Rennes-le-Château e Berenger Saunière

Uma minúscula cidadezinha francesa, Rennes-le-Château, recebeu no dia primeiro de julho de 1885 um novo pároco: Berenger Saunière, um homem de 33 anos, robusto, atraente, energético e brilhante. No seminário, parecia estar destinado a uma carreira eclesiástica promissora. Certamente, almejava algo mais importante que uma cidadezinha remota no topo de uma colina ao leste dos Pirineus, mas em algum momento ele deve ter caído no desagrado de seus superiores. Se fez alguma coisa para merecer isso não sabemos, mas o fato é que perdeu todas as chances de promoção.

Talvez para se livrarem dele, o enviaram a Rennes-le-Château. Naquele tempo Rennes-Ie-Château abrigava apenas duzentas pessoas. Era um pequeno povoado pendurado no topo da serra a 40 km de Carcassonne.

O lugar teria significado o exílio para um outro homem, uma condenação perpétua a viver em um fim-demundo, longe das amenidades urbanas da época, longe de qualquer estímulo para uma mentalidade vigorosa e questionadora. A ambição de Saunière sem dúvida sofreu um golpe. Entretanto, houve compensações. Saunière era originário da região, pois nascera e crescera perto dali, na cidade de Montagels. Apesar de tudo, Rennes-le-Château deve ter-lhe proporcionado o conforto da familiaridade, do sentimento de estar em casa.
O salário de Saunière, entre 1885 e 1891, foi, em francos, o equivalente a seis libras esterlinas por ano – longe de significar opulência, mas muito mais do que se esperaria para um pároco rural na França do final do século XIX. Somado às gratuidades oferecidas pelos habitantes da paróquia, tais rendimentos seriam suficientes para viver bem, sem extravagâncias. Saunière levou uma vida agradável e plácida durante seis anos, caçando e pescando nas montanhas e rios de sua infância. Leu vorazmente, aperfeiçoou seu latim, aprendeu grego e embarcou no estudo do hebraico. Uma camponesa de dezoito anos chamada Marie Denarnaud, sua servente e governanta, foi para ele companhia e confidente durante toda a vida. Ele visitava com freqüência seu amigo Henry Boudet, pároco da vizinha cidade de Rennes-le-Bains, sob a tutela do qual mergulhou na turbulenta história da região, uma história cujos
resíduos se apresentavam constantemente ao seu redor.
A poucos quilômetros a sudoeste de Rennes-le-Château surgia outro pico, chamado Bézu, coberto pelas ruínas de uma fortaleza medieval, antiga morada de templários. Sobre um terceiro pico, a cerca de 2km de Rennes-le-Château, se erguiam as ruínas do castelo de Blanchefort, lar ancestral de Bertrand de Blanchefort, quarto grão-mestre dos templários, que presidiu a famosa ordem em meados do século XII. Rennes-Ie-Château se situava numa antiga rota de peregrinação que ia do nordeste da Europa até Santiago de Compostela, na Espanha. A região era mergulhada em lendas evocativas, em ecos de um passado dramático, freqüentemente embebido em sangue.
Saunière vinha querendo havia já algum tempo restaurar a igreja local. O edifício, consagrado a Madalena em 1059, repousava sobre fundações de uma estrutura visigótica ainda mais velha, datada do século VI. Não se admira então que estivesse em péssimo estado de conservação. Encorajado por seu amigo Boudet, Saunière iniciou em 1891 uma restauração modesta, utilizando uma pequena soma emprestada dos fundos municipais. Durante os trabalhos, removeu o altar-mor, uma pedra que repousava sobre duas antigas colunas visigóticas. Uma dessas colunas revelou-se oca. Dentro dela havia quatro pergaminhos guardados em tubos de madeira selados. Dois desses pergaminhos continham genealogias, uma datada de 1244 e outra de 1644. Os dois documentos restantes haviam sido compostos, aparentemente, nos idos de 1780, por Antoine Bigou, um dos predecessores de Saunière em Rennes-le-Château. Bigou havia sido também capelão pessoal da família nobre Blanchefort, que no início da Revolução Francesa ainda era uma das mais importantes donas de terras da região.
Os dois pergaminhos do tempo de Bigou eram textos virtuosos em latim, extraídos do Novo Testamento. Pelo menos, aparentavam isso. Em um deles, no entanto, as palavras se seguiam de forma incoerente, sem espaço entre elas. Várias letras supérfluas haviam sido inscritas. No segundo pergaminho as linhas eram truncadas de forma indiscriminada e irregular, algumas no meio de uma palavra, enquanto certas letras estavam evidentemente levantadas acima das outras. Na realidade, os pergaminhos continham uma seqüência de códigos e cifras, alguns deles fantasticamente complexos e imprevisíveis. Sem a chave certa, eram indecifráveis. A seguinte decodificação surgiu em trabalhos franceses dedicados a Rennes-Ie-Château, e em dois de nossos filmes sobre o assunto, realizados para a BBC.

BERGERE PAS DE TENTATION QUE POUSSIN TENIERS GARDENT LA CLEF PAX DCLXXXI PAR LA CROIX ET CE CHEVAL DE DIEU J’ACHEVE CE DAEMON DE GARDIEN A MIDI POMMES BLEUES.*

* Pastor, nenhuma tentação. Que Poussin, Teniers possuem a chave. Paz DCLXXXI (681). Pela cruz e seu cavalo de Deus, eu completo (ou destruo) este demônio do guardião ao meio-dia. Maçãs azuis.
Se algumas dessas cifras eram desencorajadoras em sua complexidade, outras eram patentemente, mesmo flagrantemente, óbvias. No segundo pergaminho, por exemplo, as letras levantadas, quando tomadas em seqüência, formavam uma mensagem coerente.

