “Illuminati” significa literalmente os iluminados em latim, é natural que diversos grupos históricos, não relacionados entre si, se tenham autodenominados de Illuminati. Frequentemente, faziam isso alegando possuir textos gnósticos ou outras informações arcanas (secretas) não disponíveis ao grande público.

A designação “Illuminati” esteve em uso também desde o século XIV pelos Irmãos do Livre Espírito, e no século XV, o título foi assumido por outros entusiastas que argumentavam que a luz da iluminação provinha, não de uma fonte autorizada, mas secreta, de dentro, como resultado de um estado alterado de consciência, ou “iluminismo”, que representaria o esclarecimento espiritual e psíquico.

Desta forma, durante os períodos moderno e contemporâneo, foi designado por “Illuminati” um número de grupos (alguns dos quais têm reivindicado o título), mais ou menos marginal e secreto, e muitas vezes em conflito com autoridades religiosas ou políticas; são eles: os Irmãos do Livre Espírito, os Rosacruzes, os Alumbrados, os Illuminés, osMartinistas, o Palladium… e, principalmente os Illuminati da Baviera. Embora as doutrinas desses grupos tenham sido variadas e por vezes contraditórias, a confusão entre eles tem sido muitas vezes mantida e levado às teorias de conspiração de uma sociedade secreta atuando através da história.

Illuminati da Baviera

 

Adam Weishaupt (1748-1830), fundador dos Illuminati da Baviera.

Trajetória

Os Illuminati da Baviera foram um movimento de curta duração de autointitulados livre-pensadores, o ramo mais radical do Iluminismo – a cujos seguidores foi atribuído o nome de Illuminati (mas que a si mesmos chamavam de “perfectibilistas” ou “perfeccionistas”) – foi fundado, a 1° de maio de 1776, pelo professor de lei canônica Adam Weishaupt(1748-1830), e pelo maçom barão Adolph von Knigge na cidade de Ingolstadt, Baviera, atual Alemanha. O grupo foi criado com o nome de “Antigos e Iluminados Profetas da Baviera (Ancient and Illuminated Seers of Bavaria, AISB)” ou “Ordem dos Perfeitos”, mas tem sido chamado de “Ordem Illuminati”, a “Ordem dos Illuminati” e os “Iluminados Bávaros”.

Na Baviera, onde o Eleitor Maximiliano José III de Wittelsbach foi sucedido em 1777 pelo seu herdeiro Carl Theodor, a organização não durou muito até ser suprimida pela polícia sob acusações de conspiração. Em 1784, o governo bávaro baniu todas as sociedades secretas incluindo os Illuminati e os maçons. A estrutura dos Illuminati desmoronou logo, mas enquanto existiu, alguns intelectuais influentes se contaram entre os seus membros. Eles eram recrutados principalmente dentre os maçons e ex-maçons, juravam obediência a seus superiores e estavam divididos em três classes principais: a primeira, conhecida como Berçário, compreendia os graus ascendentes ou ofícios de Preparação, Noviciado, Minerval e Illuminatus Minor; a segunda, conhecida como a Maçonaria, consistia dos graus ascendentes de Illuminatus Major e Illuminatus dirigens, esse último algumas vezes chamado de Cavaleiro Escocês; a terceira, designada de Mistérios, estava subdividida nos graus de Mistérios Menores (Presbítero e Regente) e Mistérios Maiores (Magus e Rex). Relações com as lojas maçônicas foram estabelecidas em Munique e Frisinga, em 1780.

A ordem tinha ramos na maior parte dos países europeus, mas o número total de membros parece nunca ter sido superior a 2000 durante o período de dez anos. O esquema teve a sua atração para os literatos, como Goethe e Herder, e mesmo para os duques reinantes de Gota e Weimar. Rupturas internas precederam o desmoronamento da organização, que foi efetivado por um édito do governo bávaro em 1785. A ordem foi encerrada em 1788..

Dissolução

 

Carlos Teodoro, duque da Baviera, aprovou o edito que levou osIlluminati a sua dissolução.

Em 22 de junho de 1784, o Eleitor da Baviera, duque Carl Theodor advertiu sobre o perigo representado pelos Illuminati, e aprovou um decreto contra a sociedade bávara.Weishaupt foi demitido de sua cátedra indo para o exílio em Ratisbona, para liderar a Ordem no exterior sob a proteção do duque de Saxe. Em 1785, o edital foi confirmado e assim começou a perseguição e detenções aos membros da sociedade.

