Karma, coincidência ou acaso?

 

Ontem jantei com um amigo muitíssimo culto e grande estudioso de filosofia, cosmologia e temas afins…  Ele um médico cirurgião apaixonado pelas pessoas e com uma consciência de missão de vida extraordinária. Lembramos do passado, de nossas profissões, de viagem, livros, religião, vinhos, relacionamentos, até que surgiu o tema Karma. Ele me perguntou: O que essa palavra significa para você? Eu disse a ele que na minha opinião, antes de encarnar, o espírito “escolhe” aquilo que virá fazer, aprender, ensinar, se alegrar ou sofrer, na encarnação que se apresenta. E que no fundo mesmo, pra mim significa que o tal livre arbítrio às vezes é questionável, pois aquilo que precisamos vivenciar, ou seja, que está destinado, não temos outra opção a não ser passar por determinado evento na vida. Ele abriu um largo sorriso e me disse: então acho que você é meu karma, pois me casei, separei e nunca consegui te esquecer. E olha que coincidência: me mudei para mesma cidade. Sendo assim, acho que devemos finalmente ficar juntos.

Não sei se ele também é meu karma, só sei que coincidências não existem! E nada como o tempo para curar feridas e promover reencontros.

Bem, brincadeiras a parte, achei o tema conveniente e então resolvi falar a respeito…

O “Karma”, ou “Carma”, é a energia gerada pelas nossas ações numa vida, que se reflete noutras vidas.

A palavra Karma deriva do sânscrito e surgiu associada ao Budismo e ao Hinduísmo, sendo mais tarde adaptada pelo Espiritismo. Também a Cabala — filosofia que tem origem no Judaísmo — defende a existência da vida após a morte, acreditando que a alma regressa à Terra tantas vezes quantas forem necessárias para completar o seu processo de evolução, superando sempre as provas que recebe como consequência dos seus atos. Tanto o Budismo como o Hinduísmo defendem que a alma encarna ao longo de muitas vidas, visando sempre a evolução espiritual.

O objetivo do reencontro entre pais, filhos, irmãos, tios, marido e mulher é proporcionar uma oportunidade para se resolver o problema em questão. Isto acontece recriando-se o mesmo problema em um curto espaço de tempo.

Quando os parceiros se conhecem, logo sentem uma compulsão de estar mais perto um do outro, e depois de algum tempo, começam a repetir os padrões emocionais dos seus antigos papéis. Então, o palco está armado para que ambos enfrentem um antigo problema de novo, e talvez lidem com ele de uma forma mais amadurecida. Ou um dos parceiros pode colocar tudo a perder novamente e cometer os mesmos erros do passado. Destino ou livre arbítrio? Eis a questão…

Relacionamentos cármicos quase nunca são duradouros. São na maioria das vezes mais destrutivos do que curadores. Algumas cicatrizes são profundas, difíceis de curar. Mas quando você consegue colocar sua cabeça no lugar, pode acabar percebendo que a melhor coisa que poderia ter acontecido em sua vida é o seu relacionamento não ter dado certo.

A característica de um relacionamento cármico é que os parceiros carregam emoções não resolvidas dentro de si, tais como culpa, medo, dependência, ciúme, raiva ou algo do tipo. Devido a essa “carga” de emoções não resolvidas, eles se sentem atraídos um para o outro, em outra encarnação.

Um dos parceiros pode ser fraco demais para ter coragem e ir além. Nesse caso, não tente trabalhar nele mais uma vez. Por isso, desapegar-se daquilo que te fez mal, é a melhor alternativa. Afinal, você não vai querer voltar numa próxima vida para resolver a questão, não é mesmo?  Eu não gostaria…

Uma dica para esquecer rapidamente é lembrar-se apenas dos momentos ruins. Depois, comece a fazer orações pela pessoa. No início é bem difícil. Mas não desista, quando menos esperar vem à compaixão e o desejo que esta pessoa tenha outras experiências e aprenda com elas. Vire a página, queime fotos, não queira notícias e não procure amigos em comum. E principalmente não sinta rancor ou ódio. Apenas agradeça pela oportunidade de um grande aprendizado.

A vida segue e mais aprendizado teremos no caminho…

Namaste

 

 

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