A DAGOBERT ROI ET A SION EST CE TRESOR ET IL EST LA MORT.*
* A Dagobert rei e a Sion pertencem este tesouro e ele está aqui morto.

Embora esta mensagem deva ter sido compreensível para Saunière, é de se duvidar que ele possa ter decifrado os códigos mais intricados. Entretanto, ele percebeu que havia tropeçado em algo importante. Com o consentimento do prefeito da cidade, levou sua descoberta até seu superior, o bispo de Carcassonne. Não se sabe o quanto o bispo entendeu, mas Saunière foi imediatamente enviado a Paris – despesas pagas pelo bispo -, instruído a se apresentar a algumas autoridades eclesiásticas com os pergaminhos. Entre elas estavam o abade Biel, diretor-geral do Seminário Saint Sulpice, e seu sobrinho Emile Hoffet, que naquele tempo estava aspirando à vida religiosa. Embora ainda estivesse nos seus vinte anos, ele já havia estabelecido uma reputação intelectual impressionante, especialmente em lingüística, criptografia e paleografia. A despeito de sua vocação pastoral, ele era sabidamente envolvido com o
pensamento esotérico e mantinha relações cordiais com os vários grupos orientados para o oculto, além de seitas e sociedades secretas que proliferavam na capital francesa. Estes contatos introduziram Saunière em um círculo cultural ilustre, que incluía figuras literárias como Stéphane Mallarmé e Maurice Maeterlinck, bem como o compositor Claude Debussy. Ele também conheceu Emma Calvé que recentemente havia retornado de apresentações triunfantes em Londres e Windsor. Emma Calvé era como uma diva, a Maria Callas da época. Ao mesmo tempo, era uma grande pitonisa da sub-cultura esotérica parisiense, mantendo relações amorosas com vários ocultistas influentes.
Após apresentar-se a Bieil e Hoffet, Saunière passou três semanas em Paris. O resultado de suas reuniões com os eclesiásticos é um mistério. O que se sabe é que o padre provinciano foi pronta e calorosamente recebido no distinto círculo de Hoffet. Afirma-se mesmo que ele se tornou amante de Emma Calvé, que, segundo um conhecido seu, ficou “obcecada” pelo padre. De qualquer modo, não há dúvida de que eles gozaram de uma estreita e longa amizade.
Nos anos que se seguiram, ela o visitou freqüentemente nas vizinhanças de Rennes-Ie-Château, onde, até recentemente, podiam se encontrar corações românticos gravados com suas iniciais nas rochas das montanhas.
Durante a permanência em Paris, Saunière passou também algum tempo no Louvre, o que pode explicar o fato de, antes de sua partida, haver adquirido reproduções de três pinturas. Uma delas teria sido um retrato, pintado por um artista não identificado, do papa Celestino V, que reinou brevemente no final do século XIII. Outra teria sido o trabalho de David Teniers, não se sabe se o pai ou o filho. O terceiro seria um quadro – talvez o mais famoso – de Nicolas Poussin, Les Bergers d’Arcadie [“Os pastores da Arcádia”].
Ao voltar a Rennes-le-Château, Saunière completou a restauração da igreja. Teria exumado então um bloco de pedra, curiosamente esculpido, datado do século VII ou VIII, que estaria cobrindo uma câmara funerária na qual esqueletos teriam sido encontrados. Saunière embarcou também em projetos mais singulares. No jardim da igreja, por exemplo, havia o sepulcro de Marie, marquesa de Hautpoul de Blanchefort, desenhado e construído pelo abade Antoine Bigou, predecessor de Saunière, um século antes, aparentemente autor de dois dos misteriosos pergaminhos. A inscrição na pedra sepulcral – que incluía vários erros deliberados de soletração e de espaço – era um anagrama perfeito para a mensagem contida nos pergaminhos referindo-se a Poussin e Teniers. Quando as letras eram rearranjadas, formavam a asserção críptica. Os erros pareciam ter sido planejados precisamente com este fim.
Sem saber que as inscrições na tumba da marquesa já haviam sido copiadas, Saunière as obliterou, e essa profanação não foi o único comportamento curioso que ele exibiu. Acompanhado de sua fiel governanta, começou a fazer longas caminhadas pelo campo, coletando pedras sem nenhum valor ou interesse aparentes.
Também embarcou numa troca volumosa de cartas com correspondentes desconhecidos em toda a França, bem como na Alemanha, Suíça, Itália, Áustria e Espanha. Começou a colecionar pilhas de selos sem valor e efetuou transações suspeitas com vários bancos. Um deles até enviou um representante, que viajou de Paris a Rennes-le-Château com o único objetivo de tratar de negócios com Saunière.
Só com despesas de correio Saunière estava gastando mais do que seu salário poderia cobrir. E em 1896 ele começou a gastar verdadeiramente, numa escala surpreendente e sem precedentes. Ao final de sua vida, em 1917, suas despesas haviam atingido o equivalente a vários milhões de dólares.
Uma parte dessa inexplicada riqueza foi empregada em excelentes obras públicas – a construção de uma rodovia moderna até a cidade, por exemplo, e a introdução de facilidades para água corrente.
Outras despesas foram mais quixotescas. Uma torre foi levantada, a Torre Magdala, com vista para a montanha. Uma opulenta casa de campo foi construída, chamada Villa Bethania, que Saunière pessoalmente nunca ocupou. E a igreja não só foi decorada de novo, como o foi de um modo muito bizarro. No pórtico, acima da entrada, a seguinte inscrição foi gravada:
TERRIBILlS EST LOCUS ISTE. *
** Este local é terrível.