Em seguida, o jornalista Johann Joachim Christoph Bode, se torna o líder de fato da Ordem. Em 1787, vai para a França, à Estrasburgo e depois aParis, onde se encontrou com membros da Loja de Filaleto. De acordo com o seu “Travel Journal”, alguns deles, então, constituem em segredo o núcleo dos “Philadelphes“, uma sociedade semelhante aos Illuminati alemães.

 

Johann Joachim Christoph Bode

Caçados, os Illuminati da Baviera desapareceram completamente do sul da Alemanha, em 1786, após um português chamado João ter apanhado cerca de 10, apenas algumas lojas resistiram na Saxônia até 1789. Alguns dos planos dos Illuminati foram revelados por acaso na noite de 10 de julho de 1784, quando um mensageiro de Weishaupt, identificado como o abade Lanz, morreu inesperadamente devido a um raio. Seu corpo foi levado para a Capela de San Emmeran por habitantes do local e entre os seus hábitos foram encontrados documentos importantes que se tratavam de planos secretos para a conquista mundial. A polícia da Baviera investigou os detalhes da conspiração, dando a entender a Francisco I, Sacro Imperador Romano-Germânico, o complô contra todas as monarquias, sobretudo naFrança, onde mais tarde, em 1789, gestaria a chamada Revolução Francesa e a queda de Luís XVI e Maria Antonieta, seus últimos monarcas.

Os documentos foram divulgados pelo governo da Baviera, alertando a nobreza e o clero da Europa. No entanto, logo se convenceram de que a conspiração tinha sido destruída devido à dissolução formal dos Illuminati, juntamente com o banimento de Weishaupt e a detenção de muitos de seus adeptos.

Efeito Cultural

 

Símbolo da Skull and Bones(Caveira e Ossos). De acordo com a obra America’s Secret Establishment de Antony Sutton, a fraternidade da Universidade YaleSkull and Bones é o ramo americano dos Illuminati

Apesar de sua curta duração, os Illuminati da Baviera lançaram uma longa sombra na história popular, graças aos escritos de seus opositores. Em 1797, o Abade Augustin Barruel publicou o livro “Memórias ilustrativas da história do Jacobinismo”, delineando uma teoria envolvendo os Cavaleiros Templários, os Rosacruzes, os Jacobinos e os Illuminati. Simultânea e independentemente, um maçom escocês e professor de História Natural, chamado John Robison, começou a publicar “Provas de uma conspiração contra todas as religiões e governos da Europa”, em 1798. Robinson alegava apresentar evidências de que uma conspiração dos Illuminati estava dedicada a substituir todas as religiões e nações com o humanismo e um governo mundial único, respectivamente.

Mais recentemente, Antony Cyril Sutton sugeriu que a sociedade secreta Skull and Bones foi fundada como o ramo norte-americano dos Illuminati. Outros pensam que a Scroll and Key também tem origem nos Illuminati. Robert Gillete defende que esses Illuminati pretendem, em última instância, estabelecer um governo mundial por meio de assassinatos, corrupção, chantagem, controle dos bancos e outras entidades financeiras, infiltração nos governos, e causando guerras e revoluções, com a finalidade de colocar seus próprios membros em posições cada vez mais altas da hierarquia política. Thomas Jefferson reparou na infiltração da ordem na maçonaria, e atribuiu o caráter secreto dos Illuminati ao que chamou de “a tirania de um déspota e dos sacerdotes”.

Ambos parecem concordar que os oponentes dos Illuminati foram os monarcas da Europa e a Igreja. Barruel afirmou que a Revolução Francesa (1789) foi planejada e controlada pelos Illuminati através dos jacobinos, e mais tarde alguns também alegaram a responsabilidade deles na Revolução Russa (1917).

Illuminati Modernos

 

A pirâmide com o olho que tudo vê e o lema Novus ordo seclorum no Grande Selo dos Estados Unidos, é considerado um símbolo dos Illuminati.

