De que maneira o cérebro decide o que deve ser feito ou evitado

 Você está pronto para conhecer um pouco o funcionamento do seu cérebro? Vamos começar imaginando uma situação…

Imagine que você está no jardim fazendo uma limpeza em suas plantas, de repente, você se depara com algo sinuoso no chão. Imediatamente a luz refletida por este objeto é enviada para o córtex occipital, para que ele processe a imagem e descubra um significado. Mas ele não trabalha sozinho… então, ele envia a imagem recebida para duas direções: Para o HIPOCAMPO e também para o CÓRTEX PRÉ FRONTAL.

Para você conseguir ter um entendimento melhor sobre o assunto, vou colocar uma imagem que editei, pois não consegui nada que contemplasse as partes do cérebro que serão citadas. Assim, você vai acompanhando as explicações e tendo como apoio, uma imagem didática, ok?!

                       

Então como falei antes, o córtex occipital tentando processar a imagem recebida, envia esta mesma imagem para o hipocampo e também para o Córtex pré frontal. O hipocampo imediatamente compara a imagem a sua lista de perigos. Ao encontrar algo semelhante em seus registros, envia um sinal de alerta para a AMÍGDALA CEREBELAR, dizendo: cuidado!!! Esta dá então, um alerta a todo o cérebro, fazendo com que você recue em um sobressalto.

A imagem enviada ao córtex pré frontal já é mais lenta, pois extrai informações da memória de longo prazo, para descobrir se tal coisa é uma cobra ou simplesmente um graveto.

Os gravetos (obstáculos em nosso caminho), em geral tem mais valor porque o cérebro é construído mais para recuar, do que para ir em frente. São as experiências negativas, e não as positivas, que possuem maior impacto na sobrevivência. O cérebro detecta mais rapidamente as imagens negativas e o hipocampo se encarrega de garantir que essa informação fique bem armazenada, pois poderá ser usada como referência no futuro.

Se você tem alguma experiência desagradável em algum setor da vida, esse resquício permanece latente, pronto para ser ativado, caso você se depare com situação semelhante.

Por exemplo: Você foi traída pelo marido com sua melhor amiga. Essa informação vai ficar bem guardada no hipocampo. E um dia, em outro relacionamento você vê seu namorado conversando com uma outra mulher. Imediatamente você reage como se estivesse acontecendo de novo, pois a experiência negativa anterior, cria um tipo de círculo vicioso que torna você pessimista e inclinada a só ver de maneira negativa.

Para os nossos antepassados, simulações contínuas de acontecimentos anteriores possibilitavam sua sobrevivência. Pois fortalecia o aprendizado de comportamentos bem sucedidos pela repetição de padrões. Simulações de eventos futuros também fortaleciam a sobrevivência, pois lhes davam a capacidade para comparar possíveis resultados.

Hoje, mesmo depois de milhões de anos passados, nosso cérebro ainda cria simulações, mesmo quando não tem nada a ver com situações de sobrevivência. Outro exemplo:

Você está brigando com a sua mente, tentando meditar um pouco, mas quanto mais você tenta, mais você se prende a um pensamento ligado a um desentendimento familiar ocorrido há horas antes… Passa um filme em sua cabeça e de repente você está a milhares de Km de distância. Geralmente são por alguns segundos, mas o suficiente para te tirar do momento presente. Então, fique ligado e tenha em mente que: é somente no momento presente que encontramos a verdadeira felicidade, amor ou sabedoria!

 

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