    

No interior, logo na entrada, foi erigida uma estátua horrenda, uma representação do demônio Asmodeus – detentor de segredos, guardião de tesouros escondidos e, segundo antiga lenda judaica, construtor do Templo de Salomão. Nas paredes da igreja, placas ostensivamente pintadas representavam as estações da Via Sacra.

Cada uma delas era caracterizada por alguma estranha inconsistência, algum detalhe inexplicável, algum desvio, flagrante ou sutil, da narrativa oficial das Escrituras. Na estação VIII, por exemplo, havia uma criança envolta em uma capa escocesa. Na estação XIV, que retrata o corpo de Jesus sendo levado à tumba, aparecia um fundo de céu noturno, escuro, dominado por uma lua cheia. Como se Saunière estivesse tentando dizer algo. Mas o quê? Que o enterro de Jesus ocorreu após o início da noite, várias horas depois do que diz a Bíblia? Ou que o corpo estaria sendo levado para fora da tumba e não para dentro dela?
Enquanto realizava esses adornos curiosos, Saunière continuou a gastar de maneira extravagante, colecionando porcelana rara, tecidos preciosos e mármores antigos, criando um jardim e um zoológico e reunindo uma biblioteca magnífica. Pouco antes de sua morte ele estava, supostamente, planejando a construção de uma torre como a de BabeI, forrada de livros, de onde pretendia pregar. Seus paroquianos tampouco foram negligenciados. Saunière lhes
presenteava com banquetes suntuosos e outras generosidades, mantendo assim o estilo de vida de um potentado. Em seu remoto e ao mesmo tempo próximo e inacessível ninho de águia, recebia inúmeros hóspedes ilustres. Um deles, é claro, era Emma Calvé. Outro era o ministro da Cultura do governo francês. Talvez o mais augusto visitante do desconhecido padre provinciano tenha sido o arquiduque Johann Von Habsburgo, um primo de Franz Josef, imperador da Áustria. Extratos bancários revelaram depois que Saunière e o arquiduque haviam aberto contas no mesmo dia, e que este último havia transferido para a conta do primeiro uma soma substancial.
As autoridades eclesiásticas fizeram, no início, olhos de mercador sobre o assunto. Contudo, quando o superior de Saunière morreu, em Carcassonne, o novo bispo tentou chamar o padre à ordem. Saunière respondeu com uma desobediência inesperada e insolente. Recusou-se a explicar sua riqueza e a aceitar a transferência que o bispo ordenava. Na falta de uma acusação mais substancial, o bispo o acusou de vender missas ilicitamente, e um
tribunal local o suspendeu. Saunière apelou para o Vaticano, que o exonerou e depois o reinvestiu.
No dia 17 de janeiro de 1917, Saunière, então com 65 anos, sofreu um derrame cerebral. A data de 17 de janeiro talvez seja suspeita, pois também aparecia na tumba da marquesa de Hautpoul de Blanchefort, a tumba que Saunière havia erradicado. E 17 de janeiro é também a festa de Saint Sulpice, que reapareceria através de toda a nossa história. Foi no seminário de Saint Sulpice que ele confiou seus pergaminhos ao abade Bieil e a Emile Hoffet. O que torna o derrame de Saunière em 17 de janeiro mais suspeito é o fato de, cinco dias antes, em 12 de janeiro, seus paroquianos terem declarado que ele parecia estar gozando de uma saúde invejável para um homem de sua idade. Entretanto, em 12 de janeiro, segundo um recibo que está conosco, Marie Denarnaud encomendou um caixão para seu mestre.
Quando Saunière estava em seu leito de morte, o padre de uma paróquia vizinha foi chamado para ouvir sua última confissão e administrar a extrema-unção. O padre chegou e confinou-se no quarto do doente. De acordo com testemunhas oculares, ele saiu logo depois, visivelmente chocado. Nas palavras de algumas testemunhas, “nunca mais sorriu”. Nas palavras de outras, caiu em uma depressão profunda que durou vários meses. Se são afirmações exageradas não sabemos, mas o padre, presumivelmente com base na confissão de Saunière, recusou-se a administrar-lhe o último sacramento.
Em 22 de janeiro Saunière morreu sem o perdão da confissão. Na manhã seguinte seu corpo foi colocado verticalmente numa poltrona no terraço da Torre Magdala, envolto em uma indumentária enfeitadas de pingentes com franjas escarlate. Certas pessoas compadecidas e não identificadas desfilaram, uma a uma, muitas delas arrancando franjas dos pingentes como lembrança do morto.
Nunca houve qualquer explicação para tal cerimônia. Confrontados com ela, residentes atuais de Rennes-Ie-Château ficam tão aturdidos como qualquer outra pessoa. A leitura do testamento de Saunière foi esperada com grande
ansiedade. Para surpresa geral, contudo, ela revelou que não tinha nenhum tostão. Algum tempo antes de sua morte, aparentemente, transferira sua fortuna para Marie Denarnaud, que compartilhara de sua vida e de seus segredos por 32 anos. Ou talvez a maior parte daquela fortuna tenha estado em seu nome desde o início.
Depois da morte de seu mestre, Marie continuou a viver confortavelmente em VilIa Bethania até 1946. Depois da Segunda Guerra Mundial, entretanto, o governo francês recém-instalado estabeleceu uma nova moeda. Como meio de apreender sonegadores de impostos, colaboradores e especuladores do tempo da guerra, os cidadãos franceses eram obrigados a declarar seus rendimentos quando trocavam francos velhos por novos. Confrontada com a perspectiva de ser obrigada a dar explicações, Marie escolheu a pobreza. Foi vista no jardim da mansão, queimando
maços de notas de francos velhos.
Durante os sete anos seguintes, Marie viveu de forma austera, mantendo-se com o dinheiro obtido da venda de ViIla
Bethania.