Desde o final do século XVIII até meados do século XX, muitos pesquisadores têm especulado que os Illuminati sobreviveram à sua supressão, por causa de sua infiltração na Maçonaria, e se tornaram o cérebro por trás de grandes eventos históricos como a Revolução Americana, a Revolução Francesa, a Revolução Russa, as Guerras Mundiais e os ataques de 11 de setembro de 2001;o Atentado em Boston,o vazamento de óleo no Golfo do México , Acidente Nuclear de Fukushima. Levando a cabo um plano secreto para subverter as monarquias da Europa e a religião Cristã visando a formação de uma Nova Ordem Mundial.

Escritores como Mark DiceDavid Icke, Ryan Burke, Jüri Lina e Morgan Gricar além de outros têm argumentado que os Illuminati da Baviera sobreviveram, possivelmente até hoje. Muitas destas teorias propõe que os eventos mundiais estão a ser controlados e manipulados por umasociedade secreta que se autodenomina Illuminati. Os teóricos afirmam que muitas pessoas notáveis foram ou são membros dos Illuminati, incluindo Winston Churchill (que teria alertado a respeito da organização), a família Bush,Barack Obama, a família Rothschild, a família Rockefeller (incluindo David Rockefeller) e Zbigniew Brzezinski, entre outros. O termo “Illuminati” também é geralmente associado com os membros de instituições e sociedades secretas de inspiração ocultista e / ou globalista: os Skull & Bones, GrupoMesa Redonda, a Sociedade Fabiana, o Royal Institute of International Affairs, o Council on Foreign Relations, o Bohemian Club, o Clube de Bilderberg, a Comissão Trilateral, o Clube de Roma, a Fundação Carnegie, a Fundação Rockefeller, etc.

Também sugerem que os fundadores dos Estados Unidos – sendo alguns deles franco-maçons – estavam influenciados pela corrupção dos Illuminati. Frequentemente o símbolo da pirâmide que tudo vê no Grande Selo dos Estados Unidos é citado como exemplo do olho sempre presente dos Illuminati sobre os americanos.

E também citam que usam nas notas a escrita Novus Ordo Seclorum que significa Nova Ordem Secular. Jordan Maxwell, pesquisador dos Iluminati, afirma que ‘Novus Ordo Seclorum” pode ser traduzido para “Nova Ordem Mundial“.

Pouca evidência pode ser encontrada para apoiar a hipótese de que o grupo de Weishaupt tenha sobrevivido até o século XIX. Contudo, diversos grupos têm usado a fama dos Illuminati desde então para criar seus próprios ritos, alegando serem os Illuminati, incluindo a Ordo Illuminatorum, Die Alten Erleuchteten Seher Bayerns, The Illuminati Order, e outros.”

Os Aquisitores

Os Aquisitores é o nome genérico dado a supostos grupos dissidentes que surgiram com a atuação dos Illuminati no Brasil. Sua origem está quase sempre relacionada à renuncia de Jânio Quadros, o presidente que renunciou por não aguentar o peso das “forças terríveis” (“forças ocultas”) e a instauração do Regime Militar em 1964. O nomeAquisitores é uma referência a prosperidade financeira e a atuação de seus membros na economia do país, especialmente na região de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista durante a próspera fase pela qual passou a região na década de 1970, no movimento metalúrgico e na posterior eleição do Presidente Lula.

Durante a ditadura militar, até pouco depois de 1985, os membros brasileiros dos Illuminati supostamente se organizaram em dois grupos opostos e teoricamente independentes dos Illuminati da Baviera. Estes capítulos isolados passaram ambos a reivindicar o antigo nome do grupo como sendo os únicos e verdadeiros Aquisitores. Alguns pesquisadores se esforçam para ligar todos os escândalos políticos que ocorreram no país desde a ditadura militar a estes dois grupos e seus jogos de poder.

Porém, os Aquisitores não são reconhecidos como grupo por historiadores acadêmicos, e não existem trabalhos acadêmicos que confirmem sua existência. Um exemplo é a investigação nos anos 90 sobre a morte do presidente Juscelino Kubitschek ou a investigação iniciada em 2007 no Rio Grande do Sul sobre a morte de João Goulart, que oficialmente morreu de doença cardíaca, mas teria sido assassinado pela Operação Condor arquitetada pelos Aquisitores. Até o momento nenhuma dessas investigações apresentou provas palpáveis, mas a sucessão de eventos alimenta a curiosidade de alguns: Jango, JK e Lacerda, os três grandes nomes da oposição ao regime militar morreram todos em espaço de meses entre o fim de 1976 e início de 1977.

Teorias que se mostram absurdas, mas são reais

Todo mundo gosta de uma teoria da conspiração. Elas são misteriosas, dão a sensação de que algo muito perigoso e muito secreto está acontecendo em todos os lugares. Tira da vida o acaso, substituindo-o por uma trama complexa de acontecimentos programados. O problema é que a maioria das teorias ficam aí, na teoria. Ninguém prova, quem tenta provar costuma ser tachado de louco (ou bobo) e ficamos por aí mesmo. Mas e as conspirações comprovadas? Elas existem e deixam uma sensação dúbia: ao mesmo tempo em que é legal ver que a realidade tem dessas coisas, é estarrecedor constatar que por trás do mistério quase sempre repousa uma história triste (e real) de covardia, exploração e sordidez.

Editora GloboDepois de entender o experimento, essa cena fica aflitiva de tão cruel //Crédito: Wikipedia

Entre 1932 e 1972 cerca de 400 trabalhadores rurais do estado americano do Alabama foram selecionados para um estudo chamado Tuskegee Syphilis Experiment. O Serviço de Saúde Pública dos EUA tinha estabelecido critérios bastante práticos para a seleção: todos tinham que ser negros, pobres e ter sífilis. O tratamento seria gratuito – seria tudo uma grande boa ação. Mas aí alguns problemas começaram a surgir.

Nenhum dos 400 homens foi avisado que tinha sífilis. Os médicos diziam que o tratamento era para combater “sangue ruim”, expressão local para designar diversos problemas, como anemia, fadiga e também sífilis. E o tratamento também era controverso – isso porque ele não existia. Os pacientes recebiam um comprimido de aspirina e voltavam pra casa. A ideia era justamente observar como a doença avançava no corpo do homem negro. Depois de anos negando a existência do experimento, o governo americano se viu obrigado a assumir: o próprio presidente Bill Clinton fez um pedido de desculpas formal, classificando o episódio de “vergonhoso”.

A Operação Northwoods

Editora Globo

“Breve porém precisa descrição de pretextos que forneceriam justificativa para uma intervenção militar dos EUA em Cuba” //Crédito: Reprodução

“O resultado esperado da execução desse plano seria o de colocar os Estados Unidos na aparente posição de estar sofrendo ataques do irresponsável governo cubano e de desenvolver a imagem internacional de uma ameaça cubana à paz no Ocidente”.  Essa é uma das passagens mais contundentes do documento que propunha a execução da chamada Operação Northwoods. Como já deu pra ter uma noção só com essa frase, a ideia era chamar a opinião pública mundial para apoiar os EUA em uma futura invasão à Cuba. Eles precisavam de motivos pra isso e estavam dispostos a fabricarem esses motivos.

Várias cidades da Florida (incluindo Miami) e até a capital Washington seriam bombardeadas, pessoas seriam sequestradas, bases militares seriam explodidas. A rigor, Cuba teria começado a guerra e os EUA iriam apenas se defender – um tipo de raciocínio que, há quem sustente, está por trás do 11 de setembro. O presidente John F. Kennedy acabou descartando o plano, mas só de haver um documento oficial da CIA – revelado em 1997 – propondo uma coisa desse tipo, já é mais que suficiente para entrar nessa lista. Clique aqui para ver o documento na íntegra

O testemunho de  Nayirah

Em 1990, Iraque e Kuwait estavam em guerra. Os EUA apenas assistia os conflitos, sem intervir – não havia uma justificativa para isso até o momento. Mas uma menina de 15 anos mudou o rumo do conflito. Identificada apenas como Nayirah, ela deu um depoimento em um congresso sobre direitos humanos no ápice da guerra. Aos prantos, ela relatou coisas tão terríveis como soldados iraquianos invadindo hospitais no Kuwait e arrancando bebês pra fora das incubadoras só para assistir eles morrendo. O tipo de coisa que te deixa com vontade de entrar em uma guerra.

Mas a tal da Nayirah não era uma adolescente traumatizada. Ela era filha do embaixador kuwaitiano dos EUA e fazia parte da família real do país. Ela passou por um curso intensivo de atuação, de modo a comover a mídia internacional. Na época, a imprensa não tinha acesso ao Kuwait e aquele depoimento meio que ficou como a versão oficial dos fatos. Saldo final: os EUA entraram na guerra.