Prometeu confiar ao comprador, Noel Corbu, antes de morrer, um segredo que o faria não só rico mas também poderoso. Em 29 de janeiro de 1953, entretanto, Marie, como seu mestre antes dela, sofreu um súbito e inesperado derrame cerebral que a deixou prostrada em seu leito, incapaz de falar. Para grande frustração do
senhor Corbu, ela morreu logo depois, carregando consigo o segredo.

Este texto continua…

Uma análise desde os primórdios da Ordem dos Templários

Há um ledo engano cometido ao analisar a história e trajetória dos Templários, pois a história, a oficial, foi, e sempre será escrita pelos vencedores. No início os Grão-mestres, mestres e membros do auto escalão templário era, por regra, pertencentes à hierarquia interna, todos iniciados nos grandes mistérios. Isso, iria mudar a partir da gestão do Grão-mestre Bertrand de Blancheford, de 1156 a 1169, que introduziu, de maneira errônea, uma nova prática usando a prerrogativa que o cargo lhe permitia e que causaria danos à conduta e à reputação da Ordem: poder escolher como Mestre do Templo um membro da hierarquia externa que, apesar de toda a experiência em batalha e de ter exercido altos cargos no reino de Jerusalém, não tinha o preparo necessário e o conhecimento iniciático para atuar de maneira satisfatória aos anseios e à verdadeira missão da Ordem. Foi a partir dessa decisão que, de maneira esporádica, mas emblemática, a prática de vícios, por alguns membros da Ordem pertencentes à hierarquia externa, de nepotismo, uma atitude arrogante e prepotente de alguns Mestres do Templo trouxeram à reputação dos Templários uma mácula que ainda hoje mancha de maneira injusta sua história e seus objetivos.

         Grão-mestre Bertrand de Blancheford, de 1156 a 1169

Essa atitude causou indignação na hierarquia interna da Ordem. Talvez por isso, a verdadeira e oculta Ordem não fez nada a respeito da perseguição aos Templários, pois essa seria uma maneira de purificá-la através do elemento fogo, devolvendo a fraternidade Templária aos seus objetivos nobres, com a destruição da apodrecida hierarquia externa. Assim, a Ordem decidiu, de maneira sábia, tornar-se uma sociedade secreta atuando com mais eficácia nos bastidores da história da humanidade.

A relação entre os Templários, Rosacruzes, cátaros e demais Ordens iniciáticas tem algo em comum. Toda informação até agora apresentada nos leva a uma única conclusão: a de que havia uma organização suprema que atuava, e talvez ainda atue, por traz de todas as Ordens citadas. Sempre nos bastidores da história, ela atua em todas as áreas da sociedade em nível mundial com o objetivo principal de reagrupar a Linhagem Merovíngia que, apesar de deposta no século VIII, não se extinguiu, sendo perpetuada em linha direta desde Dagoberto II, Sigesberto IV, Godofredo de Bouillon, Blanchefort, Gisors, Sinclair, Montesquieu, Montpézat, Poher, Luisignan, Plantard, Habsburgo e Lorraine.

CRONOLOGIA DOS REIS DE JERUSALÉM

1099 – 1100 – Godofredo de Bouillon

1100 – 1118 – Baldwin I

1118 – 1131 – Baldwin II

1131 – 1143 – Fulk

1143 – 1162 – Baldwin III

1162 – 1174 – Amalric I

1174 – 1185 – Baldwin IV

1185 – 1186 – Baldwin V

1186 – 1190 – Guy

1192 – 1197 – Henry

1198 – 1205 – Amalric II

1210 – 1225 – John of Brienne

1225 – 1228 – Frederick II

1228 – 1254 – Conrad

1254 – 1268 – Conradin

1268 – 1284 – Hugh III

1284 – 1285 – John I

1285 – 1291 – Henry II

Segundo René Grousset, o rei Balduíno I, era o irmão mais jovem de Godofredo de Bouillon, Duque de Lorraine, que foi o primeiro rei ocidental de Jerusalém, também afirma que essa linhagem seguia uma tradição real fundada sobre a rocha do Sinai e que Balduíno I devia sua ascensão ao trono à Ordem, cujo quartel general ficava na Abadia de Notre Dame do Monte Sinai, em Jerusalém. Imagine o tamanho poder que uma Ordem pode ter a ponto de colocar um rei no trono ou o depôr. Ao longo dos Dossiês Secretos, há várias referências aos Templários e à sua estreita ligação com o Priorado de Sião.

Segundo os documentos da Ordem, devido à volta do controle de Jerusalém para as mãos muçulmanas causada pela derrota em batalha, a Ordem de Sião e os Templários voltaram para França. Após se separar dos Templários em 1188, continuou a exercer um certo controle sobre os Cavaleiros do Templo, mas de maneira velada e autônoma. Já na França, a Ordem de Sião elegeu Jean Gisors como Grão-mestre e adotou para a Ordem o subtítulo de “Ormus”, que é um anagrama.

De acordo com os Dossiês Secretos, a sede da Ordem, a partir de 1306, estava situada na rua de Vienne, e lá havia túneis que se comunicavam, através de passagens subterrâneas, com o cemitério local e a capela subterrânea de SAINT CATHERINE.

Supostamente no Século XVI, a capela ou uma cripta adjacente teria se tornado o local onde eram guardados os arquivos do Priorado de Sião, em trinta cofres.

Na Segunda Guerra Mundial, durante a ocupação alemã, a cidade de Gisors recebeu uma equipe com uma missão especial: ordens provenientes diretamente de Berlim os instruía a realizar escavações arqueológicas sob a Capela de Saint Catherine.

A invasão da Normandia (Dia D) pelas forças aliadas abortou a missão desse grupo de elite criado por Hitler e Heinrich Himler (SS), cujo intuito era procurar e capturar relíquias sagradas pelo mundo. Em 1946, o operário francês Roger Lhomoy, sem motivos aparentes, fez, por iniciativa própria, escavações no local, comunicando ao prefeito de Gisors que havia encontrado uma capela subterrânea contendo treze sarcófagos de pedra e trinta cofres de metal. No entanto, o prefeito não se interessou pela descoberta e tudo foi esquecido temporariamente.

Em 1962, Roger Lhomoy voltou a escavar no local com a aprovação de André Malraux, ministro da cultura francesa. Nada foi encontrado, tudo havia desaparecido, com certeza transferido para outro lugar seguro e secreto, longe de olhos profanos.

A história secreta por trás dos verdadeiros objetivos da criação da Ordem dos Cavaleiros Templários

Há várias teorias a respeito dos tesouros encontrados pelos Templários e uma delas é que os verdadeiros não foram os artefatos do Templo, mas sim relíquias que pertencem a Jesus Cristo, incluindo os seus ossos.

Um dos maiores  segredos da humanidade é a verdadeira história do Santo Graal e o Priorado de Sião fixou para si mesmo a meta de preservar e registrar a Linhagem de Jesus e a Casa de Davi. Por todos os meios disponíveis, o Priorado de Sião tinha achado e recobrado as relíquias restantes.

Foram muitos os escritores e pesquisadores que estudaram e examinaram as vidas de Jesus e Maria Madalena à procura de pistas para o mistério do Graal. Alguns tentando realizar a pretensiosa tarefa de revisar a Bíblia, querendo corrigir as escrituras, e inevitavelmente, fracassando. O resultado a que chegaram foi de mais perguntas do que respostas.

Não há uma única pista crucial relativa ao mistério do Graal que possa ser explicada satisfatoriamente sob a perspectiva do cristianismo ortodoxo. Na verdade a história do Graal foi cristianizada para ocultar um legado que era completamente pagão.

O cavaleiro Franco Godofredo de Bouillon, fundador do Priorado de Sião, já teria conhecimento da verdadeira origem da Linhagem Merovíngia e de seus segredos. Teria sido esse conhecimento, o motivo do poder da organização, que foi a base que Hugues de Payens usou para fundar e legitimar a Ordem dos Cavaleiros Templários? E essa Ordem seria o braço armado do Priorado de Sião?

Fundada em 12 de junho de 1118, em Jerusalém, por Payens e Geofrey de Saint Omer, chamada de Pobres Cavaleiros de Cristo do Templo de Salomão, a Ordem dos Templários foi criada oficialmente para defender Jerusalém dos infiéis, guardar o Santo Sepulcro e proteger os peregrinos a caminho da Terra Santa.

A história secreta por trás dos verdadeiros objetivos da criação dessa Ordem, longe de ser fantasiosa, como querem crer e afirmar muitos críticos que têm como objetivo apenas auto-afirmar seus egos e provar que são os únicos possuidores da verdade originou-se muito antes das datas oficiais, abrangendo uma gama de assuntos que vão desde o Antigo Testamento, passando por Moisés, a Arca da Aliança, o Rei Davi, a construção do Templo de Salomão, a origem nobre de Jesus Cristo, a origem nobre de Maria Madalena, a Linhagem dos Merovíngios, a descoberta desses segredos por cavaleiros cruzados, a origem do Priorado de Sião até os dias atuais.

Finda a construção do Templo de Jerusalém, segundo as escrituras, Salomão finalmente cumpriu a tarefa que Deus havia delegado a seu pai, Davi, que, por ter manchado suas mãos com sangue, não pôde concluí-la – uma morada definitiva para a Arca da Aliança. O Templo era a casa do Senhor, edificado para a eterna habitação do Senhor, com a presença da Arca e das Tábuas da Lei como testemunhas.

O real valor da Arca não era apenas atribuído ao seu significado religioso, mas com certeza ao conteúdo iniciático e científico contigo provavelmente em pergaminhos, artefatos e tratados a respeito de diversos assuntos, entre os quais biologia, física, arquitetura, engenharia, astronomia, navegação e metafísica, fora do alcance intelectual e teológico dos profanos da época de hoje. Esse conhecimento que remonta a tempos longínquos é a verdadeira Lei de Deus passada a Moisés, no Monte Sinai, pelos setenta anciãos do Sacro Colégio dos Iniciados.

É pouco difundido ( DE MANEIRA PROVIDENCIAL), o fato de Moisés ser iniciado nos Mistérios Antigos, embasados na tradição primordial, conhecimentos que lhe foram passados através de sua iniciação e da prática do oculto no antigo Egito. Essa é a natureza das informações que havia, e provavelmente há, nesses pergaminhos e tratados.

Todo conhecimento obtido ao longo dos séculos por teólogos e cabalistas judeus influenciou e orientou a elite dos Templários, que foi a Jerusalém para encontrar a arca e seu valioso e inestimável conteúdo. A meta era, colocar em prática a verdadeira Lei de Deus, chave dos segredos do universo visando o bem da humanidade.

Essa missão é correlata a procura do Santo Graal, objetivo que durante as décadas seguintes passou a ser alvo do interesse da literatura ocidental. O rei de Jerusalém, Balduíno II (1118-1131), hospedou Hughes de Payens e oito Cavaleiros Templários nos alojamentos da estrebarias do Templo de Salomão, onde ficaram por nove anos. Suas atividades e pesquisas permaneceram, e permanecem secretas. Eles retornaram à Europa vitoriosos e detentores dos grandes mistérios.