A Operação Paperclip

Existe ex-nazista? Esses 104 engenheiros aeroespaciais saíram do Partido Nazista direto para os EUA //Crédito: Wikipedia

Com o final da Segunda Guerra, muito nazista estava desempregado. Entre eles, muito cientista, (desses que inventavam mísseis e faziam coisas que deixavam o Tuskegee Syphilis Experiment parecendo brincadeira de criança). Então os EUA resolveram importar esses profissionais talentosos e trouxeram cerca de 700 deles para trabalharem em terras americanas.

Batizado de Operation Paperclip, a princípio o programa vetava a participação de pessoas que tivessem ligações com o Partido Nazista. Mas a ordem imposta pelo presidente Truman não durou muito: boa parte dos cientistas estavam classificados como “uma ameaça à segurança das Forças Aliadas” pelo governo americano poucos meses antes.

HAARP: o projeto militar dos EUA

No ano de 1993, começou a funcionar no Alasca (Estados Unidos) o HAARP, um projeto de estudos sobre a ionosfera terrestre. O HAARP, que significa “Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência”, visa a compreender melhor o funcionamento das transmissões de ondas de rádio na faixa da ionosfera, parte superior da atmosfera.

Segundo relatos oficiais, o projeto tem como objetivo principal ampliar o conhecimento obtido até hoje, sobre as propriedades físicas e elétricas da ionosfera terrestre. Com isso, seria possível melhorar o funcionamento de vários sistemas de comunicação e navegação, tanto civis quanto militares (o que gera desconfiança em grande parte dos conhecedores do HAARP).

Para realizar estes estudos, as antenas de alta frequência do HAARP enviam ondas para a ionosfera visando a aquecê-la. Assim são estudados os efeitos das mais diversas interações de temperaturas e condições de pressão.

Visão aérea do HAARP

A criação das instalações foi possível graças a uma parceria entre a Força Aérea Americana, A Marinha dos Estados Unidos e também da Universidade do Alasca. Esta última foi escolhida a dedo, graças à localização: a ionosfera sobre o Alasca é pouco estável, o que garante uma maior gama de condições para os estudos.

Outro fator que pendeu para que os pesquisadores escolhessem o Alasca é a ausência de grandes cidades nas proximidades. Assim, não há ruídos na captura de imagens e sinais, pois os sensores ficam localizados ao alto de algumas montanhas.  Também há informações de que este local sofreria o menor impacto ambiental entre as áreas candidatas a receber o HAARP.

 

Ionosfera: íons e mais íons

Esta faixa recebe este nome porque é bastante ionizada, ou seja, perde e ganha elétrons com facilidade, o que a deixa em constante carregamento elétrico. O grande agente ionizador da ionosfera é o sol, que irradia muita carga na direção da Terra, mas meteoritos e raios cósmicos também influenciam bastante na presença dos íons.

Ionosfera fica entre 100 e 350 Km sobre a superfície

 

 

A densidade dos íons livres é variável e apresenta alterações de acordo com vários padrões temporais, hora do dia e estação do ano são os principais pontos de variação da ionosfera. Outro fenômeno interessante acontece a cada 11 anos, quando a densidade dos elétrons e a composição da ionosfera mudam drasticamente e acabam bloqueando qualquer comunicação em alta frequência.

 

Reflexão ionosférica

Há frequências de ondas que são, quase, completamente refletidas pela ionosfera quando aquecida pelas antenas HAARP. Os pesquisadores do HAARP pretendem provar que essa reflexão pode ser utilizada como um satélite para enviar informações entre localidades, facilitando as comunicações e também a navegação, melhorando os dispositivos GPS utilizados atualmente.

O problema é que ainda não se conhecem as reais propriedades da reflexão ionosférica. Além disso, há o fato de as propriedades da ionosfera se modificarem durante a noite, por exemplo, quando a altitude dela aumenta e as densidades ficam mais baixas. Essas variações tornam difícil uma padronização para o envio de ondas, independente do comprimento delas.

 

HAARP: um novo modo de estudo

Há várias formas de estudo das faixas da atmosfera terrestre. Para as camadas mais baixas, até mesmo balões podem ser utilizados para capturar dados sobre diferenças nas condições naturais. A camada de ozônio, por exemplo, é verificada com balões meteorológicos que realizam medições das taxas de radiação que ultrapassam pela atmosfera.