Há teorias compartilhadas por vários pesquisadores, que fazem a correlação da volta dos Templários trazendo os novos conhecimentos, com o início das construções das catedrais góticas, só possível por causa das informações sobre arquitetura e geometria sagradas contidas na Arca.

Um grupo secreto, os verdadeiros iniciados dos Templários, formados pela elite da Ordem, dispunha, por meio das informações contidas nas Tábuas da Lei de Deus, do conjunto de conhecimentos que ainda hoje está à frente e fora do alcance da humanidade.

Após o retorno dos Templários, houve não somente a sistematização racional da agricultura, como um avanço em suas técnicas. A arquitetura gótica inovadora embasada na geometria sagrada surgiu repentinamente, o que é no mínimo estranho, pois não houve um processo gradual até atingir o ápice do conhecimento e o pleno domínio de suas técnicas.

Numa visão geral, a repentina febre para construir catedrais, castelos e vários edifícios, quase que simultaneamente, deveria ter por trás um enorme planejamento com objetivo oculto e iniciático. Para isso, era necessário um exército de construtores especializados, engenheiros, arquitetos, escultores e pedreiros.

Até então, construções eram feitas com tecnologia e técnicas rudimentares, se comparadas  aos novos conhecimentos necessários para executar obras como aquelas que estavam sendo feitas, repletas não só de simbologia, mas utilizando a geometria sagrada, conceitos inovadores de edificação, estética e a construção em dimensões verdadeiramente grandes. A questão é, como esses artífices poderiam realizar tal obra? certamente era necessária a criação e a instrução de um novo tipo de construtor que tivesse a inteligência, o preparo e o conhecimento necessários para assimilar as informações não só técnicas, mas também iniciáticas. Esses construtores foram os pedreiros-livres, mais tarde chamados de maçons.

Há um simbolismo oculto nas catedrais construídas na Idade Média. Foram erigidas sete catedrais místicas na Europa, intencionalmente em locais sagrados para os Druídas dedicados a oráculos planetários. Há uma profecia que diz: “Quando os planetas se alinharem na mesma configuração com as catedrais, o tempo de transição da Nova Era terá chegado”.

Um exemplo do simbolismo oculto nas construções dessa época, é a Virgem retratada na fachada ocidental da Catedral de Chartres, que é chamada de Virgini Paritura, que quer dizer: a Virgem que vai dar à luz… Essa estátua não representa Maria ou o conceito bíblico de feminilidade, mas as Deusas arquetípicas da fertilidade e o sagrado feminino. Foram dedicadas ao Deus-Sol; a criança da escultura é Hórus e não Jesus. Outra grande prova de infiltração gnóstica e do oculto na igreja católica, é a Capela de Rosslyn, na Escócia, repleta de simbolismo pagão e construída com base na geometria sagrada.

                                                                 Virgini Paritura

Os Templários tinham vários objetivos além da conquista de Jerusalém e a proteção dos peregrinos que se dirigiam à Terra Santa. Montando seu quartel general nas ruínas do Templo de Salomão, segundo a lenda, encontraram túneis secretos que levavam a tesouros inestimáveis, como uma biblioteca oculta onde estavam guardados segredos de uma antiga Ordem secreta e iniciática da qual o rei Salomão era membro. Além de diversos segredos de construção, arquitetura e navegação. Também descobriram uma passagem secreta só conhecida por iniciados nos mistérios ocultos. Um corredor levava a uma porta de ouro maciço, com as seguintes inscrições:

“Se a curiosidade que aqui voz conduz, desisti e voltai. Se persistirdes em conhecer os mistérios da existência, fazei antes o vosso testamento e despedi-vos do mundo dos vivos”.

De acordo com a lenda, após hesitar, um dos cavaleiros bateu à porta dizendo: “Abri em nome de Cristo” e a porta abriu. Ao entrar o cavaleiro deparou-se com um ambiente de aparência etéria, com uma arquitetura repleta de geometria sagrada, estátuas, colunas, símbolos e um trono imponente feito de ouro, coberto de seda e, sobre ele, um triângulo que, no centro, tinha entalhado em alto relevo a décima letra hebraica YOD. Próximo aos degraus do trono, estava a Lei Sagrada, conjunto de tratados a respeito do que em termos atuais seria: teologia, arquitetura, astronomia, navegação, agricultura, alquimia, geometria sagrada, metalurgia, biologia, física quântica, etc…

Passa da meia noite e hoje depois de muito tempo, resolvi fazer um feitiço. O perfume da sálvia usada para fazer a limpeza do meu corpo e do ambiente permenece suave e as velas acesas clareiam meus pensamentos. Como é bom crescer, evoluir, mudar. Ninguém disse que é fácil, pois a mudança depende de dois fatores: Disposição e vontade. Não tenho sono algum e para ser sincera, tudo que desejo agora é permanecer acordada e curtir esta energia fantástica que me rodeia. Afinal, o universo está respondendo à atitude vibracional que estou emitindo.

Senti vontade de escrever para você leitor! Percebi ao verificar quais os assuntos mais procurados neste blog, que alguns de vocês não sabem da grande responsabilidade que é fazer feitiços. Saiba que, quanto mais se estuda sobre bruxaria, energias e ocultismo, menos feitiços se faz.

Bruxaria é muito mais do que isso. É uma busca constante por melhoria, por crescimento espiritual, por autoconhecimento. Bruxaria é conhecer seus ancestrais e buscar nas informações do passado, a resposta para nossos questionamentos do presente. Por isso, TENHA CUIDADO COM O QUE DESEJA, tenha cuidado ao fazer feitiços. Nunca esqueça que o bem ou o mal que você faz, volta na mesma proporção para você. Seja grato e o universo irá conspirar a seu favor.

Para um feitiço ter sucesso precisa:

  • Energia focada

  • Merecimento

  • Visualização

Não saia por aí, fazendo feitiços para tudo que deseja. Tenha responsabilidade e nunca, em hipótese alguma, mexa com o livre arbítrio das pessoas. Neste blog você nunca encontrará feitiços que possam prejudicar alguém, algum animal ou a própria natureza.

As bruxas têm seus sentidos apurados porque estão em conexão com a mãe natureza. Suas crenças não fazem de você uma pessoa melhor, suas atitudes sim! Portanto, você escolhe  o caminho a seguir. Use o tempo para aprimorar sua sabedoria. Sabedoria é um sentimento e não uma conquista.

Boa noite, bons sonhos e bons cursos na espiritualidade

Glândula pineal e abertura da consciência divina

                                                                Glândula pineal (3)

Localizada no centro do cérebro, na altura dos olhos, a Glândula Pineal é a conexão entre o plano físico e espiritual, uma fonte de energia etérica, que ativa “poderes sobrenaturais”. Descartes foi um grande místico de escolas iniciáticas e dizia que a Glândula Pineal é a glândula do saber, sede da alma no corpo físico, ponto de acesso às elevadas dimensões, estimulando nossa mente superior e desenvolvendo potenciais intelectuais. Já Nostradamus (nome iniciático, que em latim significa “Nossa Dama”, em serviço da grande Senhora), dizia que a glândula pineal é a antena mais fina e mais alta do nosso sistema nervoso central.

Como podemos observar, todas as escolas iniciáticas trabalham para desenvolver a glândula pineal. Mas porque razão? Vamos entender um pouco…

Ao ativarmos a Glandula Pineal, a energia cósmica desce, carregando com ela o intelecto superior, e assim como a poeira luminosa dos universos flui, as ideias divinas da Mente Divina, também. E então, a sua verdadeira natureza é revelada. Ambos os hemisférios cerebrais irão trabalhar harmônicamente, e o seu campo eletromagnético será estabilizado. Adentra-se o estado de silêncio interior, de não desejar, não julgar, não rotular, mas ser o puro silêncio da respiração, que o levará ao estágio de tornar-se “um” com a respiração da criação.

Quando falamos em ativar a Pineal, significa que esta glândula passará a funcionar como um portal de energia cósmica, o que nos habilita a interagir e trabalhar em planos elevados de consciência. A mente cósmica é onipresente em cada face da criação e você percebe que você é a mente cósmica, quando desvela isto em você. A “realidade” existe através de sua consciência, e não ao contrário.

Em 99, 9% dos humanos, a Pineal está atrofiada. Mas eu substituiria esta palavra por recolhida, pois nós estamos desnorteados, ou seja, não estamos alinhados com a energia lumínica, logo, estamos fora do eixo… o que causa a perda da conexão com o Eu Superior, privando-nos de um estado de completude divina.

Devido ao gradual desaparecimento da espiritualidade e do aumento da materialidade humanas, substituída a natureza espiritual pela física, o Terceiro Olho foi-se“petrificando”, atrofiando-se gradualmente, começou a perder suas faculdades e a visão espiritual tornou-se obscurecida.

Nos últimos tempos, vários estudiosos despertaram pela pesquisa mais profunda do grande mistério em torno da glândula pineal.

Sérgio Felipe de Oliveira, psiquiatra brasileiro, doutor em Neurociências, mestre em Ciências pela USP (Universidade de São Paulo) e destacado pesquisador na área da Psicobiofísica e física quântica, afirma que a pineal é um sensor capaz de ver o mundo espiritual e de coligá-lo à estrutura biológica. É uma glândula que vive no dualismo, matéria/espírito. Ela recolhe frequências de ondas de mundos sutis e decodifica para a mente do clarividente e este a interpreta com seu intelecto, com sua razão.

A dimensão espaço-tempo é a quarta dimensão. Então, a glândula que te dá a noção de tempo está em contato com a quarta dimensão. Nós vivemos em três dimensões e nos relacionamos com a quarta, através do tempo. A pineal é a única estrutura do corpo que transpõe essa dimensão, que é capaz de captar informações que estão além dessa dimensão nossa. A afirmação de Descartes, do ponto em que a alma se liga ao corpo, tem uma lógica até na questão física, que é esta glândula que lida com a outra dimensão, e isso é um fato.

O interesse pela glândula pineal vem de muito tempo. E selecionando algumas das inúmeras representações dessa glândula, espalhadas por toda a Europa, Egito antigo, Índia antiga pergunto: Você já parou para pensar o que significa aquela pinha localizada bem no topo da cabeça de Buda, por exemplo? E porque o Vaticano foi construído no pátio da pinha?

A pinha no topo da cabeça de alguns mestres são representações da glândula pineal e indica que estes alcançaram a iluminação, ou seja, estão alinhados ao mais elevado centro espiritual, formando uma linha mística da evolução do ser. Tudo porque sua glândula pineal está ativada e se expande através do chacra coronário.

O vaticano embora não admita conhece tudo de geometria sagrada, pois estavam em contato direto com os povos antigos e recolheram muitas informações dos cátaros, templários e místicos cristãos. Tudo é simbologia… o altar é colocado em local protegido energeticamente,  e eles sabem inclusive o tipo de madeira com que deve ser construído. Eles são os herdeiros do conhecimento e um exemplo disso, é a forma como o Vaticano foi construído.