Por ficar muito mais acima, balões meteorológicos e satélites não podem ser utilizados para realizar medições e análises sobre a ionosfera. Por isso o HAARP é tão importante, já que utiliza a maneira mais eficiente de contatar o setor: antenas de emissão de ondas de frequência altíssima.

Os resultados são utilizados para entender como o sol influencia no sinal de rádio em diversas faixas de frequência. Utiliza-se também um “Aquecedor Ionosférico”, conhecido como “Instrumento de Investigação Ionosférica”, ele transmite frequências altas para modificar a ionosfera e entender os processos produzidos em sua composição.

As antenas do Instrumento de Investigação emitem sinais para altitudes entre 100 e 350 Km. Outros aparelhos do mesmo projeto são responsáveis pela recepção dos sinais, interpretando-os e permitindo a criação de relatórios sobre a dinâmica do plasma ionosférico e também sobre a interação entre o planeta e o sol.

 

Aquecendo a ionosfera: riscos?

O HAARP não é o único aquecedor ionosférico do planeta. Há também um localizado na Noruega e outro na Rússia. Todos eles realizam o mesmo processo: utilizam antenas de alta frequência para aquecer a ionosfera e criar uma aurora artificial.

Essa aurora artificial é muito aquecida, o que pode gerar elevação nas temperaturas em determinadas localidades do planeta. Em uma espécie de efeito estufa ionosférico, locais abaixo da ionosfera atingida pelas antenas do HAARP podem ter suas temperaturas elevadas em alguns graus centígrados.

 

O outro lado da moeda: as conspirações

Assim como boa parte de tudo o que é produzido sob tutela de alguma das forças armadas norte-americanas, o HAARP também gera uma série de desconfianças por parte das mentes mais conspiratórias. Ameaça global ou apenas melhorias nas tecnologias de comunicação? Confira as teorias de conspiração que envolvem este projeto.

 

Controle mental

Existem ondas de rádio em diversas frequências, por mais que não sintonizemos nossos rádios para captá-las, elas estão no ar. O som também é emitido em frequências e há amplitudes delas que os ouvidos humanos não são capazes de captar, mas isso não quer dizer que elas não existam. Somando estes dois pontos, temos mais uma teoria conspiratória.

Utilizando uma mescla de ondas de rádio com frequência sonora, os Estados Unidos poderiam manipular a mente coletiva para que algum ideal fosse defendido ou algum governo rival fosse atacado. Enviando as informações para toda a população em frequências que não poderiam ser captadas por aparelhos, não demoraria para que a “lavagem cerebral” estivesse concluída.

Ondas de controle mental estão no ar

 

Atmosfera da região sudeste do Brasil pode estar sob ataque do HAARP?

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A publicação do experimento em novembro de 2012 reacendeu a polêmica sobre as consequências negativas da estabilidade climática do HAARP para o planeta, e sobre os riscos de um possível uso militar do programa.

Cientistas da Universidade de Stanford afirmaram que o clima do mundo poderá ser controlado mediante a transmissão de sinais de rádio relativamente pequenas, a dos cinturões de Van Allen. Por ressonância, pequenos sinais ativadores podem controlar enormes energias.

Embora os defensores do HAARP assegurem que os impactos do bombardeio à ionosfera sejam mínimos por sua” baixa potência” em comparação com as radiações solares que dinamizam o plasma iônico, os críticos temem que a nuvem de plasma artificial possa criar um buraco na parte superior da atmosfera e interferir com energias magnéticas sutis, alterando a vida de nosso planeta. As estrelas cadentes desapareceriam da paisagem celeste ou cairiam como bombas na superfície da Terra em sua forma original de meteoritos.

A suspeita de que também o HAARP é um experimento de uma arma climática, foi uma preocupação abertamente expressada em 1990 pelo governo da Rússia, que em seu regime anterior como Estado Soviético tentou competir com o projeto HAARP, já concebido nos anos 80 como parte da Iniciativa de Defesa Estratégica de Reagan conhecida como o “Plano Guerra nas Estrelas”.

Para a Rússia, o HAARP é parte de uma corrida armamentista que os Estados Unidos estão executando sem competência alguma. É famoso o pronunciamento do Parlamento russo de agosto de 2002.

 

Nuvens estranhas aparecem em todo o Mundo. 

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