Visto de cima, ele parece uma chave. Ele foi construído no Pátio da Pinha que é adornado com uma grande pinha na frente da sua entrada. O local escolhido é porque a catedral maior é o nosso cérebro e quem rege é a glândula pineal. Então eles fizeram fora, como é dentro. Na geometria sagrada!

Os Merovíngios

Os Descendentes dos visigodos deram origem à Dinastia Merovíngia. Na história oficial, essa dinastia acabou com a morte de Childerico III, em 755 d.C, mas, de acordo com o Priorado de Sião, à Linhagem Merovíngia sobreviveu, sendo perpetuada até a atualidade, a partir de, Sigisberto I, filho de Dagoberto II.

Os Merovíngios eram chamados “Reis dos cabelos longos”, pois seus cabelos continham suas virtudes e eram a essência do seu poder. Em 754 d.C., Childerico III, rei da Dinastia Merovíngia, foi preso e seus cabelos cortados por ordem do papa.

Eram iniciados nos mistérios antigos e nas ciências ocultas, conhecidos como grandes conhecedores do oculto e chamados de “Reis Bruxos”. Há relatos de que, devido a uma propriedade misteriosa e etérea presente no sangue desses monarcas, eles possuíam, em termos atuais, o dom de curar com as mãos, a clarividência, a telepatia e uma total integração com os animais e os elementos presentes na natureza.

Suas vestes eram ornadas com borlas douradas que diziam ter poderes curativos e mágicos. Em uma tumba merovíngia, foram encontrados objetos de extremo valor simbólico iniciático, como a cabeça dourada de um touro, uma bola de cristal, várias esculturas em miniatura de abelhas douradas. Os crânios desses monarcas apresentavam indícios de uma incisão ritual conhecida como Trepanação.

Eles eram considerados Reis-sacerdotes, a manifestação física do divino, condição correlata a dos faraós egípcios. Os membros da Dinastia Merovíngia, diziam-se descendentes de Noé que, segundo seus valores, era mais importante que Moisés, pois Noé era a fonte de toda a sabedoria contida na Bíblia. Pesquisas genealógicas traçaram uma linha de ascendência dos merovíngios até a Arcádia, na Grécia antiga. Segundo pesquisas, essa descendência era diretamente relacionada à casa real de Arcádia. Dizia também que seus membros haviam partido da Grécia, no período em que Jesus viveu, indo em direção à região onde hoje situam-se França e Alemanha.

Segundo textos apócrifos, não só era casada com Jesus como dessa união um filho foi gerado, havendo fortes indícios de que foi uma menina. Após a crucificação, José de Arimateia, Maria Madalena (trazendo a criança em seu ventre) e um grupo restrito fugiram da Terra Santa para a França. A Linhagem Merovíngia começou quando a descendente de Jesus e Maria Madalena casou-se com um aristocrata francês.

O Santo Graal (O Sangraal ou sangue real) é uma expressão medieval, cujo o significado era relacionado ao cálice usado por Jesus Cristo na última Ceia. No entanto, há outra interpretação para este termo: ele também designa uma descendência sanguínea  com Jesus, o “Sangraal”, ligado o Dinastia Merovíngia.

A Igreja Católica sempre monitorou  com atenção a Dinastia Merovíngia, pois além do grande poder exercido por seus monarcas, também havia suas crenças e práticas consideradas pagãs. Os preceitos estabelecidos pela Igreja não aceitam  e consideram heresia a ideia de Jesus ter casado e constituído uma família.

A origem do termo merovíngio é proveniente do primeiro monarca dessa Dinastia chamado Meroveu, rei dos Francos Sálios (447-457 d.C.). Seu Neto Clóvis foi o responsável pela conversão dos francos do Paganismo para o Cristianismo em 496 d.C. Também unificou os territórios que abrangiam os reinos de origem franca e derrotou em batalha os burginhões, os alamnos e os visigodos.

  

Childerico I  (filho de Meroveu)          Clóvis (Neto de Meroveu)

Os merovíngios eram considerados reis de direito. Na sucessão dos monarcas, não havia reis usurpadores, somente ocorriam através da linhagem legítima (ascendência sanguínea). Tornavam-se reis aos 12 anos de idade, sem cerimônia pública de coroação.

De acordo com a árvore genealógica dos merovíngios, nos Dossiês Secretos, um dos nomes que aparecem como parte da linhagem é o de uma antiga família francesa chamada Saint-Clair.

O príncipe Willian Saint-Clair construiu em 1446, uma famosa capela na Escócia, a Rosslyn Chapel, muitas vezes chamada de Capela do Graal. Segundo especialistas, essa capela foi construida usando-se conceitos de geometria sagrada. Tanto em seu exterior como em seu interior, é repleta de simbolismos, esculturas e alegorias de inspiração nos mistérios antigos e de esculturas egípcias, maçônicas, pagãs e bíblicas. Símbolos da antiga sabedoria não encontrados em qualquer outra capela do Século XV, figuras como “Green Man”, que representa a fertilidade na cultura celta.

                                             Rosslyn Chapel

                                                                         Green man

Ao longo das gerações merovíngias, vários monarcas sucederam-se no trono, e com o passar do tempo, seu poder foi enfraquecendo , pois os governantes cada vez mais delegavam poderes a homens que ocupavam cargos que em termos atuais, seria o de primeiro ministro, conhecido na época como prefeito ou mordomo do palácio. Entre os que se destacaram estavam: Carlos Martel e seu filho mais novo, Pepino III, o breve.

O último monarca merovíngio, Childerico III,  foi deposto por Pepino III em 751 d.C.

                                                                               Pepino III – O breve